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quinta-feira, setembro 21, 2006

Sr. Hans-Christian MaergnerPresidente da VolkswagenOuvi suas declarações sobre “uma decisão responsável dos empregados e dos representantes sindicais” para uma cordo na mais “tradicional fábrica do país”. Para que serve uma empresa? Para servir e fazer a comunidade feliz. Ela nasce em uma comunidade, quem compra é uma comunidade, se o todo não estiver feliz, um diamatarão seu filho dentro de um carro novo.

As empresas não estão no planeta (?) Plutão. Estãosendo observadas, estão sendo “julgadas”, serão punidas em cada centavo ganho sem generosidade. A ética de cada vez menos consumidores, cada vez menos bairros seguros, cada vez menos pessoas com bons salários, nos sufocará dentro de vidas pasteurizadas, simplistas, onde todos são iguais e não há criatividade, inovação, convívio, ou seja, a morte. Sim, para ter lucros também, mas ninguém quer sentar num carro com cheiro de sangue.

Fomos educados paraobter lucro mesmo passando por cima de pessoas, árvores, nossa mãe, mas hoje, no Século XXI, os acionistas serão cobrados pelos seus atos. Os acionistas serão éticos, ou serão ridículos. Ambição eum planeta devastado não combinam com carro novo. De nada adianta toda essa teoria sobre "ouvir ocliente", se na realidade a empresa é uma abstração completa, sem terra, um monte de números que ignora aquantidade de trabalho, esforço, criatividade e tempodispensados para adquiri-los.

No século XXI queremosmais que "propaganda simpática" e "marketingecológico": queremos empresas responsáveis, que ganhamsempre, com respeito e paguem decentemente, que vejam a comunidade como parte integrante de si mesmas e quepor isso ofereçam bons produtos, tenham funcionários satisfeitos e clientes fiéis. O lucro numérico - mesmo que nossa ética reformistatenha aliado capital e salvação, capital e vitória, capital e capital - não significa nada; satisfação éviver em comunidade. Espero sinceramente que esse tenha sido um prólogo para um respeito constante e global.

Um abraço, AJR. POA-RS.

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