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domingo, janeiro 28, 2007

O Fórum Social Mundial surgiu como uma assembléia de ativistas de diversas áreas que pensavam em dar visibibilidade a causas que consideravam negligenciadas nos debates do Fórum Econômico em Davos, dirigido por empresas e governos e em criar um espaço aberto de críticas, sugestões e trocas de idéias. As edições anteriores em Porto Alegre e Mumbai, na Índia, mereceram destaque na imprensa internacional, como no New York Times.

Este ano o Fórum reuniou mais de 1200 eventos, entre encontros e palestras, mas foi criticado pelo patriocínio privado e pelo alto custo da comida oferecida aos participantes, além de ter gerado um Fórum paralelo-o Fórum Social dos Pobres- daqueles que reclamam do valor da inscrição: o mesmo necessário para iniciar um pequeno negócio e sustentar uma família. Uma inovação foi a sistematização unindo grupos a fins para criação de propostas, dividida em 21 temas, trabalho, migrações, paz e guerra, habitação, mulheres e dívida.

Para Flávio Aguiar, da Agência Carta Maior " Os debates têm sido muito qualificados - esta é a informação que este colunista tem recebido e ele mesmo testemunhado na medida do possível. Mas há uma multiplicação de mesas completamente fechadas sobre si mesmas (...)"

O ator americano Danny Glover, da organização Transafrican Fórum, compareceu e afirmou: “Fico muito feliz ao ouvir todos estes depoimentos. Temos que ter espaço para contar nossas histórias, e para avaliar fracassos e vitória”.

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Claro, o Fórum foi para nós, poas, uma novidade incrível! Egoistamente queríamos aqui todo ano...
Mas eu continuo achando que realizar o Fórum em um lugar definido pode ajudar na organização e no progresso do movimento... Quando foi para a Índia, milhares de grupos espalhados recomeçaram do zero... e nós ficamos a ver navios! Houve um aborto das ligações, dos mecanismos de criação...

Há, claro a vantagem de proporcionar aos ativistas locais parcipação (fundamental!) e de se mostrar aos europeus esses lugares, mas não sei.. talvez ter criar somente aqueles Fóruns continentais e prêmios para ativistas irem e virem! Quando leio um trecho como o de Flávio Aguiar, fico pensando se sistematização, como em Davos, não levaria as discussões adiante...


"As condições de trabalho no belo estádio de atletismo e futebol são muito precárias: a internet não funciona em boa parte do tempo, há notícias de furtos em todas as partes, mesas mudam de horário, é muito difícil tomar decisões diante dos imprevistos, porque a estrutura de funcionamento do Fórum é muito hierarquizada.

Uma pessoa que seja responsável por um setor num dado momento não se sente com autonomia suficiente para tomar uma decisão diante de um imprevisto - por exemplo, realizar-se uma entrevista numa sala onde há espaço mas não havia previsão dela, que foi o caso que aconteceu comigo, para entrevistar membros da Via Campesina africana."

http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/index.cfm?home_id=74&alterarHomeAtual=1

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