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sexta-feira, julho 08, 2011

Rondó zero grau

Noite fria, brilho azul
Os cavalões podendo...
Nós, cavalinhos, comendo...

Eu uso duas meias 
(pretas)
Arrumas tua cama
Os cavalinhos correndo...
Meus pés de márrmore, o vento
O que é uma cidade?
Saia azul, meias feias
Zero grau
e tua casa de papel

Os cavalões correndo...
Os cavalinhos morrendo...
Você estará viva amanhã?
Poesia das formigas
Minhalma — anoitecendo!

Afonso Lima

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