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segunda-feira, junho 05, 2006

Estou lendo com grande prazer O Livro dos esnobes, escrito por um deles, de William Thackeray (pela L&PM).
Que adorável é essa capacidade dos escritores ingleses de entrar na intimidade dos outros, nas pequenas coisas que significam muito, principalmente quando saímos daquilo que pode ser considerado bom senso. Isso me lembra muito o que um personagem meu (de origem francesa) diz, em uma novela, sobre o fato de, no país, prevalecer relações baseadas em hierarquias:

- Minha querida, esse país é maravilhoso e cheio de luz; mas não conheço outro lugar do planeta em que a haja mais esnobes que o Brasil! Ah, dizem sempre que os franceses são esnobes! Na França ir ao teatro é parte da cultura popular, aqui parece ser um teatro para mostrar-se “culto”.

A classe média se considera uma raça diversa e superior aos pobres; para um frances ir a Itália é um hábito, afinal apenas devemos dar alguns passos; para um brasileiro de classe média, é ser algo que assemelha-se a um Deus. A maioria das pessoas, entre os jovens mais ainda, parece não saber quem foi Tito Lívio; mas tem de fazer algo que lhe assemelhe aos novos ricos americanos! Oh, esnobes!

3 comentários:

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