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segunda-feira, maio 01, 2006

Trabalho, trabalho, trabalho...

O maravilhoso texto da jornalista Matine Bulard, para mim sempre o mais completo... vale a pena ler a íntegra.

Tempos modernos (versão hot line)

http://www.diplo.com.br/aberto/0012/10.htm

De momento, as tecnologias da informação e da comunicação (as TIC, como são chamadas na França) significam bem mais freqüentemente fontes de intensificação do trabalho que de enriquecimento profissional.

"As cadências de trabalho", nota o Commissariat général du plan, "são cada vez mais restritas: longe de diminuir, o trabalho (por posto) aumenta." 2

(...)

O trabalho não é forçosamente menos qualificado. Pelo contrário. Na maior parte dos casos, exige conhecimentos múltiplos para dominar as novas ferramentas; uma maior capacidade de iniciativa para fazer face ao monte de informações a tratar.

Mas o tempo liberado graças à automação de certas tarefas e ao trabalho na rede é literalmente absorvido por restrições cada vez mais fortes.

(...)

Aliás, é o conjunto das relações sociais que explode sob o golpe da globalização e da Internet.

A empresa funciona cada vez mais em círculos concêntricos, com, no centro de tudo, empregados hiperqualificados (autônomos e móveis, com salários elevados e fundos de pensão); um pouco mais longe, os assalariados com qualificações julgadas úteis (com trabalho obrigatório, salário decente mas sem stock option); e na periferia, trabalhadores descartáveis (com horários flexíveis, pequenos salários e contratos temporários).


1º de Maio: EUA

"Nove milhões de pessoas não tiveram o que comemorar hoje, feriado de Dia do Trabalho nos Estados Unidos. Elas fazem parte dos 6,1% de estadunidenses que estão desempregados.

A porcentagem pode parecer pequena para padrões latino-americanos, mas o crescimento do número de desocupados é o maior desde a chamada Grande Depressão – que atingiu o país nos anos 1930.

''Desde o final do ano passado, os EUA perderam 700 mil postos de trabalho'', mostra o jornal cubano Granma, com base em dados do estadunidense USA Today." (...)

Daniel Merli, Aniversário triste.
http://www.planetaportoalegre.net

Salário Mínimo é o vilão?

Muito se tem falado do perigo de aumentar os salários (o preço para os Estados , por exemplo), mas será que eles podem significar melhoria de padrão de vida e consumo, indo contra a tendência "superávit" dominante?

"
O salário mínimo é um importante instrumento de distribuição de renda. A maioria dos
países desenvolvidos implantou políticas de valorização do salário mínimo, o que resultou na
dinamização do mercado interno.

Nesses países, a política de salário mínimo está inserida no
conjunto de políticas sociais como o seguro desemprego, a aposentadoria e a renda mínima
garantida para pessoas com ou sem ocupação e com rendimento abaixo da linha de pobreza –
limite da condição de miséria. (...)

No Brasil, a elevação do valor do salário mínimo significaria um crescimento da renda
das famílias de baixo poder aquisitivo, o que ativaria a economia por meio dos efeitos, diretos e
indiretos, decorrentes do aumento do consumo. A elevação da renda dessas famílias, além de
aquecer o mercado interno, contribuiria para viabilizar o crescimento sustentado da economia.
(...) "

http://www.dieese.org.br

3 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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