terça-feira, setembro 27, 2011
Deve ser mais uma piada do Brasil.
O Conpresp decidiu pelo não tombamento do Belas Artes. Mesmo o parecer técnico do DPH sendo a favor - e olha que eles nem puderam usar a lei 14. 406 sobre patrimônio imaterial, porque o prefeito não regulamentou, o que pode vir a gerar punição...
O local foi adotado por Dante Lopes como um irradiador do cinema de arte em São Paulo (que só tinha cinema comercial), abrigou a primeira Sociedade de Amigos da Cinemateca e serviu de reduto de resistência na ápoca da ditadura (os porões, com a sala Oswald de Andrade), dando origem à geração "marginal" de cineastas.
O próprio fato de o caso ter sido jogado no colo do Conpresp - e nada mais ter sido feito - mostra a omissão da Prefeitura. Um parecer "jurídico" veio como o golpe de misericórdia. Mas que lei é essa, e por que está tão atrasada? O cine Paissandu (RJ)e o Cine Brasília foram tombados... Será que ninguém consegue pensar em políticas amplas que envolvam espaço, atividade e identidade? O futuro só se faz com formação e com o passado...
Com mais de 10 bilhões em caixa, construindo um túnel maluco de 3,5 bilhões no Jabaquara e desapropriando metade da St. Ifigênia para uso privado isso é piada grotesca da governança municipal.
São Paulo não tem metrô, não tem proteção contra a especulação imobiliária e agora não tem mais cinema de arte.
Parabéns, senhor prefeito.
quinta-feira, setembro 22, 2011
STF
Arquivada ADI contra lei municipal sobre concessão urbanística em SP 19/09/2011
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento (arquivou) à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4651) ajuizada pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) contra a Lei paulistana 14.918/2009, que dispõe sobre concessão urbanística na cidade de São Paulo. “A ação direta de inconstitucionalidade não é cabível para impugnar lei municipal”, explicou o ministro.
Ele afirma que o artigo 102 (alínea "a" do inciso I) da Constituição Federal “é bastante claro no sentido de que apenas os atos normativos federais ou estaduais poderão ser objeto da ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal”.
Para contestar ato normativo municipal no Supremo, seria necessário ajuizar uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), instrumento jurídico que busca evitar ou reparar a violação de algum preceito fundamental da Constituição Federal.
O ministro Gilmar Mendes ressalta que, no presente caso, “não é possível a conversão da ação direta de inconstitucionalidade em arguição de descumprimento de preceito fundamental por inexistirem os pressupostos de conhecimento da ADPF”.
O PSOL afirma na ação que a Lei municipal paulista 14.918/2009 utiliza parcerias público-privadas “como ferramentas de gestão e desenvolvimento urbano” em desacordo com regras constitucionais, “modificando a desapropriação e o direito de preempção (precedência na compra), e atribuindo poderes de livre negociação aos bens resultantes dos atos expropriatórios sem expressa previsão em legislação federal e estadual”.
O ministro Gilmar Mendes explica que os dispositivos constitucionais que o PSOL afirma terem sido violados pela lei “não constituem preceitos fundamentais que possam constar como parâmetro de controle na arguição de descumprimento de preceito fundamental”.
E finaliza: “Assim sendo, resta apenas concluir que a presente ação é manifestamente incabível, o que torna obrigatória sua rejeição liminar”.
terça-feira, setembro 13, 2011
A arquiteta Nadia Somekh, representante do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) no conselho municipal de preservação do patrimônio cultural em São Paulo (Conpresp), pediu vista do processo de tombamento do Cine Belas Artes.
Por causa do pedido de vista, foi suspensa a votação prevista para a reunião do Conpresp ocorrida na manhã desta terça-feira (13/09). Os representantes do Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA) comemoraram o adiamento, pois não houve tempo hábil para analisar o processo e preparar a defesa.
Sondagem informal apontava que, se fosse votado hoje, o tombamento seria rejeitado, devido a um discutível parecer contrário da Procuradoria Geral do Município (PGM). Já o parecer técnico do Departamento de Patrimônio Histórico (DPH), órgão assessor do Conpresp, é amplamente favorável ao tombamento, justificando a medida especialmente pelo relevante valor cultural e histórico do cinema e pelas milhares de manifestações públicas de afeto dos cidadãos paulistanos pelo Belas Artes no início do ano, quando foi anunciado o fechamento do cinema.
Somekh atendeu a um apelo do MBA e cinco entidades ligadas à preservação e ao cinema, que pedem prazo até início de novembro para analisarem e debaterem com a sociedade paulistana os pareceres favoráveis e contrários do processo de tombamento.
A procuradoria analisou o processo por mais de três meses, indisponibilizando-o para consulta pública, o que impediu seu acesso aos defensores do cinema. A primeira cópia integral do processo foi obtida há pouco mais de uma semana apenas. Apesar do pouco tempo para digerir mais de 620 páginas de processo, uma comissão do movimento formada por Áurea Colaço (advogada da Associação Preserva São Paulo), Beto Gonçalves (representante do MBA) e Fábio Ornelas (documentarista) fez apresentação durante a reunião de hoje do Conpresp em defesa do parecer do DPH e questionou a fragilidade dos argumetnos do parecer da PGM.
Colegas de Somekh, como os urbanistas Nabil Bonduki e Raquel Rolnik, voltaram a defender em blogs e na imprensa nos últimos dias o tombamento do Cine Belas Artes por uma solução inovadora que combine a preservação do prédio e do uso tradicional do cinema como patrimônio imaterial da cidade.
Na próxima quinta-feira, dia 15 de setembro, a partir das 19h30, a Câmara Municipal de São Paulo promove o evento “Noite em Homenagem ao Cine Belas Artes”, com uma sessão de curtas paulistas premiados seguida de audiência pública sobre o tombamento do Belas Artes, com participação de especialistas e autoridades.
O evento é uma iniciativa conjunta da Presidência e da Comissão de Administração da Câmara, com apoio do MBA, Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD), Associação Paulista de Cineastas (Apaci), Associação Preserva São Paulo, Conselho Brasileiro de Entidades Culturais (Cebec) e Via Cultural – Instituto de Pesquia e Ação pela Cultura.
sexta-feira, setembro 09, 2011
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Palácio Anchieta – Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista
Tel. 11 3396-4000
19h30 - Sessão de curtas paulistas premiados
20h30 - Audiência pública sobre o processo de tombamento do Cine Belas Artes.
Venha comemorar os oito meses de mobilização em defesa dos cinemas de rua!
Programa
19h30 - Sessão de curtas paulistas premiados
Rota ABC. 1991. Direção: Francisco Cesar Filho. 11 min. Prêmios: Contribuição Artística no Anima Mundi 2003, Melhor Curta e Melhor Fotografia no Festival de Brasília 1991.
Sinopse: Ensaio documental sobre os anseios e perspectivas da juventude moradora no subúrbio industrial do ABC paulista, ao som da banda punk Garotos Podres.
L. 2011. Direção: Thais Fujinaga. Com: Cheng Ne, Henrique Schafer, Luis Mai King e Sofia Ferreira. 21 min. Prêmios: Porta Curta Petrobras, Avon, Centro Técnico Audiovisual (CTAV) e
Troféu ABD-SP, todos no Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo 2011.
Sinopse: Teté odeia seus pés. Quando conhece Héctor, decide mudar sua aparência.
Palíndromo. 2001. Direção: Phelippe Barcinski. Com: Eucir de Souza, Eugênio Puppo e Silvio Restiffe. 11 min. Prêmios: Festival de Gramado 2002 (filme, diretor, montagem e crítica), Festival de Recife 2002 (diretor e som), Prêmio ABD e C no Festival do Rio 2002 e Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá 2002.
Sinopse: Um homem perde tudo que tem. Uma história simples contada de forma inusitada.
20h30 - Audiência pública sobre o processo de tombamento do Cine Belas Artes.
Convidados para a mesa da audiência:
Nabil Bonduki, secretário nacional de Meio Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente e professor da FAU/USP
Carlos Augusto Calil, secretário municipal de Cultura
Andrea Matarazzo, secretário estadual de Cultura,
José Eduardo Lefèvre, presidente Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp)
Fernanda Bandeira de Mello, presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat)
Realização
Presidência e Comissão de Administração da Câmara Municipal de São Paulo
Apoio
Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA), Associação Paulista de Cineastas (Apaci), Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD) e Via Cultural – Insituto de Pesquisa e Ação pela Cultura
quarta-feira, setembro 07, 2011
(Centro da maior cidade do Brasil. Rua do Triunfo).
- Não, ninguém vai me tirar de minha casa. Eu tenho 82 anos.
- Você é um terreno. Querem limpar o chão. Lembra o João? Ninguém recebeu ainda o dinheiro do hotel derrubado em 2007.
Ele ficou doente e não pode pagar o tratamento. Morreu.
- Vão respeitar minha idade. Nasci aqui. São Paulo nasceu aqui. Era um mato, fizeram um bairro, era o século XVIII. A escola onde eu estudei, demoliram.
- O esquecimento venta sobre nós e nos apaga. Terra Brasil, dez vezes um milhão, ossos, sangue e carne e não comem. Agora, seres esqueléticos, fantasmas pela rua, abrindo sacos de lixo para procurar comida, parecem os mortos de fome do Quênia. O dinheiro é livre, corre sem raízes nem frutos, mas as mulheres negras, carregando filhos da violência, estão presas na fronteira. Eu li no jornal. Uma delas viu sua filha morrer e seus netos caem um a um. Como fizemos isso? Aqui, os cadáveres vivos são expulsos pela tropa para o fim da rua, até o outro dia. Criam o clima. Escuridão nas almas, corações negros. Reconstrução. Peixes pequenos são alimento. Brotam prédios caros. Uma mulher suja canta, lembrando dos seus dias na noite. Chora. Terra antiga, um velho sangue. Virá a nova luz.
Afonso Lima
segunda-feira, agosto 29, 2011
via Milton Jung
"Diante da convocação de manifestação contra a violência para o próximo dia 28 de agosto pelo movimento SOS Morumbi, a União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis gostaria de contribuir com este debate. (...)
Durante a realização da Operação Saturação da Polícia Militar em 2009, a comunidade de Paraisópolis, governo estadual e a prefeitura se uniram para transformar esta realidade e organizar a chamada “Virada Social”, que definiu 126 ações do Estado na comunidade, destas apenas 22 foram concluídas. Ações importantes como a construção de mais um CEU, mais uma ETEC, Clube-Escola, Centro de Educação Ambiental, CREAS, Parque Paraisópolis, CIC, Casa de Cultura entre outros, nunca saíram do papel.
No entanto, a “Virada Social” foi interrompida, e 83% das ações aprovadas e prometidas não foram executadas.
Nossos trabalhadores, estudantes e mulheres sofrem tanto ou mais com a realidade criticada pelo movimento SOS Morumbi. (...)
http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/2011/08/26/sos-morumbi-tem-de-trocar-muro-por-investimento-social
Estadão - Cartas - 29/08/2011
29 de agosto de 2011 | 3h 55
Fórum dos Leitores
DESTOMBAMENTO IRREGULAR NA SANTA IFIGÊNIA
Excelente artigo do jornalista Tiago Dantas sobre o tombamento da Luz e sobre o plano dos lojistas para ajudar aos viciados em crack. O traçado urbano do bairro Santa Ifigênia já está em estudo de tombamento pelo Condephaat desde março 1986; falta ainda decisão de tombamento da sua estrutura fundiária. Ambos, traçado e estrutura fundiária são do século 18 e necessitam ser preservados.
Entretanto, o traçado urbano do bairro Santa Ifigênia foi irregularmente destombado em conjunto por Kassab na prefeitura, e por José Serra, Andrea Matarazzo e Rovena Negreiros a nível do anterior governo do estado; tal maracutaia em beneficio do projeto Nova Luz e dos especuladores imobiliários foi publicada no Diário Oficial do Legislativo do estado de 28/05/2009: "Santa Ifigênia: finalização do estudo de tombamento e discussão com o DPH e a Emurb sobre o Projeto Nova Luz". Solicitei apuração e reversão desta maracutaia ao estado a qual está na consultoria jurídica do Condephaat para apreciação.
A notificação do destombamento foi publicada em 2009 e em 2010, mas ela não é válida por pelo menos duas razões: não foi homologada e não há qualquer justificativa técnica para este irregular e imoral destombamento do traçado urbano e de inúmeros imóveis; de fato, propiciar o Projeto Nova Luz (e a especulação imobiliária) não é justificativa técnica; portanto, há necessidade de retomar o estudo e incluir a estrutura fundiária no tombamento do bairro Santa Ifigênia.
Tal proposta é apoiada, dentre inúmeros urbanistas, pela eminente urbanista Raquel Rolnik, que é relatora da ONU para moradia - a nível mundial. Está nas mãos de Fernanda Bandeira de Mello, atual Presidente do Condephaat, e nas do mesmo Secretário da Cultura, a correção de tal maracutaia ou de equívocos de supervisão do governo anterior. Se isto não acontecer, significará que temos infiltrados no Governo do Estado tanto especuladores imobiliários quanto aliados de Kassab apoiando sua candidatura para 2014?
Dá votos colaborar com a prefeitura na destruição do tradicional bairro Santa Ifigênia para os especuladores imobiliários lucrar? O estado quer perder o 2º ICMS do Brasil gerado nesta região em proveito de empresas de serviços e de ISS gerado para a prefeitura? Estão nas mãos de Geraldo Alckmin as respostas para a cidade a essas importantes questões.
Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br
São Paulo
sexta-feira, agosto 26, 2011
Festa contra remoção
Pela lei de concessão urbanística nº 14.917/09, a Prefeitura de São Paulo transfere para a iniciativa privada o poder de desapropriar imóveis em pleno uso, sejam lojas, indústrias ou moradias.
Associação dos Comerciantes do Bairro da Santa Ifigênia
www.acsisanta.com.br
acsi@acsisanta.com.br
(11)3486-4378
quarta-feira, agosto 24, 2011
Convoquei duas audiências públicas que acontecerão na 4ª feira, dia 24/8.
A primeira será às 10h30, no Salão Nobre. Tratará da proibição total de parada e estacionamento em ruas de Moema, das 7h às 21h, com rigorosa fiscalização. Além dos transtornos aos moradores, as atividades comerciais registram queda de até 80%. Sem saída, os imóveis estão sendo vendidos para grandes construtoras.
A outra será às 13h30, no 1º subsolo. Dará seqüência a demanda de entidade representativa dos funcionários da Prefeitura que questiona o fato de apenas uma instituição financeira estar autorizada a conceder empréstimo consignado.
Um abraço,
Vereador Eliseu Gabriel – PSB
E-mail: vereador@eliseugabriel.com.br
segunda-feira, agosto 15, 2011
Quando escreveu de forma brilhante o livro "Raízes do Brasil", sobre nossa incapacidade em distinguir o público do privado, Sérgio Buarque de Holanda não poderia imaginar que, passados 75 anos, São Paulo continuaria reafirmando sua tese, como vemos no projeto de concessão urbanística da Nova Luz, região transformada em cracolândia pela inação da prefeitura.
Além de ganharem do nosso prefeito o direito de empunhar a espada da desapropriação como arma de negociação sobre a cabeça dos legítimos proprietários, os empreendedores ainda vão levar R$ 355 milhões de dinheiro público para livrá-los do que deveria ser seu risco natural.
Por traz desses cálculos está a FGV, entidade cujo vice presidente é Marcos Cintra, que também ocupa um cargo público e deseja trocar com o setor privado bens públicos como o "quarteirão do Itaim". Se ainda estivesse vivo, certamente haveria material para "Raízes do Brasil 2".
SÉRGIO REZE, integrante do Movimento Defenda São Paulo (São Paulo, SP)
Leia mais cartas na Folha Online
www.folha.com.br/paineldoleitor
sábado, agosto 13, 2011
quarta-feira, agosto 10, 2011
terça-feira, julho 26, 2011
Caro e contra a população
A Operação Urbana Água Espraiada previa túnel de 400 metros em 2001. Em 2007 Kassab apresentou projeto de túnel de 4,5 km e custo de R$ 2 bilhões, o qual preenche a mesma função de ligação que o túnel inicialmente aprovado, da Roberto Marinho até a Imigrantes.
Nessa proposta as desapropriações aumentaram exponencialmente e já se percebia que o foco era a liberação de terrenos faltantes aos agentes imobiliários. Em 2008 o traçado foi reduzido para 3,7 km e o custo aumentou para R$ 2,7 bilhões.
Agora, em 2011, o projeto final prevê redução de traçado para 2,7 km e aumento de custo para R$ 3,7 bilhões. Em cinco anos da perversa administração Kassab, apoiada por vereadores que traem seus eleitores, temos aumento de custo linear do túnel de 208%.
E a Câmara Municipal, ainda assim, o aprova! Já há superfaturamento? Temos aqui mais uma manifestação do urbanismo kassabista de extrema-direita, sempre em benefício dos agentes imobiliários - custe o que custar em valores monetários e em direitos dos paulistanos. Isso tem de acabar já!
SUELY MANDELBAUM, arquiteta urbanista
segunda-feira, julho 25, 2011
No dia 27 de julho próximo, quarta-feira, será o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI contra a lei da Concessão Urbanística (L.13.917/2009) que permite ao particular fazer desapropriações com o pretexto de implantação de um plano urbanístico para depois fazer empreendimentos imobiliários nos imóveis desapropriados e lucrar muito com isto.
Os proprietários dos imóveis ficariam fora deste processo. Seria um precedente terrível e colocaria por terra o direito de propriedade, uma vez que a desapropriação é prerrogativa exclusiva do Poder Público, com exceções muito delimitadas.
Esta Concessão Urbanística está em vias de ser aplicada no Projeto Nova Luz de interesse da Prefeitura e do mercado imobiliário.
O julgamento é público e será no prédio do Tribunal de Justiça que fica na Pça Clovis Beviláqua, ao lado da Catedral e da Praça da Sé.
Iremos vestidos de preto para marcar nossa presença.
Quem ajuizou esta ADI:
Autor: Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos No Estado de São Paulo - Sincoeletrico
Advogado: MARCELO KIYOSHI HARADA
Réu: Prefeito do Município de São Paulo
Advogado: Celso Augusto Coccaro Filho
domingo, julho 24, 2011
JOSÉ RENATO NALINI
Não é só o poder público o responsável: a cidade é de todos, e nenhum cidadão está liberado de se empenhar no processo de sua recuperação |
A cada manhã, o paulistano acorda com notícias terríveis.
Mortes no trânsito, explosões de caixas eletrônicos, tão fácil obter material explosivo! Arrastões em restaurantes, sequestros, furtos e roubos de carro. Chacinas de jovens recrutados pelo tráfico, homicídios a esclarecer e vinculados a "queimas de arquivo".
Vive-se um clima de insegurança, a gerar difusa sensação de desamparo. Adicione-se a deturpação do esforço da Justiça Criminal com os "mutirões carcerários".
Explora-se a desconfiança no retorno do egresso ao convívio social e reforça-se a convicção de que aumenta a impunidade.
Não são os únicos dados em desfavor da vida paulistana. Há também o exagerado aumento dos moradores de rua. São milhares, a ocupar todas as regiões da cidade. Acena-se com o seu cadastramento, paliativo insuficiente. A legião é heterogênea: há os desempregados, os portadores de anomalia mental, os drogados. Não há como sustentar o direito a "morar na rua". Via pública se destina à circulação.
Outro indício de cidade enferma é a sujeira. Se a produção de lixo é maior do que a de outras urbes de análoga dimensão mórbida, como deixar de concluir que o paulistano está em deficit de consciência ambiental? Fealdade transparece ainda na pichação, sintoma de metrópole mal amada. Não é reconhecida qual instância de acolhimento.
O vilipêndio com agressões estéticas é próprio a quem não nutre o sentimento de pertença.
Esgarçados os laços de solidariedade, prolifera a violência. O trânsito é o fenômeno mais típico. Além dos acidentes, o estresse de caótica paralisação e congestionamento, algo provável a qualquer hora.
Tudo sinaliza a situação agônica do convívio na megacidade. O otimista dirá não ser assim. Muita coisa ainda funciona, a despeito das disfunções. Todos os dias, milhões acordam longe do trabalho, servem-se de péssimo transporte público, perdem horas no trânsito, ganham mal e, a despeito disso, se comportam com civilidade.
A capital bandeirante paga por seus erros. Fez escolha equivocada ao mutilar sua paisagem, ao sepultar seus rios, canalizar seus córregos, impermeabilizar seu solo, arrancar suas árvores, secar suas várzeas. Nada poderia resultar de bom dessa política de arrasa-terra.
Persiste na vocação ecocida e dendroclasta, desrespeita sua história. Elimina marcos arquitetônicos. Desestimula a preservação, demole parâmetros e torna a população carente de referenciais.
A opção preferencial pelo automóvel desprezou o pedestre, ser miserável, posto a respirar gás carbônico e partículas cancerígenas. O ciclista é também insultado, ameaçado, atropelado e morto.
Tudo vai desaguar em apatia e resignação. Fraturados os laços simbólicos, descrê-se da política e das instituições. Presságio de uma sociedade enferma. Tribos distintas disputam o exotismo do insólito.
Algumas perseguem e espancam minorias. E pensar que São Paulo já foi uma cidade civilizada.
Quem a conheceu há poucas décadas o testemunha.
Hoje está na UTI e precisa de cuidados urgentes. Não é só o poder público o responsável. A cidade é de todos, e ninguém está liberado de se empenhar no processo urgente de sua recuperação.
MENSAGENS DE CONTEÚDO EXCLUSIVO RELATIVO AO PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO E SEU PROCESSO DE REVISÃO. GRUPO DE DISCUSSÃO E ARTICULAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL.
sábado, julho 23, 2011
sexta-feira, julho 22, 2011
Área declarada de utilidade pública foi comprada em maio por R$ 15 milhões
Administração Kassab planejava desapropriar o mesmo terreno pelo valor de R$ 62 milhões; Promotoria apura caso
A paralisação ocorreu após o Ministério Público Estadual descobrir que o imóvel, declarado de utilidade pública pelo prefeito Gilberto Kassab em julho de 2010, foi arrematado por uma empresa privada num leilão público em maio deste ano por R$ 15,4 milhões, e a prefeitura planejava pagar R$ 62,1 milhões pela desapropriação.
O que se tenta descobrir agora é: A) Por quais motivos a Prefeitura de São Paulo não disputou o leilão público e pagou os R$ 15,4 milhões?; B) Qual o interesse da Mon Fort Administração de Bens Próprios Ltda. em comprar uma área tão grande se já era de conhecimento geral que o terreno seria desapropriado?
O terreno fica na avenida Jacu-Pêssego, em Itaquera, e já foi sede da falida Gazarra S.A. Indústrias Metalúrgicas.
PARTICIPAÇÕES
A Mon Fort Administração de Bens Próprios Ltda. está registrada na Junta Comercial de São Paulo em nome de Eric Cesar Briquet de Sylos, José Luiz Alves de Abreu e da Sampa Holding, empresa com sede em Amstelvenn, Holanda. Sylos aparece como procurador da Sampa Holding.
O capital da Mont Fort é de apenas R$ 10 mil. No auto de arrematação do terreno durante o leilão realizado em maio, na 32ª Vara Cível de São Paulo, a Mont Fort foi representada por Abreu, que tem participação de R$ 1 na sociedade da empresa.
OUTRO LADO
Na noite de ontem, a Folha procurou a assessoria de imprensa de Kassab para entrevistá-lo, mas a coordenação de imprensa da prefeitura informou que "ele já devia estar em sua casa" e, por isso, o único esclarecimento a ser prestado sobre sua determinação de suspender a ação de desapropriação da área era uma nota oficial.
Na nota, a Prefeitura de São Paulo informou que "a decisão foi tomada depois de o Ministério Público Estadual enviar ofício para a prefeitura questionando o processo de avaliação da área".
"Kassab determinou a suspensão do processo de desapropriação. A declaração de utilidade pública do terreno, no entanto, está mantida. Assim que a desapropriação for concluída, a área será cedida à Unifesp", continua a nota.
A reportagem não conseguiu localizar os representantes da empresa Mon Fort.
Caso queira sair do grupo, mande uma mensagem para fundador-plano-diretor@grupos.com.br ou para o moderador (moderadores-plano-diretor@grupos.com.br )
quarta-feira, julho 20, 2011
ESTADÃO - 19/07
EM DEFESA DAS ÁREAS MUNICIPAIS
Mais uma vez o Estadão abriu espaço neste domingo para a luta dos paulistanos mais conscientes em defesa das áreas municipais e que o prefeito Kassab colocou à venda, com a desculpa de precisar do numerário para construir creches, uma balela que não se sustenta, pois o problema é de escolha de prioridades, em um verdadeiro crime de lesa município.
São moradores do Itaim-bibi, da Mooca, da Granja Julieta, além dos moradores da Zona Norte contra a derrubada de árvores da Serra da Cantareira. Eu ainda acrescentaria o imóvel da Rua Afonso Pena no Bom Retiro, que abriga a Defesa Civil da cidade e o da Rua Bresser com a Rua Itajaí, que abriga um importante depósito municipal.
As verbas utilizadas na ampliação das marginais do Tietê, ou na isenção de impostos ao Corinthians pra o seu estádio, a verba para a propaganda oficial entre outras tantas. Como bem disse o Sr. Pedro Felice Perduca, da associação de moradores da Mooca: "O sistema de captação de chuva é o mesmo, o de esgoto é o mesmo, as vias são as mesmas.
Só diminui o que precisamos, que são áreas que tragam qualidade de vida" A verdade é que o prefeito vem priorizando o transporte terrestre, principalmente o individual e o adensamento dos bairros, notadamente no entorno das estações do Metrô, que já anda trafegando com excesso de passageiros, perdendo muito da qualidade que lhe era peculiar.
O adensamento da população seria justificável se acompanhada de transportes públicos decentes, o que infelizmente não vem ocorrendo. Então faz-se necessário que essas associações de bairros se unam em uma cruzada única, inclusive com a participação de todos os paulistanos esclarecidos, saindo em passeata pelas avenidas, contra essas vendas prejudiciais à cidade.
As áreas que estão à venda são importantes não só no presente com o no futuro, pois se são desnecessárias para as unidades municipais, o que bastante discutível, deveriam ser transformadas em parques e não em mais espigões para aumentar os lucros das construtoras e diminuir nossa qualidade de vida.
Gilberto Pacini
São Paulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110719/not_imp746770,0.php
terça-feira, julho 19, 2011
Vitória da população: sem mais um espigão
http://www.samorcc.org.br/281_parque_augusta2.html
PREZADOS,CONFORME COMUNICADO QUE SEGUE FOI CANCELADA A AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE CONTRUÇÃO NO PARQUE AUGUSTA, segundo informações, a pedido da pp. Empresa, que ao nosso ver foi sensata, diante da negativa repercussão que o caso traria.Acreditamos que o País está vivendo um importante momento e descobrindo o verdadeiro significado das palavras SUSTENTABILIDADE E GREENWAHING e que a população é consciente e está alerta.
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COMUNICADO DE SUSPENSÃO DE APRESENTAÇÃO PÚBLICA SOBRE EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO LOCALIZADO ENTRE AS RUAS CAIO PRADO, AUGUSTA E MARQUÊS DE PARANAGUÁ.
A pedido da própria empresa proprietária do terreno, que havia solicitado apresentação pública para dialogar com os moradores interessados, está suspensa a apresentação pública prevista para - hoje - 13/07/2011, às 18h.
Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente
sexta-feira, julho 08, 2011
Imobiliária Prefeitura S.A.
JORGE EDUARDO RUBIES
Com a venda do "quarteirão da cultura", os políticos de nosso município perderam mais uma chance de mostrar que estão realmente a serviço do cidadão |
Em meio ao festival de leis absurdas, inconsequentes e patéticas de autoria do Executivo, aprovadas a toque de caixa pela Câmara Municipal de São Paulo às vésperas do recesso de julho, é difícil apontar qual é a mais contrária ao interesse público, mas a venda do "quarteirão da cultura" do Itaim Bibi desponta como uma das favoritas.
Votada na calada da noite (às 23h30!), essa lei oferece de repasto à farra imobiliária -que dá sinais de iminente colapso- um oásis de beleza e paz num dos bairros mais áridos e congestionados da cidade.
Concebido nos anos 50 de acordo com o conceito de escola-parque, revolucionário até hoje, o "quarteirão da cultura" é um terreno municipal de 20 mil m2 com a maior densidade arbórea do Itaim.
O pretexto para sua venda e consequente destruição é a construção de 200 creches, o que não passa de uma farsa pessimamente encenada, pois dinheiro é o que não falta para tanto, a começar por verbas federais e estaduais disponibilizadas para a prefeitura e não utilizadas.
De fato, é inacreditável que a prioridade da prefeitura seja a venda do quarteirão, e não o corte de parte das cerca de 30 secretarias municipais, das centenas de cargos em comissão, da verba para propaganda oficial (superior a R$ 100 milhões em 2010) ou dos R$ 191 milhões gastos em consultorias (que a Folha noticiou nesta semana)...
A pá de cal na farsa foi dada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que esclareceu que a eventual venda desse e de outros nove terrenos municipais só pode servir ao pagamento de precatórios.
Enfim, estamos sempre prontos a debater com as autoridades municipais acerca de nossa convicção da lesividade da venda do quarteirão, convite por elas declinado nas duas audiências públicas convocadas para discutir o assunto.
Isso num momento em que, no mundo inteiro, a paciência do povo com seus supostos representantes começa a se esgotar. Afinal, a Grécia, a Espanha e o Egito também são, ou haverão de ser, aqui.
JORGE EDUARDO RUBIES é presidente da Associação Preserva São Paulo, coordenador do Movimento SOS Quarteirão do Itaim e coordenador-geral da União de Movimentos contra a Especulação Imobiliária e pela Ética na Política.
Eu uso duas meias (pretas)
Uma verdadeira tragédia, abandono e descaso com o dinheiro público. O empréstimo do BID não foi quase nada usado e o planejamento anterior foi paralisado e abandonado. A prefeitura teve que pagar multa para o BID, prevista no contrato, POR NÃO TER UTILIZADO OS RECURSOS POSTOS A SUA DISPOSIÇÃO. Todo o esforço foi dilapidado e o nefasto abandono voltou a se apossar do coração da cidade.
quinta-feira, julho 07, 2011
45 minutos de terror
Acabo de ver "45 minutos", com o Caco Ciocler, com direção de Roberto Alvim. (Eu respiro fundo, tento ser racional, abalado pelo pouco - ou muito - que vi). A peça tem muito a dizer (mas eu não estou em condições de filosofar agora), mesmo se declarando a arte da enrolação: será que interessa ainda o ator com sua "empatia", seu enredo, sua "dramaticidade"? É maravilho o trecho sobre "opções" brilhantes de entreter...
Caco usa um espectro incrível de formas de não dizer nada, modula seu tempo em ódio, agilidade, pausa... É um dos melhores atores que tenho visto. (E o cabelão ajuda a esquecer o rosto da TV...)
A direção sabe usar com precisão o mínimo, recortes e direções de luz, cores, baixa luminosidade.
Mas o que mais me marcou foi o público!
Há muito se comenta da falta de classe nas sessões, é verdade. Só que eu nunca ficara tão perturbado. Parecia que a peça toda ia naufragar. Sem perceber a diferença entre um texto construído e um stand-up, ELE, sua majestade, dizia: "tá sem graça!", "ô loko", "dança de sunga!" e respondia a cada palavra com palavras - "simpatia?", "compaixão?"... ) O ator faz um gesto de repelir, com as mãos próximas ao rosto, alguém grita: "uí!!!"
Sem falar no momento em que propõe 30 segundos de risada e o público ri de forma histérica, parecendo um programa de auditório. A própria comicidade do texto (entremeada de neurose e dor) pressupõe momentos de concentração - lembra aquilo que as pessoas tinham quando abriam um livro? (Será que a educação pública decaiu, será?)
Caco ainda interage bastante, fugindo numa boa da forma proposta. Quando o ator aponta um revólver para a platéia, comoção geral, "Não faz isso!" Quando ele aponta para a própria cabeça, outros debates, acabou o medo. Parecia que Caco estava ali para realmente ser engraçado, e agora. Será que a culpa é da Rede Globo?
Lembrei de uma amiga comentando (deve ser exagero, amanhã) que a nova geração não sabe a diferença entre um enterro, um motel e um jogo de futebol (ou seja...) Chocado é pouco: quero a polícia!
Uns três celulares tocaram, depois de DOIS avisos, mensagens recebidas, uma moça comentou tanto a peça que praticamente foi um diálogo com o ator. Será que o público também é de atores, para me assustar ou provar a tese de que todo mundo virou hamburger? Parece um show infantil. Talvez agora só seja possível mesmo divertir.
Pode ser que amanhã seja outro dia. Mas eu não estou em condições de filosofar agora. Fica-se com a impressão de que era uma vez o teatro como o conhecemos, voltamos à época de Shakespeare, com seus tomates; só que nossa estrutura é ainda de uma "presença", "foco nessa nova realidade". Mais incrível porque o estilo "noir" de Alvim pressupõe já um público e uma etiqueta, de ouvir... ("Sei lá eu quem é Alvim?")
Talvez seja o ingresso popular, necessário, o que seria para educar, mas eu não vejo essas pessoas melhorando. Mesmo com o inevitável: "Ssss!" que veio lá depois do meio, a agitação não foi de forma alguma educada... É como se estivessem interagindo o tempo todo sem limites. Posso pensar que sem espaço público, a vida fica mais tensa, ficamos mais enjaulados, lutamos pelos poucos recursos, e, portanto, ficamos mais selvagens...
Por que motivo chamamos "comunidade" geralmente pessoas excluídas dos processos da modernidade? Ficamos só um "eu" frente a um "impessoal" (a peça usa essa palavra). O pequeno grupo - afetado nas duas pontas pelo capitalismo-sangrento, a produção infinita e o vício, a prisão a quem nada mais sabe vender - que regula, limita, inspira, sumiu, ficaram relações de troca rápida (aprendemos paralelamente, almoçamos juntos no domingo, trocamos bits, dormimos em quartos próximos...).
Que saudade do poder religioso que só queria reprimir! Será o Facebook, o fim da família ou a publicidade? Sei lá, quero meu ingresso de volta!
Afonso
segunda-feira, julho 04, 2011
terça-feira, junho 28, 2011
sexta-feira, junho 24, 2011
Absurdo: onde estão os órgãos do patrimônio?Folha- São Paulo, sábado, 11 de junho de 2011
| Av. Paulista perde casarão e ganha mais um prédio Imóvel branco arredondado fica ao lado da Casa das Rosas, que é tombada Construtora Even pretende erguer no local docasarão um prédio de escritórios com 11 andares e 5 subsolos VANESSA CORREA DE SÃO PAULO Em breve, mais um casarão cederá espaço a outro prédio de escritórios na avenida Paulista. Ao lado da Casa das Rosas, a casa branca de fachada arredondada é hoje alugada pela seguradora Porto Seguro, que tem escritório ali. No lugar dela, a construtora Even pretende erguer um prédio de escritórios com 11 andares e cinco subsolos. Como a Casa das Rosas é um bem tombado pelo município, intervenções em imóveis próximos devem ser aprovadas pelo Condephaat e Conpresp, os órgãos do patrimônio histórico estadual e municipal, respectivamente. Ontem, o Condephaat publicou no "Diário Oficial" do Estado o aval para a demolição da casa. Segundo a Even, a autorização do Conpresp também já foi obtida. "Quase todos os exemplos de ocupação da Paulista se foram. Os que existem deveriam ser preservados, mesmo que não tenham um valor arquitetônico muito grande", diz a arquiteta urbanista Lucila Lacreta, do movimento Defenda São Paulo. Para Benedito Lima de Toledo, professor-titular da FAU-USP, o prédio pode prejudicar a visibilidade da Casa das Rosas. De acordo com o Condephaat, como o prédio terá 18 metros de recuo da calçada, a visibilidade da Casa das Rosas não será afetada. Não se sabe ao certo quando o casarão foi construído. A certidão de dados cadastrais do imóvel na prefeitura diz que a obra é de 1994. Mas uma imagem antiga, obtida por Gabriel Rostey, da associação Preserva SP, mostra o imóvel em 1952, quando as casas dos antigos barões de café ainda dominavam. |
quinta-feira, junho 23, 2011
Não o frio do Inferno, por medo
nem a alma que lê, por paixão
um Deus mais duro, o Progresso
(apressar o passo, o homem mole, o futuro pelo sangue)
textos são imagens, economia da alma,
inveja, do não saber feio, a pedra de fora
o novo homem, mil potros liquidificados,
e a terra aberta em novos anseios
*
Outra educação, a da miséria
50 pedras no cansar danado
um professor apanha da polícia
João nunca sonhou com o sertão da gente.
Afonso Lima
quarta-feira, junho 22, 2011
Senhores (as),
Boa tarde !
Estamos a um passo para sermos desapropriados.
Talvez a última chance para vetar este projeto PL25 que desapropria mais 1400 casas e envolve mais de 28 000 pessoas (entre casas formais e comunidades).
Segue abaixo a lista dos 39 vereadores irresponsáveis que votaram a favor da desapropriação, para dar as nossas casas para emprendimentos do Kassab. Construirão prédios e parques em cima das nossas casas.
Lembrem deles na próxima eleição, faça campanha contra estes malignos, mandem e-mails para todos que conhecem e guardem a lista para as próximas eleições. Eles atrasaram a construção do projeto antigo da Lei 13.260 e querem superfaturar a obra do projeto da PL25.
A Prefeitura iria gastar 1 bilhão com projeto antigo e agora vão gastar mais de 5 bilhões e prejudicar a todos nós. A cidade não precisa deste dinheiro para transporte, saúde, educação, segurança obras contra enchentes, etc. ???
Segue a lista dos malignos que devem ser banidos da política da nossa cidade e do país :
Abou Anni , Adolfo Quintas, Agnaldo Timóteo, Aníbal de Freitas, Atílio Francisco, Aurélio Nomura, Carlos Apolinario, Claudinho, Claudio Fonseca, Claudio Prado, Dalton Silvano, David Soares, Domingos Dissei, Edir Sales, Gilson Barreto, Goulart, Jamil Murad, José Police Neto, José Rolim, Juscelino Gadelha, Marco Aurélio Cunha, Marta Costa, Milton Ferreira, Milton Leite, Natalini, Netinho de Paula, Noemi Nonato, Paulo Frange, Quito Formiga, Ricardo Teixeira, Roberto Tripoli, Russomano, Salomão, Sandra Tadeu, Senival Moura, Souza Santos, Tião Farias, Toninho Paiva, Ushitaro Kamia , Wadih Mutran
terça-feira, junho 21, 2011
A Samorcc aguardava a desapropriação como PARQUE AUGUSTA, prometido dias antes da eleição pelo DD. Sr. Prefeito, que emitiu um DUP - UTILIDADE ÚBLICA. (mudou de idéia uma vez eleito!)
Para nossa surpresa, a CONVOCAÇÃO é para a apresentação de um empreendimento no local, composto por torres residenciais, comerciais e empreendimento comercial.
Permita-nos o desabafo, mas a MUNICIPALIDADE CAMINHA NA CONTRA MÃO e a Secretaria do Verde que deveria dar o exemplo lutando por áreas verdes e permeáveis tem a ousadia de convidar a população para mostrar uma mega construção dentro do sonhado e prometido PARQUE AUGUSTA. Última área verde e permeável da região.
Lembramos que a área é tombada e que tem restrições e nem se cogita em nos enganar que seria uma construção deixando um parque ao fundo. É CONSTRUÇÃO PURA MESMO, que liquidará dezenas de árvores e deixará um matinho sufocado ao fundo.
A população de São Paulo está pasma diante da liquidação das florestas, áreas verdes e permeáveis da cidade, que vem perdendo a vegetação por conta de interesses indiv iduais.
SÃO PAULO PRATICA O "Greenwashing" OU SEJA, FAZ UM DISCURSO verde E PRATICA a devastação e a imperemeabilização!
A população do entorno promete lutar com todas as forças. Que Deus tenha piedade e poupe esta última área verde e permeável da região central da cidade!
Lembremos: Todo o poder emana do povo e em seu nome há que ser exercido!
SAMORCC -
"Para o Ministério Público Estadual, o projeto Nova Luz precisa ser refeito e não pode mais separar a questão urbanística da situação dos dependentes. A exigência foi feita ontem pelo promotor de Habitação Maurício Antonio Ribeiro Lopes, logo após o governo municipal fazer a primeira apresentação pública do projeto de desapropriações, no plenário da Câmara Municipal. O governo prometeu reunir-se com o MPE"
De fato, a Prefeitura usou os 300 drogados da região para justificar o projeto em sua comunicação publicitária, mas não se dignou a considera-los no projeto ou lhes dar qualquer assistencia. Portanto, a intervençao do MP é muito oportuna em matéria de direitos humanos (mas não resolve a legislação ilegal e inconstitucional da concessão urbanística).
Suely Mandelbaum
Arquiteta Urbanista
segunda-feira, junho 20, 2011
(a doida da escada, segundo o Mix - cadê o chapéu Rainha Amidala do American Idol???)
1. invasão marciana
2. patrocínio das Casas NY
3. cansou de ser Madonna-na-ópera
4. quer provar que é "gente como a gente"
5. a peruca com mecha loira
6. não é Lady Gaga, é a CIA
7. está poupando forças
8. está falida
9. é a melhor música do álbum e podíamos enlouquecer se fosse o melhor clip
10. depois de gravar o primeiro minuto, foi chamada no telefone e usaram as sobras.
É o primeiro caso na história onde a TV quase-sim-acho-que-superou o clipe...
(o que eu mais gosto nela é uma certa atrapalhação humana, por exemplo, na saída do ovo no SNL ou na banheira no Bad Romance... é carão com humor)
E justo nessa que precisa tanto de corpo de gentes dançando!!!
(O melhor de Born this Way é a dancinha um lado-outro e de Judas salva-se o coraçãozinho...)
Cadê a chuva de água, purpurina, os sapos dançantes, as chamas???
Devolvam a Lady!
(para quem não cansou... uma performance glory...)
domingo, junho 19, 2011

Audiência pelo Belas Artes na Assembleia Estadual levanta o tema da utilidade pública
Em Audiência na Assembleia Estadual nesta quinta feira (16), o deputado Carlos Giannazi enfatizou a utilidade pública do cinema como espaço de memória afetiva e ponto de referência na vida cultural da cidade e do país, comprometendo-se a acompanhar as ações que estão tramitando na Casa, a levar à Comissão de Educação e Cultura da Assembleia o caso, assim como a iniciar busca de parcerias com empresas públicas e privadas no sentido da compra do espaço (assim como ocorreu com o cinema Odeon, marco da cidade do Rio de Janeiro, que foi comprado pela Petrobras).
A audiência se manifestou citando o caso do Teatro Oficina, tombado recentemente, o caso do terreiro Ilê Axé Obá, tombado há 20 anos e a desapropiração da Casa de Sérgio Buarque de Holanda. Foram lidos depoimentos emocionados de frequentadores do cinema e apresentado um video de Marina Puech com personalidades como Lúcio Mauro Filho e Gorete Milagres em defesa do cinema. 88.760 pessoas já apoiam a causa no facebook e as listas contam de mais de 30 mil assinaturas.
Em março o vereador Eliseu Gabriel reuniu-se com o prefeito levantando a necessidade de reconhecimento da utilidade pública do espaço e este preferiu não se pronunciar. A lei 14. 604/2007 do vereador Chico Macena (PT) precisa ser regulamentada pelo prefeito para dar poderes ao CONPRESP no sentido de registrar patrimônios imateriais, o que prevê medidas de salvaguarda.
O Movimento pretende agora sensiblizar as autoridades para que vejam o caso como exemplar da utilidade pública dos cinemas, em especial do cinema de rua de fácil acesso e com preços populares (com opções como o Cine Clube e o Noitão), da necessidade de se valorizar a identidade coletiva dos paulistanos (o cinema tem 68 anos) e de se planejar o lazer, a qualidade de vida e a diversidade cultural na capital como determina o Estatuto das Cidades de 2001.
http://www.causes.com/causes/561939?m=970080e7
querobelasartes.blogspot.com/
Deputado apresenta projeto de desapropriação
do prédio do cinema Belas Artes
publicado em 23/02/2011 às 20h37
Carlos Giannazi fez o anúncio durante encontro com representantes de entidades culturais
João Varella, do R7 -
O deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) afirmou, nesta quarta-feira (23), que apresentou um projeto de lei para desapropriar o prédio do cinema Belas Artes, no centro de São Paulo. Segundo o parlamentar, o projeto começou a tramitar na terça-feira (22). Ele disse que vai pedir regime de urgência na proposta, o que deve acelerar o processo.
Giannazi fez o anúncio durante uma mesa-redonda com representantes de entidades culturais no próprio Belas Artes, cinema de rua tradicional da capital que corre risco de ser despejado. Os donos têm planos de ceder o espaço para outras atividades econômicas.
O pedido de Giannazi faria com que o prédio ficasse público. O deputado afirmou que seu projeto não anula o pedido de tombamento do Belas Artes.
Vereador quer pedir a Kassab que Belas Artes
vire área de utilidade pública
Luciana Sarmento, do R7
O vereador Eliseu Gabriel (PSB) afirmou na noite desta quarta-feira (16) que pretende pedir uma reunião com o prefeito Gilberto Kassab (DEM) na quinta-feira (17) para discutir a situação do Belas Artes e pedir que o cinema que fica na rua da Consolação, em São Paulo, seja declarado uma área de utilidade pública.
- É mais uma forma de pressão para que o Belas Artes continue como está porque na hora que é declarado área de utilidade pública, ele não pode ser vendido.
De acordo com o vereador, o processo de transformação do Belas Artes em uma área de utilidade pública pode durar “dez minutos”. Ou seja, basta que o prefeito concorde com a medida e assine o termo.
Alguns depoimentos de paulistanos enviados ao CONPRESP.
"Vi a sala 4, Aleijadinho, vazia, sem as poltronas, sem caixas de som, sem luz. A tela ainda resistia lá na frente. Até fazia eco.
Uma tristeza de apertar o coração. Mas vamos lá, vamos tombar esse prédio e trazer o Belas de volta".
Hirao
"Apresentei-a a muitos dos meus amores e a revisitei com tantos outros, mentiria se dissesse que houvera trazido todas as mulheres da minha vida. Minha mãe nunca a conheceu e, infelizmente, tão pouco vai conhecer.
Meu segredo é: não tenho receio em dizer que atesoro cada um dos bons momentos ali vividos. Sobre aquele terraço de mármore negro limitado por uma grande vitrine de vidro assistindo ao corredor de ônibus sempre congestionado naquele ponto, terminando a Rebouças, eu iniciei muitos dos meus romances.
É triste, mas a vida não é como nos filmes de finais felizes e encantadores, as vezes penso: vivemos no real teatro da tragédia".
Fernando Fileno
"Em 2004, durante uma conversa com André Sturm, tive a ideia de levar crianças, escolas, para o Belas Artes. Entrei em contato com a ONG - Instituto Padre Mariano, na qual eu havia trabalhado como voluntária e apresentei uma proposta. Eles escolhiam o filme e agendávamos a sessão. Mesmo sem patrocínio realizamos as sessões gratuitamente.
Mas para eles este dia era muito importante...enfim, era o dia de ir ao Cinema Belas Artes, então caminhavam e caminhavam felizes!
Ao final de cada sessão todos aplaudiam de pé o filme e, ao sair do cinema todos me cumprimentavam agradecendo a oportunidade.
Nos grupos de jovens do Abrigo Municipal (meninos de Rua) e em Liberdade Assistida (ex-detentos), nenhum deles havia entrado em um Cinema antes.
Descobriram o que era um "cinema" durante esse Projeto. Aprenderam a amar, apreciar e respeitar a sétima arte. Descobriram que também podiam sonhar, imaginar e transformar as suas realidades".
Wania Malafaia
"O CINEMA BELAS ARTES É DA CIDADE DE SÃO PAULO. UM ÍCONE DA CULTURA E DA HISTÓRIA DA CIDADE.
COMO PAULISTANA VOU LUTAR POR ELE".
ESMERALDA HANNAH
Telmo Estevinho – aposentado (muitos frequentavam às tardes)
"A primeira vez que estive em SP foi em 1992 para conhecer o Belas Artes, um cinema famoso que nós, no interior de SP ouvíamos muito falar! Vi "O Marido da Cabelereira" e nunca me esqueci das pessoas na sessão lotada, das poltronas, da atmosfera charmosa que o cinema transmitia! Este cinema não pode fechar, é muito mais que um prédio, é uma atmosfera carregada de histórias da cidade de SP, dos seus visitantes"...
Exemplos de tombamentos.
http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/arvore-de-155-m-esta-em-processo-de-tombamento/
http://www.n-a-u.org/Amaral-patrimonio.html
Terreiro tombado Axé Ilê Obá
No dia 16 de agosto de 1990 surge um fato inédito na história de São Paulo. O tombamento, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT), do Axé Ilê Obá, um terreiro de candomblé de nação ketu, localizado na Vila Facchini, na capital de São Paulo.
Este tombamento coloca em evidência a possibilidade de repensar o conceito de patrimônio histórico e cultural e seus modos de preservação, ao mesmo tempo em que dá um exemplo concreto de uma política cultural avançada, levando em consideração o conjunto dos valores culturais de um grupo, mesmo se eles não têm sido reconhecidos como tais pela história oficial.
O CONDEPHAAT mostra, com esse tombamento, que é possível dar passos efetivos para a renovação do conceito de patrimônio cultural. Aos órgãos de defesa cabe garantir as condições para que isso se dê.
Rita Amaral
pesquisadora do Núcleo de Antropologia Urbana da Universidade de São Paulo, doutora em Antropologia Social pela USP
A PROTEÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL
COMO DIRETRIZ URBANÍSTICA DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA
www.mp.mg.gov.br/portal/public/interno/arquivo/id/3449
Foto: André Meloni

Aos Vereadores do Município de São Paulo
Ilustres Vereadores,
É com imenso pesar que a população do Distrito do Itaim Bibi, e distritos adjacentes, manifesta seu repúdio público ao Projeto de Lei nº 01-00271/2011, de autoria do Sr. Prefeito Gilberto Kassab, encaminhado à casa dos representantes do povo paulistano em 01/06/2011, que tem por objeto a desafetação, para posterior alienação mediante licitação, do “Quarteirão da Cultura”, localizado entre a Av. Horácio Lafer e as Ruas Salvador Cardoso, Cojuba e Lopes Neto.
Desde dezembro de 2010, quando a população do Itaim Bibi tomou conhecimento dessa pretensão, que ofende ao interesse público, tem externado sua contrariedade à decisão tomada pelo Senhor Prefeito, por meio da mobilização da sociedade civil e de associações, expressando, veementemente, sua opinião desfavorável, realizando protestos públicos, inclusive nessa casa, na qual em 28/03/2011, foi realizada uma Audiência Pública presidida pelo ilustre Vereador Eliseu Gabriel.
Referido evento foi antecedido pela Audiência Pública presidida pelo ilustre Deputado Estadual Carlos Giannazi, realizada na Assembleia Legislativa em 24/02/2011.
Adiciona-se a tais providências, o abaixo-assinado preparado pela população paulistana, que hoje conta com mais de 11.000 (onze mil) assinaturas, e uma manifestação pública realizada no dia 21/03/2011, no entorno do “Quarteirão da Cultura”, que contou com a participação de mais de mil pessoas.
Em outras cinco oportunidades, a população se reuniu em Assembleia Popular, realizadas na Paróquia Santa Teresa de Jesus em janeiro, fevereiro e março deste ano, e, em todas elas foi reafirmada sua posição e rechaçada a intenção do município por constituir um retrocesso social inestimável, ora consubstanciado no Projeto de Lei 01-00271/2011, que configura lesão aos direitos sociais, ao meio ambiente, ao patrimônio público e ao patrimônio histórico e arqueológico.
A população do Itaim Bibi pleiteia aos seus ilustres Vereadores a preservação do patrimônio público, histórico e arqueológico e a manutenção dos serviços disponibilizados a ela no “Quarteirão da Cultura”, em que encontram-se instalados oito equipamentos públicos imprescindíveis, constituídos pela Biblioteca Pública Anne Frank, pelo Teatro Décio de Almeida Prado, pela CEI – Creche de Tempo Integral Santa Teresa de Jesus, pela EMEI – Escola Infantil de Tempo Integral Tide Setubal, pela Escola Estadual de Tempo Integral Professor Ceciliano José Ennes, pela Unidade Básica de Saúde José de Barros Magaldi e CAPS III - Centro de Atenção Psicossocial 24hs e pela unidade da APAE Escola Zequinha.
Além dos equipamentos públicos de relevante valor social, no “Quarteirão da Cultura” encontram-se espécimes raros da nossa Mata Atlântica, que constitui uma das
poucas massas verdes da região, um sítio arqueológico e edifícios antigos de grande valor arquitetônico e histórico, que carecem de preservação.
Neste intuito, em 01/abril/2011, a população requereu ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo – CONDEPHAAT o pedido de tombamento do “Quarteirão da Cultura”, sendo que o procedimento foi deferido em maio de 2011.
Afora tais medidas, a população apresentou duas representações ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que culminaram na instauração de dois inquéritos civis, um na Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e outro na Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social.
Apesar da intensa manifestação de repúdio dos cidadãos paulistanos do Itaim Bibi e adjacências, o Senhor Prefeito, ignorando completamente aos seus apelos, apresentou o Projeto de Lei nº. 01-00271/2011 à Câmara Municipal de São Paulo.
Desta feita, os cidadãos paulistanos do Itaim Bibi recorrem, mais uma vez, aos ilustres Vereadores desse Município e clamam pela defesa do patrimônio público, histórico e arquitetônico, do meio ambiente e a manutenção de todos os serviços que hoje lhe são disponibilizados pelo Município de São Paulo para o pleno exercício dos seus direitos sociais, o que só se pode obter pela rejeição e arquivamento do Projeto de Lei 01-00271/2011, pelas razões que ora se apresentam:
1. os imóveis que constituem o “Quarteirão da Cultura” foram desapropriados pelo Município de São Paulo na década de 40 para instalação de equipamentos públicos, que visam, desde então, prestar serviços públicos de qualidade à população, fim que se concretiza dia a dia por meio da disponibilização de serviços médicos, educacionais, culturais, psicológicos e sociais. É um local destinado à valorização do ser humano em respeito a sua dignidade, a manifestação singular de autodeterminação consciente e responsável,
2. no “Quarteirão da Cultura” a população exercita seus direitos sociais, suas garantias asseguradas pelo ordenamento jurídico e destinadas à proteção de suas necessidades básicas, para que viva com um mínimo de dignidade e com amplo direito de acesso a serviços condicionantes da sua realização como ser humano,
3. no “Quarteirão da Cultura” encontra-se instalada uma escola estadual, por força do Protocolo de Intenção celebrado entre o Município de São Paulo e o Estado de São Paulo, visando à permuta de terreno estadual por terreno municipal, em função do prolongamento da Av. Faria Lima, cuja obra foi realizada na década de 90,
4. a população encontra-se em estado de total vulnerabilidade diante do Projeto de Lei nº. 01-00271/2011, que gera insegurança e instabilidade social,
5. almeja-se a preservação do “quarteirão da Cultura” mediante tombamento, que encontra-se em curso.
Pelos motivos expostos, torna-se imperativo a rejeição do Projeto de Lei 01-00271/2011 e seu arquivamento, para que o constitucionalismo social prevaleça no Distrito do Itaim Bibi, favorecendo a efetividade da prestação de ações e serviços de saúde, de educação, cultura e proteção do meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, e promovendo a Justiça Social.
MOVIMENTO EM DEFESA DO QUARTEIRÃO DA CULTURA
SOS ITAIM BIBI
Apoio
Associação Grupo Memórias do Itaim Bibi – AGMIB
Sociedade Amigos do Itaim Bibi – SAIB
Associação Preserva São Paulo – PRESERVASP
Movimento Defenda São Paulo – DEFENDA SP
Paróquia Santa Teresa de Jesus
Vereador Eliseu Gabriel
Deputado Estadual Carlos Giannazi
sexta-feira, junho 17, 2011

http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v4/index.asp?c=12
16/06/2011 20h28
Discussão sobre cine Belas Artes continua na Assembleia
Da Redação - Joel Melo
Debate sobre o cine Belas Artes
Segundo o deputado Carlos Giannazi (PSOL), a melhor solução para que o cine Belas Artes volte a funcionar seria a compra do espaço pela prefeitura. O cinema " que funcionou durante 68 anos na esquina da av. Paulista com a Rua da Consolação e se destacou por exibir filmes de arte que não chegaram ao circuito comercial - teve suas portas fechadas em março de 2011, e ainda suscita em cinéfilos a esperança de terem, no mesmo endereço, um cinema de qualidade, com as mesmas características do anterior, quais sejam, de exibir filmes clássicos que não encontram espaço na programação dos demais cinemas.
A reunião desta quinta-feira, 16/6, no plenário José Bonifácio da Assembleia paulista, serviu basicamente para a criação de um calendário no sentido de acompanhar as ações que estão tramitando na Casa pedindo desde a desapropriação do espaço onde o cinema funcionava, até a compra do prédio pela prefeitura, opção que Giannazi aponta como a melhor.
quarta-feira, junho 01, 2011
-Floriano Pesaro Votou pela derrubada de suas residências, enquanto brincava no Facebook.
-Adolfo Quintas votou pela expulsão de todos nós do Jabaquara.
-Dalton Silvano votou para botar as comunidades carentes para correr do Jabaquara.
-Abou Anni votou com voto de cabresto para se ver livre das comunidades do Jabaquara.
-E Milton Leite Veio de escavadeira Votar pelo bolso dele e pelas lágrimas de suas mães.
http://
Comunicado:
O massacre que vem sofrendo a população do Jabaquara bairro da zona sul da capital de São Paulo, massacre esse realizado por Vereadores da Câmara municipal que vem num verdadeiro “efeito Trator “ tentando aprovar o PL 25/11 que muda a Operação urbana água Espraiada em beneficio de Empreiteiras, alguns vereadores e do Prefeito Kassab .
Tal projeto irá desapropriar (expulsar) 1400 familias de imóveis formais e expulsará também aproximadamente 10.000 familias de comunidades carentes .
O valor do projeto está em aproximadamente 5 Bilhões de reais , sendo que o projeto original custava 1 Bilhão e na verdade visa remover as comunidades carentes e no local construir diversos emprendimentos imobiliários de alto padrão deixando essas pessoas ao “Deus dará” pois a prefeitura apenas se compromete a fazer 4000 casas e deixa o resto supostamente para o CDHU.
Todos sabemos como esses governos agem, não respeitam acordo algum , passam o trator mesmo e para proprietários é um festival de precatórios.
Tal projeto é tão coberto de irregularidades que qualquer Juiz que “não estiver no Bolso “ invalidaria a lei imediatamente.
Seguem abaixo links da sessão extraordinária na CCJ que deu o parecer de legalidade ao projeto.
Confiram os absurdos.
-Vereador Milton Leite combina voto para expulsar moradores do Jabaquara antes da Sessão
http://www.youtube.com/watch?
-Vereador Roberto Tripoli Chega a sessão para articular a derrota dos moradores do Jabaquara na votação do PL 25/11 na CCJ
http://www.youtube.com/watch?
-Advogado da Associação dos Moradores é impedido de se pronunciar por vereadores
http://www.youtube.com/watch?
-Votação expulsará milhares de familias do Jabaquara
http://www.youtube.com/watch?
Divulguem , faça chegar ao exterior , mostrem a cara desses corruptos.
Segue abaixo e-mail dos "nobres" vereadores (com letra minúsula mesmo!) que querem destruir o Jabaquara mas sempre pedem voto na região:
Abou Anni: abouanni@uol.com.br
Adolfo Quintas: adolfoquintas@camara.sp.gov.br
Dalton Silvano: daltonsilvano@camara.sp.gov.br
Floriano Pesaro: contato@florianopesaro.com.br
José Police Neto: policeneto@camara.sp.gov.br
Milton Leite: miltonleite@camara.sp.gov.br
Roberto Tripoli: tripoli@camara.sp.gov.br
E para quem tiver amigos na Aclimação, divulguem o que o "nobre" vereador Dalton Silvado tem feito com a população do Jabaquara.
Este se diz religioso, cita salmos para as pessoas mas não se preocupa nenhum pouco com as pessoas doentes de nossa região e as que irão perder suas casas. Ele tem um eleitorado grande naquela região da Aclimação...
