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sexta-feira, agosto 29, 2014

Caeiro


Antes eu fosse a pedra do rio que nunca
Que folhas soltas olham com desprezo...

Quem me der eu fosse a calma ovelha
Comendo alface na solidão terrena...

Quem dera eu fosse o negro inseto
Que entre água e céu coça sua antena...

Eu sou o ser que nunca dorme
E que rumina e molha sua pena...

Afonso Lima

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