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quinta-feira, maio 05, 2016

Bom dia, golpe!

O Brasil está enfrentando o ataque de políticas neoliberais de forma ilegítima, sem eleição. O complexo midiático-judiciário-congressional-empresarial não pensa em aplacar a desigualdade. 

O projeto previsto do PMDB foi derrotado na eleição e volta com força por meio de um afastamento sem crime da presidenta. 
A Justiça parece participar do golpe, através do juiz Sérgio Moro, e até do Procurador Geral, criando um clima de perseguição para paralisar a opinião pública. Mesmo sem motivo real, criam denúncias e "criminalizam a esquerda". 

O que houve, na realidade, é que conseguimos eleger um governo que, mesmo com acordos, por não ter maioria no Legislativo, avançou nas questões sociais - tivemos 6 milhões de escravizados e, em 2000, apenas 4, 4% da população tinha universidade (hoje, 7,9%). Mas não se conseguiu efetivos meios de controle social - Justiça conservadora, mídia monopolizada, mercado financeiro sem regulação...

Não fizemos na velocidade necessária a expansão da reflexão crítica sobre o passado: tanto em SP quanto no RS os deputados mais votados são quase fascistas.  

Nossa democracia não conseguiu se expandir porque o sistema político favorece a eleição de representantes do poder econômico. Ao nível local, isso fica muito claro. Em São Paulo, a Assembleia evita qualquer investigação do governo, o que levou estudantes que viram a merenda das escolas sofrer com desvios, ocuparem o local. 
A sensação é de que o poder estabelecido foi usurpado, não representa a população. Adeus, democracia. 

Nota da bancada do PT na Câmara"...É de se estranhar também a conduta do procurador-geral em relação ao vice-presidente da República, Michel Temer, citado na mesma delação que embasa a iniciativa contra o ex-presidente Lula. Também causa perplexidade o fato de que, apesar de diversas citações envolvendo a participação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em possíveis atos de corrupção, somente agora o procurador-geral pediu ao Supremo autorização para efetivamente investigá-lo.

A Bancada do PT na Câmara entende o ato de Janot como frágil juridicamente e o denuncia como demonstração de inaceitável seletividade em sua conduta, tendo em vista que estamos às vésperas da apreciação, pelo Senado, do pedido de abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Essa atitude do procurador-geral, com base em meras declarações de um delator, visa atingir a incontestável liderança política do ex-presidente Lula, principal opositor aos articuladores do golpe institucional em curso..." http://www.brasil247.com/

- A peça apresentada pelo Procurador-Geral da República indica apenas suposições e hipóteses sem qualquer valor de prova. Trata-se de uma antecipação de juízo, ofensiva e inaceitável, com base unicamente na palavra de um criminoso.
O ex-presidente Lula não participou nem direta nem indiretamente de qualquer dos fatos investigados na Operação Lavajato.
Nos últimos anos, Lula é alvo de verdadeira devassa. Suas atividades, palestras, viagens, contas bancarias, absolutamente tudo foi investigado, e nada foi encontrado de ilegal ou irregular.
Lula sempre colaborou com as autoridades no esclarecimento da verdade, inclusive prestando esclarecimentos à Procuradoria-Geral da República.
O ex-presidente Lula não deve e não teme investigações.
Assessoria de Imprensa do Instituto Lula


BBC Brasil - Na sua visão, o Ponte para o Futuro seria pior do que a política econômica do governo?
Roberto Requião - Seria um verdadeiro horror e é uma contradição com a história do PMDB.
Esse (Ponte para o Futuro) nem o FMI faria tão ruim. Nos coloca numa situação de primarização da economia.
BBC Brasil - Quais suas principais críticas em relação ao documento?
Roberto Requião - Ele não é para ser colocado num contexto de disputa eleitoral para o povo brasileiro. É para o mercado, para os banqueiros, porque ele teria uma rejeição absoluta no país.

- Enfim, apesar disso, o cenário pós consolidação do golpe no Senado é bastante preocupante. Por mais que a situação político-eleitoral recomende cautela, a sanha revanchista dos putschistas é de tamanha magnitude que não devemos nos surpreender com medidas anti-populares até mesmo antes de outubro. Basta lembrar que ali estão Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira, José Serra, José Agripino, Tasso Jereissati, Marta Suplicy, Zezé Perrela e tantos outros.
Tendo em vista a necessidade de se legitimar politicamente perante as elites do financismo, o vice-presidente conspirador muito provavelmente comandará uma agenda conservadora. Fala-se em reforma administrativa, para dar continuidade à inexplicável iniciativa de Dilma nessa toada. Enfim, a velha e conhecida sinalização do “menos Estado”, tão ao gosto das editorias dos jornalões e da TV privada.
http://cartamaior.com.br/…


"A bancada ruralista entregou ao vice presidente Michel Temer uma série de reivindicações, entre elas a paralisação e revisão das demarcações de Terras Indígenas e a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Confira a seguir o artigo de Márcio Santilli, sócio fundador do ISA, sobre essas propostas"
https://www.socioambiental.org/pt-br/blog/blog-do-isa/o-plano-dos-ruralistas-para-detonar-o-brasil

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