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sábado, setembro 02, 2006

O jornal do Grupo Sommos- comunicação, saúde e sexualidade, em entrevista, formulou esta questão :)


Há literatura de gênero, literatura feminina, literatura gay, negra?

Há nossa condição -biológica, social, os discursos que nos comandam, os medos particulares- mas ela não pode virar individualismo, há de haver acordo ou a democracia acaba.

Na pós-modernidade, com esse excesso de informação, sem espaço mental pra criar a si mesmo, e insegurança social, as identidas trocam a cada dia; não há identidade estável, porque não há realidade estável.

Foucault diria que nos Estados Unidos, há identidade de gueto porque existe exclusão forte, puritana; aqui não há exclusão matriz para isso, ninguém casava na Colônia, sodomia era comum, mas todo mundo era súdito, a lei era imposta.

Com 47% da renda do brasil na mão de 10% da população, hoje há a censura das identidades livres e identidades elitistas criadas pelo marketing, dentro da bolha de consumo.

As marcas globais, que mandam no mundo, querem o lucro, algo abstrato e infinito; trabalhamos 18 horas por dia e nossas praças, onde as pessoas namoravam, estão cheias de mendigos; temos de ser objetivos, trepamos pra relaxar. Não tem a censura do cacetete e da castidade, mas tem a censura dp desemprego e a sexualidade é vendida enlatada.

ajr

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