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domingo, agosto 27, 2006

Ai, ai, depois da novidade, a vida continua....
(bem que eu queria ir para uma cabana na Noruega- ou Bora-Bora, tb serve)

nem só de marketing vive o homem, vamos aos "detalhos"!


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Fiquei chocado com o caso da prisão de Tati Quebra Barraco por fumar maconha...
Que é isso? Tá virando coisa de gringo?
(Veja bem senhor Bush, não estou fazendo apologia ao fumo, isso fez o Clinton mostrando, e o relatório do governo relatando profissionalmente, as possibilidades sexuais de um charruto...)

Dizem que ela declarou algo quando foi presa, imagino que foi (óbvio): "E com tanta gente em Brasília..."
Só faltou declararem "é rica, mas é favelada!"
Muito triste...
Essa cobertura da Ilustrada mal esconde o deboche:

"Intérprete de pérolas do funk nacional como "Cachorra Chapa Quente", "Ardendo Assopra" e "Na Pressão", ela admitiu ser usuária da droga, mas negou que faça apologia ao consumo de maconha. A cantora passou mais de cinco horas na delegacia.

No final de setembro, Tati Quebra-Barraco deve viajar aos EUA, onde fará shows (28 a 30), segundo a agenda da funqueira publicada em seu site oficial. Devido à rigidez norte-americana no combate às drogas, espera-se que a funqueira tome cuidados extras ao arrumar as malas"

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u63739.shtml



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Que aconteceu com o bom Bom Fim?
(Claro isso é papo velho, mas agora deu de falar...)

Apesar de eu mal ter vivido os anos 80- como meu irmão adora lembrar (provavelmente ele acha que eu me "promovo" me lançando como "vintage") - eu curti Legião, the Cure e Madonna, antes dela ser substituída pela filha mais nova. Eu vi ainda coisas legais alí...
O bairro era um local de contracultura, a geração do Moacyr Scliar e depois, lar de pensadores e punks.

Não tem mais luz no Bonfa!
Está escuro, assustador, andei por lá esses dias, nossa...
Será que todos os intelectuais "caíram na real" se venderam ao "mundo cão" e foram morar em Miami?

Ou será que o pessoal da Goethe cobrou tão caro que todo mundo veio pra Cidade Baixa, onde tem cerveja a 10 e 3 pila?
Sei lá... falta cuidado, muito!
Não tem comércio, a vida começa na Venâncio Aires... (aliás, depois das 21h, medo! escuridão total)

Se existisse alguma prefeitura em Porto Alegre deveria pensar nisso...
O bairro significou muito para se tornar lost downtown! Socorro!

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Um capítulo de Páginas da Vida: Regina Duarte fala com ex-marido e Marta diz que não transa há 5 anos.

Sutil? Foi um dos melhores que já vi até agora.

A escrita de Manoel Carlos está sempre nesse meio termo: banal ou gostosamente familiar.

Lembro-me de "Laços de Família" onde Vera Fisher contava que "eu escovo os dentes ao acordar, tomo café da manhã numa xícara branca, dou uma caminhada no Leblon e compro espinafre" e se repetiam as velhas "manoelices" tipo "é tão bom estar em família! me passa a margarina!"

Mas esse capítulo que eu vi, foi interessante: por um lado, o texto está mais profundo, no sentido entretenimento, o personagem Greg, por exemplo, levou sermão, mas teve até relevo.

Regina Duarte e Lilian Cabral usaram toda sua experiência e história para amenizar o que ainda há de "bobo" no texto- Regina com um pouco de adolescência demais, carinhas, olho arregalado, e o que foi chamado de síndrome do cocker spaniel, o movimento insuportável da cabeça.

Uma mulher dizendo que não transa poderia ser algo mexicano: com Lilian Cabral teve um sussuro, uma lágrima pra lá de verdadeira.
Não é a toa que o personagem dela - um dos poucos realmente ambíguos e multidimensionais- agrada ao que parece até o autor: ela é verdadeira sem ser exagerada, má sem ser bruxonilda, não precisa ser pasteurizada para atrair o público.

Até o galã Mayer parecia realista.
Agora?
Acho que as coisas vão melhorar.

Mas que medo do "fantasma de Nanda"! Ai!

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