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quarta-feira, abril 04, 2007

Foram artistas, associações, jornalistas, todos dando "apoio" a Sobel. Mas o que significa um "apoio" desses? Ou se trata de um desequilíbrio momentâneo, ou foi cleptomania, ou... ouu... não, não pode haver "ou", afinal ele foi contra a ditadura... ou... não, não ele defende a tolerância... ou, ou... falei! foi um desvio de caráter, sim, porque falar em democracia não é vivê-la.

(E, naquela manifestação de 9 horas pela paz que ele participou com certeza havia muita gente fazendo pose de "classe média ofendida" que quer mais segurança, mas nunca pensou como e por que o governo não tem dinheiro, ou separa o povo feliz do profissional liberal feliz. )

Claro que essa seria a menos agradável, a que mais nos toca, pois será que todos nós temos um vilãozinho alí dentro, louco por Gucci e Louis Vuitton transviados? Será que somos assim tão precários?

Essa foi das pequenas coisas que mostram grandes coisas: alguém falou das pobres crianças que também roubam motivadas não por "desequilíbrio" mas pela sociedade (humm, o mesmo esquerdismo que odeia tudo que não vem da USP...) ; depois, que o próprio Sobel disse ser a favor da pena de morte (mas voltou atrás) e criticou o filme "A Queda" por retratar Hitler como um ser humano (o que é pior é que ele ERA um ser humano! Dormiríamos melhor se fosse um marciano!)
Então, constrangidos por termos sido pegos em nossa fraquesa, e solidários a um homem que teve uma postura ética a vida toda, só nos restaria um silêncio triste. Porque falar, às vezes, estraga tudo:

"Questionado, ainda de acordo com o boletim de ocorrência, Sobel negou ter pego a peça, mas, depois, chegou a se oferecer para pagar pela gravata antes de admitir o furto."

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u133615.shtml

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