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sexta-feira, novembro 24, 2006

"A empresária de 58 anos teria demorado para entregar um relógio para os assaltantes, que abordaram o Mercedes Benz ML 500 com bicicletas.
Ana Cristina foi morta com um tiro no rosto, na noite de quarta-feira, dentro de seu carro, na zona sul da capital fluminense. O crime ocorreu na esquina da Rua General San Martin e Avenida Afrânio de Mello Franco, a 200 metros da 14ª Delegacia Policial, no Leblon, área nobre do Rio, onde também funciona a Divisão Anti-Seqüestro e da Delegacia de Proteção aos Turistas. "
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"É demasiado fácil operar, pelo menos em nível inconsciente,
com um padrão de dois pesos e duas medidas, pelo qual pessoas que empregam a
violência em prol de causas que desaprovamos são "terroristas", enquanto as que
estão ao nosso lado são simplesmente "guerrilheiras", "soldados" ou "policiais".
A "palavra com T" (ou "palavrão que começa com T"), como poderíamos descrevê-la, tornou-se muito fácil de manipular para persuadir ou mesmo, ironicamente,
amedrontar as pessoas para que votem em governos que prometem ser duros contra o terrorismo....

Por outro lado, pode-se auferir um pouco mais de consolo de
outra generalização política, referente às situações nas quais ocorre o recurso ao terror. Um contexto recorrente desses atos é a resistência à ocupação estrangeira ou à ocupação que seja vista como sendo estrangeira -por exemplo, na Palestina, na Irlanda do Norte, no País Basco ou, voltando mais atrás no tempo, na Argélia sob a dominação francesa ou na França sob a ocupação nazista.

Quando a ocupação termina, a cortina se fecha sobre o teatro
da violência."

Peter Burke, FSP, Mais! São Paulo, domingo, 05 de novembro de 2006.
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FOLHA DE SÃO PAULOA polícia matou mais 22 suspeitos em todo o Estado de São Paulo e prendeu outros sete, subindo para 93 os casos classificados pelas autoridades como "enfrentamentos contra homens do PCC". Ou seja, em média, 15,5 por dia, desde sexta, quando a facção criminosa iniciou os ataques. No primeiro trimestre do ano, as polícias Civil (12) e Militar (105) mataram 117 pessoas no Estado, o que dá uma média de 1,3 pessoas mortas por dia em "confrontos". A média de assassinatos cometidos por policiais em janeiro, fevereiro e março é de 39 pessoas, em todos os municípios paulistas. A comparação das mortes de janeiro, fevereiro e março com as mortes causadas pelas duas polícias desde sexta-feira, aponta que, em seis dias, matou-se 79% do total dos três primeiros meses (pág. 1).

JORNAL DO BRASIL
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Quase 14 milhões de brasileiros passaram fome em 2004. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revela que 6,5% da população não têm o que comer. Quase 60% dos habitantes da região Nordeste não têm garantia de alimentação suficiente. No Sudeste, a desigualdade social supera a média registrada nos grandes centros. (pág. 1 e A6)
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Os ataques fazem parte da estratégia de guerra para desequilibrar. A bronca deles não é somente contra os atos da polícia, existe uma insatisfação social. Estão fazendo esses ataques [aos bancos] para criar desequilibrio social e econômico. Pode, daqui para frente, ter um cunho político. Existe uma série de situações que teremos de analisar", disse Bittencourt."(...) Eles não estão atacando o povo, tanto que os ônibus que foram queimados tiveram os passageiros foram retirados, eles atacam imóveis para demonstrar o poder", continou o delegado.

74 MORTES, 150 ATAQUES, 80 REBELIÕES Folha de S. Paulo 15/5/2006
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