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segunda-feira, outubro 31, 2011


Da Ilustradora Glória Costa - http://www.piolhodasanta.com.br/

segunda-feira, outubro 24, 2011

Ministério Público recomenda execução dos recursos para Plano Municipal de Transportes

Recomendação atende à demanda do GT Mobilidade da Rede Nossa São Paulo. Promotor também deu prazo de 60 dias para criação do Conselho Municipal de Transportes.



O Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital, encaminhou nesta quarta-feira recomendação ao secretário municipal de Transportes, Marcelo Branco, para que elabore o Plano Municipal de Mobilidade e instale o Conselho Municipal de Transportes.

O documento é assinado pelo promotor de Justiça Mauricio Antonio Ribeiro Lopes, que acatou a solicitação enviada pelo Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo, formado por diversos cidadãos e entidades que atuam nessa área. Em audiência realizada na última sexta-feira (14), integrantes do GT e da secretaria executiva entregaram ao promotor um ofício em que relatavam a importância da elaboração do Plano Municipal de Mobilidade (já previsto no Estatuto da Cidade, de 2001) e da instalação do Conselho Municipal de Transportes, também determinado por lei.

Agora, a Prefeitura terá que utilizar os R$ 15 milhões já previstos no orçamento de 2011 para a elaboração do Plano e, no prazo máximo de 60 dias a partir de hoje, implementar o Conselho. Segundo Mauricio Antonio Ribeiro Lopes, se nada for feito até lá o Ministério Público poderá entrar com uma ação contra a Prefeitura. "O Conselho está previsto em Lei, isso é claro. Para não ser instalado terá de haver uma justificativa convincente, plausível", completou.

A recomendação do promotor considera, entre outras coisas, "que a proteção do ambiente urbano equilibrado, saudável, acessível, plural é objeto de atenção da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo e que o tempo é um bem econômico, social e familiar e que o transporte urbano de qualidade é um direito fundamental dos cidadãos".

Luta antiga

Embora esteja previsto no Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo desde 2002, o Plano de Mobilidade ainda não foi apresentado pela Prefeitura. No ano passado, o GT Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo e a Comissão de Transporte da Câmara Municipal realizaram diversos seminários sobre a mobilidade na cidade.

Em um destes debates, a sociedade civil apresentou um conjunto de diretrizes como contribuição para a elaboração do plano. O documento com as propostas foi entregue ao Legislativo paulistano e à Secretaria Municipal de Transportes.

Outro resultado concreto dos seminários foi a aprovação, por parte dos vereadores, da dotação orçamentária de R$ 15 milhões para que a Prefeitura realizasse os estudos necessários à formulação do Plano Municipal de Mobilidade e Transportes Sustentáveis.

Apesar desse esforço da sociedade civil e da Comissão de Transporte da Câmara, a administração municipal não utilizou os R$ 15 milhões reservados no orçamento deste ano e nem sinalizou que pretende apresentar o plano de mobilidade.

http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/17066


Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo
www.nossasaopaulo.org.br

sábado, outubro 22, 2011

O pastor Silas Malafaia e a "liberdade de expressão"...
Estamos caminhando para um Estado teocrático?
Se Deus ajudasse a estar aberto ao mundo...
Primeiro a ausência do Estado, para expandir a reflexão, depois a tomada do Estado.

sexta-feira, outubro 21, 2011



O SILÊNCIO DEPOIS DA CHUVA


Aconteceu alguma coisa. O quê?
Desde que ouvi a leitura pública de um trecho da peça de Gustavo Colombini senti interesse. Ela sintetiza uma série de propostas formais que circulam desde a morte/não morte da vanguarda: o tempo como problema, o fim da ilusão, o espaço da ação como espaço da palavra, a fábula nesse universo da palavra, etc.

Tudo isso poderia levar a um poço sem fundo de formalismos se não houvesse por trás disso um olhar de vínculo, de laço. Um olhar que sabe o que está em jogo, o que importa.

Nosso mundo sofre da doença de cérebros convictos decididos a seguir as regras mais modernas (a minha racionalidade aceita apenas esses princípios, esse autor, esses discursos...) - e nossa sociedade é tão aristocrática que confunde produção com exclusão (mate o funcionário e atinja a meta).

E o teatro contemporâneo aceita o lírico, o narrativo, o jogo de imagens, o que geralmente leva a um vazio pretensioso porque apenas focou no "modelo" e não no seu posicionamento, sua questão frente ao que se dá. Se temos de nos abrir ao novo, e isto é ser receptor (o que mal se pode dar quando tudo é normatizado por teorias), o novo também tem de nos ajudar a remontar nossa identidade perdida.

Nosso artista-teórico (algum conhecimento leva à "inteligência"; muito, à curiosidade), portanto, pode se perder no brilho do que é "texto apaixonado por si mesmo" ou texto-de-clã. O filme "Insolação", por exemplo, de Daniela Thomas e Felipe Hirsch, ainda que seja salvo continuamente pela imagem e pela atmosfera, mostra esse fascínio pela gag- cult, palavra "certa", "inteligente", típica de série americana; o filme perde em verdade.

Que saudade do tempo onde se podia arriscar... amamos a arte e odiamos as pessoas...

Também não podemos cair no pensamento oposto de "o que vale é a experiência", já que nossa tradição é também essa carga filosófica muitas vezes massacrante. (Se você não ler Bachelard não pode fazer teatro...) O mérito de Gustavo é ter entendido a teoria (a enunciação de Ryngaert, a família terrível da fábula de Lagarce, o descontínuo de Vinaver, a repetição de Fosse, etc.) a seu favor. A nosso favor.

Leonardo Moreira teve o mérito de cedo perceber essa riqueza e dar-nos como presente isso vivo. Sua direção é brilhante (também porque vem do texto e não lhe ofusca), cheia de movimentações impactantes, lidando muito bem com um espaço tão íntimo (uma casa) e tão inexistente (o tempo multiforme); soluções como colheres de metal, cadeiras que podem voar, a luz muito presente e o próprio cenário brutal (de Marisa Bentivegna) alimentam o clima. O figurino (de João Pimenta) é um caso à parte: um espelho do mundo cinzento, chuvoso e neurótico que existe por ai...
Gustavo se interessa pelo mundo lá fora. Pela forma como ele pode ser confuso. O que importa é que algo aconteceu.

segunda-feira, outubro 17, 2011

Da série "a vida das formigas"

Meu nome é Alice, sou uma atendente eletrônica. Seu CPF não foi identificado. Tente novamente. 1 se você é cliente; 2 se ainda não é cliente; 3 se deseja ser cliente. 2 Se quer opções de saldo. 4 se quer detalhes da fatura. 8 se quer dicas de segurança. 9 se quer falar com um dos nossos atendentes. Disque por favor o número de sua cidade. #######
Meu nome é Alice, sou uma atendente eletrônica. Seu CPF não foi identificado. Tente novamente.
Por gentileza, eu queria saber... com a greve dos Correios minha fatura chegou atrasada. Ainda posso pagar no banco?
Sim. Se o senhor não pagar hoje seu nome será negativado, receberá ligações de cobrança e poderá ter o cartão bloqueado.
Eu quero pagar. Se liguei pra vocês...
Confirma o pagamento para hoje?
Se o senhor não pagar hoje seu nome será ...
Ok, obrigado.
Hipercrédito agradece sua ligação tenha um bom dia.

domingo, outubro 16, 2011

Mais um local de formação e sociabilização de São Paulo está ameaçado pela especulação imobiliária selvagem. A Associação Palas Athena, que há décadas tem sido ponto de referência para debates sobre a paz e pólo unificador de vozes, grupos, público e especialistas. Onde está a regulamentação dessa cidade?
Acabaremos todos fechados em prédios, sem comércio, sem lazer e sem ruas vivas?

Nota do Preserva SP.

"Uma construtora comprou e vai demolir um dos últimos casarões da Avenida Paulista e três casas antigas e muito bonitas na Rua Leôncio de Carvalho, sendo que numa delas está sediada há muitos anos a Associação Palas Athena.

O Preserva SP entrou com um pedido de tombamento desse imóveis no Conpresp, mas sem o apoio da sociedade vai ser muito difícil esse órgão tombar os casarões.

Portanto, a manifestação, marcada para o dia 22 (próximo sábado), a partir das 11 horas da manhã, será contra o nosso inimigo comum. O local será: em frente à Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), pois um dos casarões que serão demolidos fica ao lado."

segunda-feira, outubro 10, 2011

ESTADÃO- LEITORES
TOMBAMENTO DO BELAS ARTES

Na Inglaterra, cidade de Liverpool duas casas sem qualquer apelo arquitetônico foram tombadas pelo patrimônio público e hoje pertencem ao National Trust (permitindo visitas guiadas nos meses de verão).

Motivo: moraram lá em uma dada época de suas vidas dois compositores e músicos de uma banda de rock dos anos 60. Ou seja, não só o valor do prédio é levado em conta, mas também o simbolismo a ele associado. Como é o caso do Cine Belas Artes. Esclarecimento óbvio: as casas pertenceram aos pais de Paul McCartney e à Tia Mimi de John Lennon.

Wanderley Moutinho de Jesus
São Paulo

terça-feira, outubro 04, 2011

Festa!

O Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA) convida a todos para uma festa em frente ao cinema na quarta-feira, 5/10/2011, às 19h. Vamos celebrar a abertura hoje do processo de tombamento do Cine Belas Artes, do Bar Riviera e da Passagem Subterrânea pelo Condephaat, que honrou a memória de Mário de Andrade, um dos mentores da legislação brasileira de proteção do patrimônio cultural e histórico e responsável pela criação do Departamento Municipal de Cultura na década de 1930.

A festa funcionará como ato de protesto contra a Prefeitura de São Paulo, que aprovou o arquivamento do processo de tombamento na reunião do Conpresp do dia 27/09, sem incluir o Belas Artes na pauta publicada na edição de 20/09 do Diário da Cidade de São Paulo. Tal medida foi uma afronta à Lei Municipal 15.201/10, que obriga o órgão a publicar as pautas de suas reuniões no D.O. com sete dias de antecedência.

terça-feira, setembro 27, 2011

São Paulo dos coronéis

Deve ser mais uma piada do Brasil.
O Conpresp decidiu pelo não tombamento do Belas Artes. Mesmo o parecer técnico do DPH sendo a favor - e olha que eles nem puderam usar a lei 14. 406 sobre patrimônio imaterial, porque o prefeito não regulamentou, o que pode vir a gerar punição...
O local foi adotado por Dante Lopes como um irradiador do cinema de arte em São Paulo (que só tinha cinema comercial), abrigou a primeira Sociedade de Amigos da Cinemateca e serviu de reduto de resistência na ápoca da ditadura (os porões, com a sala Oswald de Andrade), dando origem à geração "marginal" de cineastas.

O próprio fato de o caso ter sido jogado no colo do Conpresp - e nada mais ter sido feito - mostra a omissão da Prefeitura. Um parecer "jurídico" veio como o golpe de misericórdia. Mas que lei é essa, e por que está tão atrasada? O cine Paissandu (RJ)e o Cine Brasília foram tombados... Será que ninguém consegue pensar em políticas amplas que envolvam espaço, atividade e identidade? O futuro só se faz com formação e com o passado...


Com mais de 10 bilhões em caixa, construindo um túnel maluco de 3,5 bilhões no Jabaquara e desapropriando metade da St. Ifigênia para uso privado isso é piada grotesca da governança municipal.
São Paulo não tem metrô, não tem proteção contra a especulação imobiliária e agora não tem mais cinema de arte.
Parabéns, senhor prefeito.

quinta-feira, setembro 22, 2011

http://www.tvjustica.jus.br/maisnoticias.php?id_noticias=15471

STF
Arquivada ADI contra lei municipal sobre concessão urbanística em SP 19/09/2011


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento (arquivou) à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4651) ajuizada pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) contra a Lei paulistana 14.918/2009, que dispõe sobre concessão urbanística na cidade de São Paulo. “A ação direta de inconstitucionalidade não é cabível para impugnar lei municipal”, explicou o ministro.

Ele afirma que o artigo 102 (alínea "a" do inciso I) da Constituição Federal “é bastante claro no sentido de que apenas os atos normativos federais ou estaduais poderão ser objeto da ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal”.

Para contestar ato normativo municipal no Supremo, seria necessário ajuizar uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), instrumento jurídico que busca evitar ou reparar a violação de algum preceito fundamental da Constituição Federal.

O ministro Gilmar Mendes ressalta que, no presente caso, “não é possível a conversão da ação direta de inconstitucionalidade em arguição de descumprimento de preceito fundamental por inexistirem os pressupostos de conhecimento da ADPF”.

O PSOL afirma na ação que a Lei municipal paulista 14.918/2009 utiliza parcerias público-privadas “como ferramentas de gestão e desenvolvimento urbano” em desacordo com regras constitucionais, “modificando a desapropriação e o direito de preempção (precedência na compra), e atribuindo poderes de livre negociação aos bens resultantes dos atos expropriatórios sem expressa previsão em legislação federal e estadual”.

O ministro Gilmar Mendes explica que os dispositivos constitucionais que o PSOL afirma terem sido violados pela lei “não constituem preceitos fundamentais que possam constar como parâmetro de controle na arguição de descumprimento de preceito fundamental”.

E finaliza: “Assim sendo, resta apenas concluir que a presente ação é manifestamente incabível, o que torna obrigatória sua rejeição liminar”.

terça-feira, setembro 13, 2011

Mobilização leva Conpresp a adiar votação do tombamento do Belas Artes

A arquiteta Nadia Somekh, representante do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) no conselho municipal de preservação do patrimônio cultural em São Paulo (Conpresp), pediu vista do processo de tombamento do Cine Belas Artes.

Por causa do pedido de vista, foi suspensa a votação prevista para a reunião do Conpresp ocorrida na manhã desta terça-feira (13/09). Os representantes do Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA) comemoraram o adiamento, pois não houve tempo hábil para analisar o processo e preparar a defesa.

Sondagem informal apontava que, se fosse votado hoje, o tombamento seria rejeitado, devido a um discutível parecer contrário da Procuradoria Geral do Município (PGM). Já o parecer técnico do Departamento de Patrimônio Histórico (DPH), órgão assessor do Conpresp, é amplamente favorável ao tombamento, justificando a medida especialmente pelo relevante valor cultural e histórico do cinema e pelas milhares de manifestações públicas de afeto dos cidadãos paulistanos pelo Belas Artes no início do ano, quando foi anunciado o fechamento do cinema.

Somekh atendeu a um apelo do MBA e cinco entidades ligadas à preservação e ao cinema, que pedem prazo até início de novembro para analisarem e debaterem com a sociedade paulistana os pareceres favoráveis e contrários do processo de tombamento.

A procuradoria analisou o processo por mais de três meses, indisponibilizando-o para consulta pública, o que impediu seu acesso aos defensores do cinema. A primeira cópia integral do processo foi obtida há pouco mais de uma semana apenas. Apesar do pouco tempo para digerir mais de 620 páginas de processo, uma comissão do movimento formada por Áurea Colaço (advogada da Associação Preserva São Paulo), Beto Gonçalves (representante do MBA) e Fábio Ornelas (documentarista) fez apresentação durante a reunião de hoje do Conpresp em defesa do parecer do DPH e questionou a fragilidade dos argumetnos do parecer da PGM.

Colegas de Somekh, como os urbanistas Nabil Bonduki e Raquel Rolnik, voltaram a defender em blogs e na imprensa nos últimos dias o tombamento do Cine Belas Artes por uma solução inovadora que combine a preservação do prédio e do uso tradicional do cinema como patrimônio imaterial da cidade.

Na próxima quinta-feira, dia 15 de setembro, a partir das 19h30, a Câmara Municipal de São Paulo promove o evento “Noite em Homenagem ao Cine Belas Artes”, com uma sessão de curtas paulistas premiados seguida de audiência pública sobre o tombamento do Belas Artes, com participação de especialistas e autoridades.

O evento é uma iniciativa conjunta da Presidência e da Comissão de Administração da Câmara, com apoio do MBA, Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD), Associação Paulista de Cineastas (Apaci), Associação Preserva São Paulo, Conselho Brasileiro de Entidades Culturais (Cebec) e Via Cultural – Instituto de Pesquia e Ação pela Cultura.

sexta-feira, setembro 09, 2011

Noite em Homenagem ao Cine Belas Artes

Local: Câmara Municipal de São Paulo
Palácio Anchieta – Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista
Tel. 11 3396-4000

19h30 - Sessão de curtas paulistas premiados
20h30 - Audiência pública sobre o processo de tombamento do Cine Belas Artes.

Venha comemorar os oito meses de mobilização em defesa dos cinemas de rua!

Programa

19h30 - Sessão de curtas paulistas premiados

Rota ABC. 1991. Direção: Francisco Cesar Filho. 11 min. Prêmios: Contribuição Artística no Anima Mundi 2003, Melhor Curta e Melhor Fotografia no Festival de Brasília 1991.
Sinopse: Ensaio documental sobre os anseios e perspectivas da juventude moradora no subúrbio industrial do ABC paulista, ao som da banda punk Garotos Podres.

L. 2011. Direção: Thais Fujinaga. Com: Cheng Ne, Henrique Schafer, Luis Mai King e Sofia Ferreira. 21 min. Prêmios: Porta Curta Petrobras, Avon, Centro Técnico Audiovisual (CTAV) e
Troféu ABD-SP, todos no Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo 2011.
Sinopse: Teté odeia seus pés. Quando conhece Héctor, decide mudar sua aparência.

Palíndromo. 2001. Direção: Phelippe Barcinski. Com: Eucir de Souza, Eugênio Puppo e Silvio Restiffe. 11 min. Prêmios: Festival de Gramado 2002 (filme, diretor, montagem e crítica), Festival de Recife 2002 (diretor e som), Prêmio ABD e C no Festival do Rio 2002 e Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá 2002.
Sinopse: Um homem perde tudo que tem. Uma história simples contada de forma inusitada.

20h30 - Audiência pública sobre o processo de tombamento do Cine Belas Artes.

Convidados para a mesa da audiência:
Nabil Bonduki, secretário nacional de Meio Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente e professor da FAU/USP
Carlos Augusto Calil, secretário municipal de Cultura
Andrea Matarazzo, secretário estadual de Cultura,
José Eduardo Lefèvre, presidente Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp)
Fernanda Bandeira de Mello, presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat)

Realização
Presidência e Comissão de Administração da Câmara Municipal de São Paulo
Apoio
Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA), Associação Paulista de Cineastas (Apaci), Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD) e Via Cultural – Insituto de Pesquisa e Ação pela Cultura

quarta-feira, setembro 07, 2011

Sketch sobre Nova Luz

(Centro da maior cidade do Brasil. Rua do Triunfo).

- Não, ninguém vai me tirar de minha casa. Eu tenho 82 anos.
- Você é um terreno. Querem limpar o chão. Lembra o João? Ninguém recebeu ainda o dinheiro do hotel derrubado em 2007.
Ele ficou doente e não pode pagar o tratamento. Morreu.
- Vão respeitar minha idade. Nasci aqui. São Paulo nasceu aqui. Era um mato, fizeram um bairro, era o século XVIII. A escola onde eu estudei, demoliram.
- O esquecimento venta sobre nós e nos apaga. Terra Brasil, dez vezes um milhão, ossos, sangue e carne e não comem. Agora, seres esqueléticos, fantasmas pela rua, abrindo sacos de lixo para procurar comida, parecem os mortos de fome do Quênia. O dinheiro é livre, corre sem raízes nem frutos, mas as mulheres negras, carregando filhos da violência, estão presas na fronteira. Eu li no jornal. Uma delas viu sua filha morrer e seus netos caem um a um. Como fizemos isso? Aqui, os cadáveres vivos são expulsos pela tropa para o fim da rua, até o outro dia. Criam o clima. Escuridão nas almas, corações negros. Reconstrução. Peixes pequenos são alimento. Brotam prédios caros. Uma mulher suja canta, lembrando dos seus dias na noite. Chora. Terra antiga, um velho sangue. Virá a nova luz.

Afonso Lima

segunda-feira, agosto 29, 2011

Cidades...


via Milton Jung

"Diante da convocação de manifestação contra a violência para o próximo dia 28 de agosto pelo movimento SOS Morumbi, a União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis gostaria de contribuir com este debate. (...)


Durante a realização da Operação Saturação da Polícia Militar em 2009, a comunidade de Paraisópolis, governo estadual e a prefeitura se uniram para transformar esta realidade e organizar a chamada “Virada Social”, que definiu 126 ações do Estado na comunidade, destas apenas 22 foram concluídas. Ações importantes como a construção de mais um CEU, mais uma ETEC, Clube-Escola, Centro de Educação Ambiental, CREAS, Parque Paraisópolis, CIC, Casa de Cultura entre outros, nunca saíram do papel.

No entanto, a “Virada Social” foi interrompida, e 83% das ações aprovadas e prometidas não foram executadas.

Nossos trabalhadores, estudantes e mulheres sofrem tanto ou mais com a realidade criticada pelo movimento SOS Morumbi. (...)

http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/2011/08/26/sos-morumbi-tem-de-trocar-muro-por-investimento-social

Estadão - Cartas - 29/08/2011
29 de agosto de 2011 | 3h 55
Fórum dos Leitores

DESTOMBAMENTO IRREGULAR NA SANTA IFIGÊNIA

Excelente artigo do jornalista Tiago Dantas sobre o tombamento da Luz e sobre o plano dos lojistas para ajudar aos viciados em crack. O traçado urbano do bairro Santa Ifigênia já está em estudo de tombamento pelo Condephaat desde março 1986; falta ainda decisão de tombamento da sua estrutura fundiária. Ambos, traçado e estrutura fundiária são do século 18 e necessitam ser preservados.

Entretanto, o traçado urbano do bairro Santa Ifigênia foi irregularmente destombado em conjunto por Kassab na prefeitura, e por José Serra, Andrea Matarazzo e Rovena Negreiros a nível do anterior governo do estado; tal maracutaia em beneficio do projeto Nova Luz e dos especuladores imobiliários foi publicada no Diário Oficial do Legislativo do estado de 28/05/2009: "Santa Ifigênia: finalização do estudo de tombamento e discussão com o DPH e a Emurb sobre o Projeto Nova Luz". Solicitei apuração e reversão desta maracutaia ao estado a qual está na consultoria jurídica do Condephaat para apreciação.

A notificação do destombamento foi publicada em 2009 e em 2010, mas ela não é válida por pelo menos duas razões: não foi homologada e não há qualquer justificativa técnica para este irregular e imoral destombamento do traçado urbano e de inúmeros imóveis; de fato, propiciar o Projeto Nova Luz (e a especulação imobiliária) não é justificativa técnica; portanto, há necessidade de retomar o estudo e incluir a estrutura fundiária no tombamento do bairro Santa Ifigênia.

Tal proposta é apoiada, dentre inúmeros urbanistas, pela eminente urbanista Raquel Rolnik, que é relatora da ONU para moradia - a nível mundial. Está nas mãos de Fernanda Bandeira de Mello, atual Presidente do Condephaat, e nas do mesmo Secretário da Cultura, a correção de tal maracutaia ou de equívocos de supervisão do governo anterior. Se isto não acontecer, significará que temos infiltrados no Governo do Estado tanto especuladores imobiliários quanto aliados de Kassab apoiando sua candidatura para 2014?

Dá votos colaborar com a prefeitura na destruição do tradicional bairro Santa Ifigênia para os especuladores imobiliários lucrar? O estado quer perder o 2º ICMS do Brasil gerado nesta região em proveito de empresas de serviços e de ISS gerado para a prefeitura? Estão nas mãos de Geraldo Alckmin as respostas para a cidade a essas importantes questões.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br
São Paulo

sexta-feira, agosto 26, 2011


Festa contra remoção

Pela lei de concessão urbanística nº 14.917/09, a Prefeitura de São Paulo transfere para a iniciativa privada o poder de desapropriar imóveis em pleno uso, sejam lojas, indústrias ou moradias.

Associação dos Comerciantes do Bairro da Santa Ifigênia
www.acsisanta.com.br
acsi@acsisanta.com.br
(11)3486-4378

quarta-feira, agosto 24, 2011

Olá,

Convoquei duas audiências públicas que acontecerão na 4ª feira, dia 24/8.

A primeira será às 10h30, no Salão Nobre. Tratará da proibição total de parada e estacionamento em ruas de Moema, das 7h às 21h, com rigorosa fiscalização. Além dos transtornos aos moradores, as atividades comerciais registram queda de até 80%. Sem saída, os imóveis estão sendo vendidos para grandes construtoras.

A outra será às 13h30, no 1º subsolo. Dará seqüência a demanda de entidade representativa dos funcionários da Prefeitura que questiona o fato de apenas uma instituição financeira estar autorizada a conceder empréstimo consignado.

Um abraço,
Vereador Eliseu Gabriel – PSB
E-mail: vereador@eliseugabriel.com.br


segunda-feira, agosto 15, 2011

Nova Luz

Quando escreveu de forma brilhante o livro "Raízes do Brasil", sobre nossa incapacidade em distinguir o público do privado, Sérgio Buarque de Holanda não poderia imaginar que, passados 75 anos, São Paulo continuaria reafirmando sua tese, como vemos no projeto de concessão urbanística da Nova Luz, região transformada em cracolândia pela inação da prefeitura.

Além de ganharem do nosso prefeito o direito de empunhar a espada da desapropriação como arma de negociação sobre a cabeça dos legítimos proprietários, os empreendedores ainda vão levar R$ 355 milhões de dinheiro público para livrá-los do que deveria ser seu risco natural.

Por traz desses cálculos está a FGV, entidade cujo vice presidente é Marcos Cintra, que também ocupa um cargo público e deseja trocar com o setor privado bens públicos como o "quarteirão do Itaim". Se ainda estivesse vivo, certamente haveria material para "Raízes do Brasil 2".
SÉRGIO REZE, integrante do Movimento Defenda São Paulo (São Paulo, SP)
Leia mais cartas na Folha Online
www.folha.com.br/paineldoleitor

sábado, agosto 13, 2011

A FILOSOFIA DA FLORESTA

Kaká Werá é escritor, ambientalista e conferencista de origem tapuia. É fundador do Instituto Arapoty, empreendedor social.

quarta-feira, agosto 10, 2011

terça-feira, julho 26, 2011

Caro e contra a população

A Operação Urbana Água Espraiada previa túnel de 400 metros em 2001. Em 2007 Kassab apresentou projeto de túnel de 4,5 km e custo de R$ 2 bilhões, o qual preenche a mesma função de ligação que o túnel inicialmente aprovado, da Roberto Marinho até a Imigrantes.

Nessa proposta as desapropriações aumentaram exponencialmente e já se percebia que o foco era a liberação de terrenos faltantes aos agentes imobiliários. Em 2008 o traçado foi reduzido para 3,7 km e o custo aumentou para R$ 2,7 bilhões.

Agora, em 2011, o projeto final prevê redução de traçado para 2,7 km e aumento de custo para R$ 3,7 bilhões. Em cinco anos da perversa administração Kassab, apoiada por vereadores que traem seus eleitores, temos aumento de custo linear do túnel de 208%.

E a Câmara Municipal, ainda assim, o aprova! Já há superfaturamento? Temos aqui mais uma manifestação do urbanismo kassabista de extrema-direita, sempre em benefício dos agentes imobiliários - custe o que custar em valores monetários e em direitos dos paulistanos. Isso tem de acabar já!

SUELY MANDELBAUM, arquiteta urbanista

São Paulo

segunda-feira, julho 25, 2011

No dia 27 de julho próximo, quarta-feira, será o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI contra a lei da Concessão Urbanística (L.13.917/2009) que permite ao particular fazer desapropriações com o pretexto de implantação de um plano urbanístico para depois fazer empreendimentos imobiliários nos imóveis desapropriados e lucrar muito com isto.


Os proprietários dos imóveis ficariam fora deste processo. Seria um precedente terrível e colocaria por terra o direito de propriedade, uma vez que a desapropriação é prerrogativa exclusiva do Poder Público, com exceções muito delimitadas.

Esta Concessão Urbanística está em vias de ser aplicada no Projeto Nova Luz de interesse da Prefeitura e do mercado imobiliário.

O julgamento é público e será no prédio do Tribunal de Justiça que fica na Pça Clovis Beviláqua, ao lado da Catedral e da Praça da Sé.

Iremos vestidos de preto para marcar nossa presença.

Quem ajuizou esta ADI:

Autor: Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos No Estado de São Paulo - Sincoeletrico
Advogado: MARCELO KIYOSHI HARADA
Réu: Prefeito do Município de São Paulo
Advogado: Celso Augusto Coccaro Filho

Haverá manifestação na rua a partir das 10h.

domingo, julho 24, 2011

São Paulo na UTI

JOSÉ RENATO NALINI


Não é só o poder público o responsável: a cidade é de todos, e nenhum cidadão está liberado de se empenhar no processo de sua recuperação


A cada manhã, o paulistano acorda com notícias terríveis.
Mortes no trânsito, explosões de caixas eletrônicos, tão fácil obter material explosivo! Arrastões em restaurantes, sequestros, furtos e roubos de carro. Chacinas de jovens recrutados pelo tráfico, homicídios a esclarecer e vinculados a "queimas de arquivo".

Vive-se um clima de insegurança, a gerar difusa sensação de desamparo. Adicione-se a deturpação do esforço da Justiça Criminal com os "mutirões carcerários".
Explora-se a desconfiança no retorno do egresso ao convívio social e reforça-se a convicção de que aumenta a impunidade.

Não são os únicos dados em desfavor da vida paulistana. Há também o exagerado aumento dos moradores de rua. São milhares, a ocupar todas as regiões da cidade. Acena-se com o seu cadastramento, paliativo insuficiente. A legião é heterogênea: há os desempregados, os portadores de anomalia mental, os drogados. Não há como sustentar o direito a "morar na rua". Via pública se destina à circulação.

Outro indício de cidade enferma é a sujeira. Se a produção de lixo é maior do que a de outras urbes de análoga dimensão mórbida, como deixar de concluir que o paulistano está em deficit de consciência ambiental? Fealdade transparece ainda na pichação, sintoma de metrópole mal amada. Não é reconhecida qual instância de acolhimento.
O vilipêndio com agressões estéticas é próprio a quem não nutre o sentimento de pertença.
Esgarçados os laços de solidariedade, prolifera a violência. O trânsito é o fenômeno mais típico. Além dos acidentes, o estresse de caótica paralisação e congestionamento, algo provável a qualquer hora.

Tudo sinaliza a situação agônica do convívio na megacidade. O otimista dirá não ser assim. Muita coisa ainda funciona, a despeito das disfunções. Todos os dias, milhões acordam longe do trabalho, servem-se de péssimo transporte público, perdem horas no trânsito, ganham mal e, a despeito disso, se comportam com civilidade.
A capital bandeirante paga por seus erros. Fez escolha equivocada ao mutilar sua paisagem, ao sepultar seus rios, canalizar seus córregos, impermeabilizar seu solo, arrancar suas árvores, secar suas várzeas. Nada poderia resultar de bom dessa política de arrasa-terra.

Persiste na vocação ecocida e dendroclasta, desrespeita sua história. Elimina marcos arquitetônicos. Desestimula a preservação, demole parâmetros e torna a população carente de referenciais.
A opção preferencial pelo automóvel desprezou o pedestre, ser miserável, posto a respirar gás carbônico e partículas cancerígenas. O ciclista é também insultado, ameaçado, atropelado e morto.
Tudo vai desaguar em apatia e resignação. Fraturados os laços simbólicos, descrê-se da política e das instituições. Presságio de uma sociedade enferma. Tribos distintas disputam o exotismo do insólito.
Algumas perseguem e espancam minorias. E pensar que São Paulo já foi uma cidade civilizada.

Quem a conheceu há poucas décadas o testemunha.
Hoje está na UTI e precisa de cuidados urgentes. Não é só o poder público o responsável. A cidade é de todos, e ninguém está liberado de se empenhar no processo urgente de sua recuperação.

JOSÉ RENATO NALINI, mestre e doutor em direito constitucional pela USP, é desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de "A Rebelião da Toga", 2ª ed., editora Millennium
MENSAGENS DE CONTEÚDO EXCLUSIVO RELATIVO AO PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO E SEU PROCESSO DE REVISÃO. GRUPO DE DISCUSSÃO E ARTICULAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL.

sábado, julho 23, 2011

Adeus, Amy

Esses tempos eu li uma crônica, quando da visita da cantora ao Brasil. Elas ironizavam sua maquiagem ruim, seus cabelos, sua pinga. O que mais me chocou foi que tratavam a cantora apenas pelo aspecto cômico, a maluca, a sem-noção.
Essa, para mim, é a essência do provincianismo.
Eu levei um susto o dia que ouvi sua voz: uma linguagem própria, um swing, um vozeirão...
Agora que não haverá mais manchetes, ela brilhará como o gênio que é.




sexta-feira, julho 22, 2011

Suspeita paralisa compra de megaterreno pela prefeitura

Área declarada de utilidade pública foi comprada em maio por R$ 15 milhões

Administração Kassab planejava desapropriar o mesmo terreno pelo valor de R$ 62 milhões; Promotoria apura caso

ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

A Prefeitura de São Paulo interrompeu ontem o processo de desapropriação de um terreno de 175 mil m2 na zona leste que pretendia ceder para a construção de uma unidade da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
A paralisação ocorreu após o Ministério Público Estadual descobrir que o imóvel, declarado de utilidade pública pelo prefeito Gilberto Kassab em julho de 2010, foi arrematado por uma empresa privada num leilão público em maio deste ano por R$ 15,4 milhões, e a prefeitura planejava pagar R$ 62,1 milhões pela desapropriação.
O que se tenta descobrir agora é: A) Por quais motivos a Prefeitura de São Paulo não disputou o leilão público e pagou os R$ 15,4 milhões?; B) Qual o interesse da Mon Fort Administração de Bens Próprios Ltda. em comprar uma área tão grande se já era de conhecimento geral que o terreno seria desapropriado?
O terreno fica na avenida Jacu-Pêssego, em Itaquera, e já foi sede da falida Gazarra S.A. Indústrias Metalúrgicas.

PARTICIPAÇÕES
A Mon Fort Administração de Bens Próprios Ltda. está registrada na Junta Comercial de São Paulo em nome de Eric Cesar Briquet de Sylos, José Luiz Alves de Abreu e da Sampa Holding, empresa com sede em Amstelvenn, Holanda. Sylos aparece como procurador da Sampa Holding.
O capital da Mont Fort é de apenas R$ 10 mil. No auto de arrematação do terreno durante o leilão realizado em maio, na 32ª Vara Cível de São Paulo, a Mont Fort foi representada por Abreu, que tem participação de R$ 1 na sociedade da empresa.

OUTRO LADO
Na noite de ontem, a Folha procurou a assessoria de imprensa de Kassab para entrevistá-lo, mas a coordenação de imprensa da prefeitura informou que "ele já devia estar em sua casa" e, por isso, o único esclarecimento a ser prestado sobre sua determinação de suspender a ação de desapropriação da área era uma nota oficial.
Na nota, a Prefeitura de São Paulo informou que "a decisão foi tomada depois de o Ministério Público Estadual enviar ofício para a prefeitura questionando o processo de avaliação da área".
"Kassab determinou a suspensão do processo de desapropriação. A declaração de utilidade pública do terreno, no entanto, está mantida. Assim que a desapropriação for concluída, a área será cedida à Unifesp", continua a nota.
A reportagem não conseguiu localizar os representantes da empresa Mon Fort.
Caso queira sair do grupo, mande uma mensagem para fundador-plano-diretor@grupos.com.br ou para o moderador (moderadores-plano-diretor@grupos.com.br) 

quarta-feira, julho 20, 2011

ESTADÃO - 19/07

EM DEFESA DAS ÁREAS MUNICIPAIS

Mais uma vez o Estadão abriu espaço neste domingo para a luta dos paulistanos mais conscientes em defesa das áreas municipais e que o prefeito Kassab colocou à venda, com a desculpa de precisar do numerário para construir creches, uma balela que não se sustenta, pois o problema é de escolha de prioridades, em um verdadeiro crime de lesa município.

São moradores do Itaim-bibi, da Mooca, da Granja Julieta, além dos moradores da Zona Norte contra a derrubada de árvores da Serra da Cantareira. Eu ainda acrescentaria o imóvel da Rua Afonso Pena no Bom Retiro, que abriga a Defesa Civil da cidade e o da Rua Bresser com a Rua Itajaí, que abriga um importante depósito municipal.

As verbas utilizadas na ampliação das marginais do Tietê, ou na isenção de impostos ao Corinthians pra o seu estádio, a verba para a propaganda oficial entre outras tantas. Como bem disse o Sr. Pedro Felice Perduca, da associação de moradores da Mooca: "O sistema de captação de chuva é o mesmo, o de esgoto é o mesmo, as vias são as mesmas.

Só diminui o que precisamos, que são áreas que tragam qualidade de vida" A verdade é que o prefeito vem priorizando o transporte terrestre, principalmente o individual e o adensamento dos bairros, notadamente no entorno das estações do Metrô, que já anda trafegando com excesso de passageiros, perdendo muito da qualidade que lhe era peculiar.

O adensamento da população seria justificável se acompanhada de transportes públicos decentes, o que infelizmente não vem ocorrendo. Então faz-se necessário que essas associações de bairros se unam em uma cruzada única, inclusive com a participação de todos os paulistanos esclarecidos, saindo em passeata pelas avenidas, contra essas vendas prejudiciais à cidade.

As áreas que estão à venda são importantes não só no presente com o no futuro, pois se são desnecessárias para as unidades municipais, o que bastante discutível, deveriam ser transformadas em parques e não em mais espigões para aumentar os lucros das construtoras e diminuir nossa qualidade de vida.

Gilberto Pacini

São Paulo

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110719/not_imp746770,0.php

terça-feira, julho 19, 2011

Vitória da população: sem mais um espigão

Foi cancelada audiência pública do terreno da Rua Augusta x Caio Prado. Depois de repercussão...
Ou seja, o Parque, pelo qual lutam há 20 anos, ainda respira...

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http://www.samorcc.org.br/281_parque_augusta2.html

PREZADOS,
CONFORME COMUNICADO QUE SEGUE FOI CANCELADA A AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE CONTRUÇÃO NO PARQUE AUGUSTA, segundo informações, a pedido da pp. Empresa, que ao nosso ver foi sensata, diante da negativa repercussão que o caso traria.
Acreditamos que o País está vivendo um importante momento e descobrindo o verdadeiro significado das palavras SUSTENTABILIDADE E GREENWAHING  e que a população é consciente e está alerta. 

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COMUNICADO DE SUSPENSÃO DE APRESENTAÇÃO PÚBLICA SOBRE EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO LOCALIZADO ENTRE AS RUAS CAIO PRADO, AUGUSTA E MARQUÊS DE PARANAGUÁ.

A pedido da própria empresa proprietária do terreno, que havia solicitado apresentação pública para dialogar com os moradores interessados, está suspensa a apresentação pública prevista para - hoje - 13/07/2011, às 18h.

Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente

sexta-feira, julho 08, 2011

TENDÊNCIAS/DEBATES

Imobiliária Prefeitura S.A.

JORGE EDUARDO RUBIES


Com a venda do "quarteirão da cultura", os políticos de nosso município perderam mais uma chance de mostrar que estão realmente a serviço do cidadão

Em meio ao festival de leis absurdas, inconsequentes e patéticas de autoria do Executivo, aprovadas a toque de caixa pela Câmara Municipal de São Paulo às vésperas do recesso de julho, é difícil apontar qual é a mais contrária ao interesse público, mas a venda do "quarteirão da cultura" do Itaim Bibi desponta como uma das favoritas.
Votada na calada da noite (às 23h30!), essa lei oferece de repasto à farra imobiliária -que dá sinais de iminente colapso- um oásis de beleza e paz num dos bairros mais áridos e congestionados da cidade.
Concebido nos anos 50 de acordo com o conceito de escola-parque, revolucionário até hoje, o "quarteirão da cultura" é um terreno municipal de 20 mil m2 com a maior densidade arbórea do Itaim.

Ele congrega quase todos os serviços públicos da região -duas escolas, teatro, biblioteca, creche, unidade da Apae, posto de saúde e Centro de Atenção Psicossocial-, reconhecidos por sua excelência e que atendem diariamente a milhares de usuários, sendo que alguns dos prédios foram recentemente reformados e reinaugurados com fanfarra pelo próprio prefeito.
O pretexto para sua venda e consequente destruição é a construção de 200 creches, o que não passa de uma farsa pessimamente encenada, pois dinheiro é o que não falta para tanto, a começar por verbas federais e estaduais disponibilizadas para a prefeitura e não utilizadas.

Sem falar no fabuloso Orçamento municipal de R$ 35 bilhões, suficiente para cumprir essa e todas as outras promessas de campanha do prefeito, desde que utilizado com um mínimo de eficiência.
De fato, é inacreditável que a prioridade da prefeitura seja a venda do quarteirão, e não o corte de parte das cerca de 30 secretarias municipais, das centenas de cargos em comissão, da verba para propaganda oficial (superior a R$ 100 milhões em 2010) ou dos R$ 191 milhões gastos em consultorias (que a Folha noticiou nesta semana)...
A pá de cal na farsa foi dada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que esclareceu que a eventual venda desse e de outros nove terrenos municipais só pode servir ao pagamento de precatórios.

E apesar disso, da abertura de processo de tombamento do quarteirão pelo Condephaat -que reconheceu o relevante valor histórico, urbanístico, paisagístico, ambiental e social do local-, do repúdio de grande parte da população do bairro e da sociedade à iniciativa, expresso em abaixo-assinado com 12 mil assinaturas, de um abraço no quarteirão que reuniu mais de mil pessoas e de diversos atos e manifestações, a prefeitura e a Câmara insistem na ideia.
Enfim, estamos sempre prontos a debater com as autoridades municipais acerca de nossa convicção da lesividade da venda do quarteirão, convite por elas declinado nas duas audiências públicas convocadas para discutir o assunto.

Não entrarei nos detalhes sórdidos, como a pressão a funcionários municipais que aderiram ao Movimento SOS Quarteirão do Itaim, mas vale sempre lembrar que o prefeito e mais de 20 vereadores da cidade chegaram a ser cassados em primeira instância pelo recebimento de doações ilegais provenientes de uma entidade de fachada do setor imobiliário.

Com a aprovação desse e dos outros projetos, os políticos do município perderam mais uma oportunidade de mostrar que estão realmente a serviço do cidadão, e não dos doadores de campanha.
Isso num momento em que, no mundo inteiro, a paciência do povo com seus supostos representantes começa a se esgotar. Afinal, a Grécia, a Espanha e o Egito também são, ou haverão de ser, aqui.

JORGE EDUARDO RUBIES é presidente da Associação Preserva São Paulo, coordenador do Movimento SOS Quarteirão do Itaim e coordenador-geral da União de Movimentos contra a Especulação Imobiliária e pela Ética na Política.


Rondó zero grau

Noite fria, brilho azul
Os cavalões podendo...
Nós, cavalinhos, comendo...

Eu uso duas meias 
(pretas)
Arrumas tua cama
Os cavalinhos correndo...
Meus pés de márrmore, o vento
O que é uma cidade?
Saia azul, meias feias
Zero grau
e tua casa de papel

Os cavalões correndo...
Os cavalinhos morrendo...
Você estará viva amanhã?
Poesia das formigas
Minhalma — anoitecendo!

Afonso Lima
CENTRO SP
Dá pra acreditar?


Uma verdadeira tragédia, abandono e descaso com o dinheiro público. O empréstimo do BID não foi quase nada usado e o planejamento anterior foi paralisado e abandonado. A prefeitura teve que pagar multa para o BID, prevista no contrato, POR NÃO TER UTILIZADO OS RECURSOS POSTOS A SUA DISPOSIÇÃO. Todo o esforço foi dilapidado e o nefasto abandono voltou a se apossar do coração da cidade.


quinta-feira, julho 07, 2011

45 minutos de terror




Acabo de ver "45 minutos", com o Caco Ciocler, com direção de Roberto Alvim. (Eu respiro fundo, tento ser racional, abalado pelo pouco - ou muito - que vi). A peça tem muito a dizer (mas eu não estou em condições de filosofar agora), mesmo se declarando a arte da enrolação: será que interessa ainda o ator com sua "empatia", seu enredo, sua "dramaticidade"? É maravilho o trecho sobre "opções" brilhantes de entreter...

Caco usa um espectro incrível de formas de não dizer nada, modula seu tempo em ódio, agilidade, pausa... É um dos melhores atores que tenho visto. (E o cabelão ajuda a esquecer o rosto da TV...)

A direção sabe usar com precisão o mínimo, recortes e direções de luz, cores, baixa luminosidade.

Mas o que mais me marcou foi o público!

Há muito se comenta da falta de classe nas sessões, é verdade. Só que eu nunca ficara tão perturbado. Parecia que a peça toda ia naufragar. Sem perceber a diferença entre um texto construído e um stand-up, ELE, sua majestade, dizia: "tá sem graça!", "ô loko", "dança de sunga!" e respondia a cada palavra com palavras - "simpatia?", "compaixão?"... ) O ator faz um gesto de repelir, com as mãos próximas ao rosto, alguém grita: "uí!!!"

Sem falar no momento em que propõe 30 segundos de risada e o público ri de forma histérica, parecendo um programa de auditório. A própria comicidade do texto (entremeada de neurose e dor) pressupõe momentos de concentração - lembra aquilo que as pessoas tinham quando abriam um livro? (Será que a educação pública decaiu, será?)

Caco ainda interage bastante, fugindo numa boa da forma proposta. Quando o ator aponta um revólver para a platéia, comoção geral, "Não faz isso!" Quando ele aponta para a própria cabeça, outros debates, acabou o medo. Parecia que Caco estava ali para realmente ser engraçado, e agora. Será que a culpa é da Rede Globo?


Lembrei de uma amiga comentando (deve ser exagero, amanhã) que a nova geração não sabe a diferença entre um enterro, um motel e um jogo de futebol (ou seja...) Chocado é pouco: quero a polícia!

Uns três celulares tocaram, depois de DOIS avisos, mensagens recebidas, uma moça comentou tanto a peça que praticamente foi um diálogo com o ator. Será que o público também é de atores, para me assustar ou provar a tese de que todo mundo virou hamburger? Parece um show infantil. Talvez agora só seja possível mesmo divertir.

Pode ser que amanhã seja outro dia. Mas eu não estou em condições de filosofar agora. Fica-se com a impressão de que era uma vez o teatro como o conhecemos, voltamos à época de Shakespeare, com seus tomates; só que nossa estrutura é ainda de uma "presença", "foco nessa nova realidade". Mais incrível porque o estilo "noir" de Alvim pressupõe já um público e uma etiqueta, de ouvir... ("Sei lá eu quem é Alvim?")


Talvez seja o ingresso popular, necessário, o que seria para educar, mas eu não vejo essas pessoas melhorando. Mesmo com o inevitável: "Ssss!" que veio lá depois do meio, a agitação não foi de forma alguma educada... É como se estivessem interagindo o tempo todo sem limites. Posso pensar que sem espaço público, a vida fica mais tensa, ficamos mais enjaulados, lutamos pelos poucos recursos, e, portanto, ficamos mais selvagens...

Por que motivo chamamos "comunidade" geralmente pessoas excluídas dos processos da modernidade? Ficamos só um "eu" frente a um "impessoal" (a peça usa essa palavra). O pequeno grupo - afetado nas duas pontas pelo capitalismo-sangrento, a produção infinita e o vício, a prisão a quem nada mais sabe vender - que regula, limita, inspira, sumiu, ficaram relações de troca rápida (aprendemos paralelamente, almoçamos juntos no domingo, trocamos bits, dormimos em quartos próximos...).

Que saudade do poder religioso que só queria reprimir! Será o Facebook, o fim da família ou a publicidade? Sei lá, quero meu ingresso de volta!

Afonso

A série que mostra sangue de verdade - vai ser vampiro no Estado mínimo... -
promete trazer de volta o Vampiro Bill - meio pálido na última vez - e fazer a protagonista (a ótima) ser mais que a Suckie. Quem sabe até fazer a Tara reviver (não vale o trucão do Egg, que parece história de última hora...)
Promete...

segunda-feira, julho 04, 2011

La máfia russa

Tudo começou há duas semanas - os começos tendem a ser lentos - quando minha professora deu um texto de Daniel Link, autor argentino, chamado "Fui um garoto de 8 anos" do livro "A máfia russa". Depois fui em uma palestra e ouvi de um inglês sobre "Mestre e Margarida", que comecei a ler. O tempo se acelerou: (fora o fato de eu estar num curso e conhecer uma pessoa que estuda Cortázar; na manhã seguinte uma amiga mostra o livro que está lendo -adivinha!- e outra quer que vejamos uma peça que acabou de ver baseada nesse livro! Eu leio um conto de Allan Poe e começo a ver o filme "Um bonde chamado desejo", quando a protagonista afirma nas primeiras falas: "Isto parece um conto de Poe"!) um professor conta sobre suas experiências na Rússia (adorou, principalmente as modelos disfarçadas de moças da limpeza), uma colega complementa (também adorou), na manhã seguinte, outra aula e uma amiga começa a contar as viagens para.... São Petersburgo! Então uma amiga, dois dias depois, manda um sms: "tem um programa bacana hj na bibl. s cult russa vc pode ir conosco?" Fui. Saí de lá com o frio da Sibéria.
Então, quando eu creio em bruxas, é empirismo.


terça-feira, junho 28, 2011

Prezado Vereador:
É com muito pesar - e porque não dizer revolta - que recebemos a notícia da aprovação em primeira votação do PL 25/11.
Tendo tomado conhecimento da lista dos votos dos Vereadores presentes naquela seção, constatamos que o Sr. se absteve.
Porém isto não basta!
Confesso que ficamos estarrecidos com a constatação de que o Srs. Vereadores, inclusive o Presidente desta Casa das Leis, com quem estivemos na reunião do dia 20/06/11, às 19hs30, desconhecem os impactos extrememente danosos do projeto do túnel que ligaria a Av. Jornalista Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes tanto em relação ao seu real custo, quanto ao número absurdo de aproximadamente 1400 imóveis a serem desapropriados.
Outro aspecto que nos causou indiganação foi a declaração do Sr. Presidente Police Neto de que "este PL é de interesse do governo". Perguntamos: onde fica o interesse dos cidadãos neste caso?
Lembro que na mesma ocasião mencionamos que este PL altera significativamente a Lei 13.260/2001 da OUC Água Espraiada e, portanto deveria ser submetido a EIA-RIMA, não sendo apenas mais uma lei de melhoramentos públicos.
A propósito, a obra do túnel recebeu licenciamento ambiental, como reza a lei?
Entendemos que cabe ao Legislativo inquirir o Executivo sobre aspectos ainda não esclarecidos em relação aos PLs que este envia para apreciação do Legislativo.
Como há inúmeros aspectos de projeto, sua implementação, custos da obra e das desapropriações dela decorrentes e impactos de toda ordem ainda não determinados, entre outras questões relevantes, solicitamo-lhe que VOTE PELA REJEIÇÃO DESTE NEFASTO PL 25/11!
A Câmara Municipal existe para representar seus eleitores que são os cidadãos paulistanos. Por favor, exerçam com dignidade o mandato que lhes foi delegado.
Obrigada,
Lucila Lacreta
M. Defenda SP - Diretora Executiva

sexta-feira, junho 24, 2011

Absurdo: onde estão os órgãos do patrimônio?


Folha- São Paulo, sábado, 11 de junho de 2011


Av. Paulista perde casarão e ganha mais um prédio

Imóvel branco arredondado fica ao lado da Casa das Rosas, que é tombada

Construtora Even pretende erguer no local docasarão um prédio de escritórios
com 11 andares e 5 subsolos


VANESSA CORREA
DE SÃO PAULO

Em breve, mais um casarão cederá espaço a outro prédio
de escritórios na avenida Paulista.
Ao lado da Casa das Rosas, a casa branca de fachada
arredondada é hoje alugada pela seguradora Porto Seguro,
que tem escritório ali.

No lugar dela, a construtora Even pretende erguer
um prédio de escritórios com 11 andares e cinco subsolos.
Como a Casa das Rosas é um bem
tombado pelo município, intervenções em imóveis próximos
devem ser aprovadas pelo Condephaat
e Conpresp, os órgãos do patrimônio histórico
estadual e municipal, respectivamente.

Ontem, o Condephaat publicou no "Diário Oficial" do
Estado o aval para a demolição da casa. Segundo a Even,
a autorização do Conpresp também já foi obtida.
"Quase todos os exemplos de ocupação da Paulista se foram.
Os que existem deveriam ser preservados, mesmo que não
tenham um valor arquitetônico muito grande", diz a
arquiteta urbanista Lucila Lacreta, do movimento Defenda
São Paulo.

Para Benedito Lima de Toledo, professor-titular da FAU-USP,
o prédio pode prejudicar a visibilidade da Casa das Rosas.
De acordo com o Condephaat, como o prédio terá 18 metros
de recuo da calçada, a visibilidade da Casa das Rosas
não será afetada.

Não se sabe ao certo quando o casarão foi construído.
A certidão de dados cadastrais do imóvel na prefeitura diz
que a obra é de 1994. Mas uma imagem antiga, obtida por
Gabriel Rostey, da associação Preserva SP, mostra o
imóvel em 1952, quando as casas dos antigos barões
de café ainda dominavam.

quinta-feira, junho 23, 2011

Educação, impessoal

Para J.C.M. Neto

Não o frio do Inferno, por medo
nem a alma que lê, por paixão
um Deus mais duro, o Progresso
(apressar o passo, o homem mole, o futuro pelo sangue)
textos são imagens, economia da alma,
inveja, do não saber feio, a pedra de fora
o novo homem, mil potros liquidificados,
e a terra aberta em novos anseios
*
Outra educação, a da miséria
50 pedras no cansar danado
um professor apanha da polícia
João nunca sonhou com o sertão da gente.

Afonso Lima


Marias

Tu não amavas os livros e eu te amava
Tua poesia era outra
Branca, repete o dia
A água nova do teu rosário

Nada do que sou te fascina
E existe um segredo, só nosso
O poema sem fim, em caos e faxina
A memória e o calor da tua obra.

Afonso Lima

quarta-feira, junho 22, 2011

Email dos moradores (se Deus quiser!) do Jabaquara:

Senhores (as),


Boa tarde !

Estamos a um passo para sermos desapropriados.

Talvez a última chance para vetar este projeto PL25 que desapropria mais 1400 casas e envolve mais de 28 000 pessoas (entre casas formais e comunidades).

Segue abaixo a lista dos 39 vereadores irresponsáveis que votaram a favor da desapropriação, para dar as nossas casas para emprendimentos do Kassab. Construirão prédios e parques em cima das nossas casas.

Lembrem deles na próxima eleição, faça campanha contra estes malignos, mandem e-mails para todos que conhecem e guardem a lista para as próximas eleições. Eles atrasaram a construção do projeto antigo da Lei 13.260 e querem superfaturar a obra do projeto da PL25.

A Prefeitura iria gastar 1 bilhão com projeto antigo e agora vão gastar mais de 5 bilhões e prejudicar a todos nós. A cidade não precisa deste dinheiro para transporte, saúde, educação, segurança obras contra enchentes, etc. ???



Segue a lista dos malignos que devem ser banidos da política da nossa cidade e do país :



Abou Anni , Adolfo Quintas, Agnaldo Timóteo, Aníbal de Freitas, Atílio Francisco, Aurélio Nomura, Carlos Apolinario, Claudinho, Claudio Fonseca, Claudio Prado, Dalton Silvano, David Soares, Domingos Dissei, Edir Sales, Gilson Barreto, Goulart, Jamil Murad, José Police Neto, José Rolim, Juscelino Gadelha, Marco Aurélio Cunha, Marta Costa, Milton Ferreira, Milton Leite, Natalini, Netinho de Paula, Noemi Nonato, Paulo Frange, Quito Formiga, Ricardo Teixeira, Roberto Tripoli, Russomano, Salomão, Sandra Tadeu, Senival Moura, Souza Santos, Tião Farias, Toninho Paiva, Ushitaro Kamia , Wadih Mutran

terça-feira, junho 21, 2011

Email da SOCIEDADE DOS AMIGOS E MORADORES DO BAIRRO CERQUEIRA CÉSAR

A Samorcc aguardava a desapropriação como PARQUE AUGUSTA, prometido dias antes da eleição pelo DD. Sr. Prefeito, que emitiu um DUP - UTILIDADE ÚBLICA. (mudou de idéia uma vez eleito!)

Para nossa surpresa, a CONVOCAÇÃO é para a apresentação de um empreendimento no local, composto por torres residenciais, comerciais e empreendimento comercial.

Permita-nos o desabafo, mas a MUNICIPALIDADE CAMINHA NA CONTRA MÃO e a Secretaria do Verde que deveria dar o exemplo lutando por áreas verdes e permeáveis tem a ousadia de convidar a população para mostrar uma mega construção dentro do sonhado e prometido PARQUE AUGUSTA. Última área verde e permeável da região.

Lembramos que a área é tombada e que tem restrições e nem se cogita em nos enganar que seria uma construção deixando um parque ao fundo. É CONSTRUÇÃO PURA MESMO, que liquidará dezenas de árvores e deixará um matinho sufocado ao fundo.

A população de São Paulo está pasma diante da liquidação das florestas, áreas verdes e permeáveis da cidade, que vem perdendo a vegetação por conta de interesses indiv iduais.

SÃO PAULO PRATICA O "Greenwashing" OU SEJA, FAZ UM DISCURSO verde E PRATICA a devastação e a imperemeabilização!


A população do entorno promete lutar com todas as forças. Que Deus tenha piedade e poupe esta última área verde e permeável da região central da cidade!


Lembremos: Todo o poder emana do povo e em seu nome há que ser exercido!

SAMORCC -
MPE quer refazer o projeto Nova Luz:

"Para o Ministério Público Estadual, o projeto Nova Luz precisa ser refeito e não pode mais separar a questão urbanística da situação dos dependentes. A exigência foi feita ontem pelo promotor de Habitação Maurício Antonio Ribeiro Lopes, logo após o governo municipal fazer a primeira apresentação pública do projeto de desapropriações, no plenário da Câmara Municipal. O governo prometeu reunir-se com o MPE"


De fato, a Prefeitura usou os 300 drogados da região para justificar o projeto em sua comunicação publicitária, mas não se dignou a considera-los no projeto ou lhes dar qualquer assistencia. Portanto, a intervençao do MP é muito oportuna em matéria de direitos humanos (mas não resolve a legislação ilegal e inconstitucional da concessão urbanística).

Suely Mandelbaum
Arquiteta Urbanista

segunda-feira, junho 20, 2011

Possíveis explicações para o novo clipe de Lady Gaga
(a doida da escada, segundo o Mix - cadê o chapéu Rainha Amidala do American Idol???)



1. invasão marciana
2. patrocínio das Casas NY
3. cansou de ser Madonna-na-ópera
4. quer provar que é "gente como a gente"
5. a peruca com mecha loira
6. não é Lady Gaga, é a CIA
7. está poupando forças
8. está falida
9. é a melhor música do álbum e podíamos enlouquecer se fosse o melhor clip
10. depois de gravar o primeiro minuto, foi chamada no telefone e usaram as sobras.


É o primeiro caso na história onde a TV quase-sim-acho-que-superou o clipe...

(o que eu mais gosto nela é uma certa atrapalhação humana, por exemplo, na saída do ovo no SNL ou na banheira no Bad Romance... é carão com humor)



E justo nessa que precisa tanto de corpo de gentes dançando!!!
(O melhor de Born this Way é a dancinha um lado-outro e de Judas salva-se o coraçãozinho...)
Cadê a chuva de água, purpurina, os sapos dançantes, as chamas???
Devolvam a Lady!
(para quem não cansou... uma performance glory...)

domingo, junho 19, 2011


Audiência pelo Belas Artes na Assembleia Estadual levanta o tema da utilidade pública


Em Audiência na Assembleia Estadual nesta quinta feira (16), o deputado Carlos Giannazi enfatizou a utilidade pública do cinema como espaço de memória afetiva e ponto de referência na vida cultural da cidade e do país, comprometendo-se a acompanhar as ações que estão tramitando na Casa, a levar à Comissão de Educação e Cultura da Assembleia o caso, assim como a iniciar busca de parcerias com empresas públicas e privadas no sentido da compra do espaço (assim como ocorreu com o cinema Odeon, marco da cidade do Rio de Janeiro, que foi comprado pela Petrobras).

A audiência se manifestou citando o caso do Teatro Oficina, tombado recentemente, o caso do terreiro Ilê Axé Obá, tombado há 20 anos e a desapropiração da Casa de Sérgio Buarque de Holanda. Foram lidos depoimentos emocionados de frequentadores do cinema e apresentado um video de Marina Puech com personalidades como Lúcio Mauro Filho e Gorete Milagres em defesa do cinema. 88.760 pessoas já apoiam a causa no facebook e as listas contam de mais de 30 mil assinaturas.

Em março o vereador Eliseu Gabriel reuniu-se com o prefeito levantando a necessidade de reconhecimento da utilidade pública do espaço e este preferiu não se pronunciar. A lei 14. 604/2007 do vereador Chico Macena (PT) precisa ser regulamentada pelo prefeito para dar poderes ao CONPRESP no sentido de registrar patrimônios imateriais, o que prevê medidas de salvaguarda.

O Movimento pretende agora sensiblizar as autoridades para que vejam o caso como exemplar da utilidade pública dos cinemas, em especial do cinema de rua de fácil acesso e com preços populares (com opções como o Cine Clube e o Noitão), da necessidade de se valorizar a identidade coletiva dos paulistanos (o cinema tem 68 anos) e de se planejar o lazer, a qualidade de vida e a diversidade cultural na capital como determina o Estatuto das Cidades de 2001.


http://www.causes.com/causes/561939?m=970080e7
querobelasartes.blogspot.com/


Deputado apresenta projeto de desapropriação
do prédio do cinema Belas Artes

publicado em 23/02/2011 às 20h37
Carlos Giannazi fez o anúncio durante encontro com representantes de entidades culturais
João Varella, do R7 -
O deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) afirmou, nesta quarta-feira (23), que apresentou um projeto de lei para desapropriar o prédio do cinema Belas Artes, no centro de São Paulo. Segundo o parlamentar, o projeto começou a tramitar na terça-feira (22). Ele disse que vai pedir regime de urgência na proposta, o que deve acelerar o processo.

Giannazi fez o anúncio durante uma mesa-redonda com representantes de entidades culturais no próprio Belas Artes, cinema de rua tradicional da capital que corre risco de ser despejado. Os donos têm planos de ceder o espaço para outras atividades econômicas.

O pedido de Giannazi faria com que o prédio ficasse público. O deputado afirmou que seu projeto não anula o pedido de tombamento do Belas Artes.


Vereador quer pedir a Kassab que Belas Artes
vire área de utilidade pública

Luciana Sarmento, do R7

O vereador Eliseu Gabriel (PSB) afirmou na noite desta quarta-feira (16) que pretende pedir uma reunião com o prefeito Gilberto Kassab (DEM) na quinta-feira (17) para discutir a situação do Belas Artes e pedir que o cinema que fica na rua da Consolação, em São Paulo, seja declarado uma área de utilidade pública.

- É mais uma forma de pressão para que o Belas Artes continue como está porque na hora que é declarado área de utilidade pública, ele não pode ser vendido.

De acordo com o vereador, o processo de transformação do Belas Artes em uma área de utilidade pública pode durar “dez minutos”. Ou seja, basta que o prefeito concorde com a medida e assine o termo.

Alguns depoimentos de paulistanos enviados ao CONPRESP.

"Vi a sala 4, Aleijadinho, vazia, sem as poltronas, sem caixas de som, sem luz. A tela ainda resistia lá na frente. Até fazia eco.
Uma tristeza de apertar o coração. Mas vamos lá, vamos tombar esse prédio e trazer o Belas de volta".

Hirao
"Apresentei-a a muitos dos meus amores e a revisitei com tantos outros, mentiria se dissesse que houvera trazido todas as mulheres da minha vida. Minha mãe nunca a conheceu e, infelizmente, tão pouco vai conhecer.

Meu segredo é: não tenho receio em dizer que atesoro cada um dos bons momentos ali vividos. Sobre aquele terraço de mármore negro limitado por uma grande vitrine de vidro assistindo ao corredor de ônibus sempre congestionado naquele ponto, terminando a Rebouças, eu iniciei muitos dos meus romances.

É triste, mas a vida não é como nos filmes de finais felizes e encantadores, as vezes penso: vivemos no real teatro da tragédia".

Fernando Fileno

"Em 2004, durante uma conversa com André Sturm, tive a ideia de levar crianças, escolas, para o Belas Artes. Entrei em contato com a ONG - Instituto Padre Mariano, na qual eu havia trabalhado como voluntária e apresentei uma proposta. Eles escolhiam o filme e agendávamos a sessão. Mesmo sem patrocínio realizamos as sessões gratuitamente.
Mas para eles este dia era muito importante...enfim, era o dia de ir ao Cinema Belas Artes, então caminhavam e caminhavam felizes!

Ao final de cada sessão todos aplaudiam de pé o filme e, ao sair do cinema todos me cumprimentavam agradecendo a oportunidade.

Nos grupos de jovens do Abrigo Municipal (meninos de Rua) e em Liberdade Assistida (ex-detentos), nenhum deles havia entrado em um Cinema antes.

Descobriram o que era um "cinema" durante esse Projeto. Aprenderam a amar, apreciar e respeitar a sétima arte. Descobriram que também podiam sonhar, imaginar e transformar as suas realidades".
Wania Malafaia


"O CINEMA BELAS ARTES É DA CIDADE DE SÃO PAULO. UM ÍCONE DA CULTURA E DA HISTÓRIA DA CIDADE.
COMO PAULISTANA VOU LUTAR POR ELE".
ESMERALDA HANNAH

Telmo Estevinho – aposentado (muitos frequentavam às tardes)

"A primeira vez que estive em SP foi em 1992 para conhecer o Belas Artes, um cinema famoso que nós, no interior de SP ouvíamos muito falar! Vi "O Marido da Cabelereira" e nunca me esqueci das pessoas na sessão lotada, das poltronas, da atmosfera charmosa que o cinema transmitia! Este cinema não pode fechar, é muito mais que um prédio, é uma atmosfera carregada de histórias da cidade de SP, dos seus visitantes"...

Exemplos de tombamentos.
http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/arvore-de-155-m-esta-em-processo-de-tombamento/
http://www.n-a-u.org/Amaral-patrimonio.html

Terreiro tombado Axé Ilê Obá

No dia 16 de agosto de 1990 surge um fato inédito na história de São Paulo. O tombamento, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT), do Axé Ilê Obá, um terreiro de candomblé de nação ketu, localizado na Vila Facchini, na capital de São Paulo.

Este tombamento coloca em evidência a possibilidade de repensar o conceito de patrimônio histórico e cultural e seus modos de preservação, ao mesmo tempo em que dá um exemplo concreto de uma política cultural avançada, levando em consideração o conjunto dos valores culturais de um grupo, mesmo se eles não têm sido reconhecidos como tais pela história oficial.

O CONDEPHAAT mostra, com esse tombamento, que é possível dar passos efetivos para a renovação do conceito de patrimônio cultural. Aos órgãos de defesa cabe garantir as condições para que isso se dê.

Rita Amaral

pesquisadora do Núcleo de Antropologia Urbana da Universidade de São Paulo, doutora em Antropologia Social pela USP

A PROTEÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL
COMO DIRETRIZ URBANÍSTICA DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA
www.mp.mg.gov.br/portal/public/interno/arquivo/id/3449

Foto: André Meloni