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terça-feira, maio 16, 2006

O tema da guerra civil em SP está sendo tratado muitas vezes como “aprendam a votar em quem defende a segurança!” Isso pode significar simplesmente uma política de AGRESSÃO e VIOLÊNCIA contra as comunidades roubadas em seu direito a educação eficaz e trabalho.

A tendência é um círculo vicioso: como governos de direita tendem a pensar em “desenvolvimento” como incentivo a grandes empresas apenas, e não estão interessados em que o pai de família pague suas contas, a grande parte da população fica cada vez com menos opções e a violência aumenta. Parece óbvio, mas em momentos de crise, o que se quer é ferro e fogo.

Aliás, essa tem sido sempre a tendência: ocultar os problemas reais (por exemplo, má gestão efetiva, falta de investimento nos pequenos e médios, danos ambientais das indústrias, etc.) e fazer uma nova campanha de marketing para “discutir”, “planejar”, “avaliar”. Sabe como é, tudo está sendo resolvido (mas nada se resolve). [Depois, quando a revolta surge, aparece, como em uma revista modelo... “ódio e vandalismo nos subúrbios de Paris...”]

Como as pessoas não são consultadas, e a maioria dos políticos – é sim, aquele cara na TV falando bonito- apenas querem ficar onde estão, as soluções apresentadas oferecem nada como resultado ou corrupção. Ou são planejadas em alguma universidade elitista que quer aplicar uma tese de um americano que mora em Nova York e compra gravatas Grande Nation. (A maioria, como Jared Diamond, vai falar em incompetência dos pobres em votar, e nunca nada a ver com o Primeiro Mundo...)

Tenho observado-mais um lugar comum, mas o Brasil, afinal é o lugar onde o visível é invisível- a inutilidade da maioria das ações “sociais”: computadores pra quem não sabe ler, curso de informática pra menina que tem de se prostituir pra dar comida pro avô, escola pública, mas o aluno não tem dinheiro para o ônibus, blá, blá, blá.

Tudo isso é muito óbvio, mas se repete e se repete, e se repete.

Segundo a Scientific American (Ano 4, Nº 41, p. 76-83), em Bangladesh o arsênico que existe naturalmente nas águas subterrâneas está envenenando a população.

O governo e as comunidades de doadores internacionais estão pensando em soluções em grande escala, ao invés do filtro que custa US$ 7,00 a unidade.

Os financiamentos do Banco Mundial nas décadas de 70 e 80 também acabaram alimentando corruptos e endividamento externo, com poucos resultados.

Entre 1990 e 2001, o número de pessoas que vive com US$ 1 por dia caiu de 1,218 bilhões para 1, 089 bilhões.

Por outro lado o número dos que ganham menos de US$ 2 por dia cresceu de 2,655 bilhões para 2, 736 bilhões.

Na África Subsaariana a população de miseráveis saltou de 227 milhões para 313 milhões.
Moral da história: síndrome de Nova Orleans. “Estamos preparados”, e milhares de mortos.

2 comentários:

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