Páginas

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Mega-mensalão FHC

O Conversa Afiada de PHA está se destacando como um dos blogs mais bem contextualizados e informados sobre política. franco, claro, dando sempre dois lados... Um alívio ao mar de "dinheirismo" que toma conta até da boa velha mídia...

***
PRIVATIZAÇÃO DE FHC PODE DAR 12 ANOS DE CADEIA


Paulo Henrique Amorim

http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/413001-413500/413345/413345_1.html

"O jornal Folha de S. Paulo, de sábado, pagina B4, “escondeu” uma reportagem de Janaina Leite...
....

Quem lê a reportagem assim, rapidinho, pode achar que isso se tenha passado no Governo Rodrigues Alves. Não, foi no Governo FHC...

A irregularidade foi na concessão de financiamento sem a análise adequada das garantias concedidas. Posteriormente à concessão do empréstimo foram realizadas outras operações, e renegociação e transferência de ações – tudo isso com prejuízo para o patrimônio público, no caso, o BNDES.

A operação original foi com a Light Gás – foi ela quem deu as garantias ao BNDES para privatizar a Eletropaulo. Depois, a americana AES adquiriu a Eletropaulo da Light Gás.
Quem lê a reportagem assim, rapidinho, pode achar que isso se tenha passado no Governo Rodrigues Alves. Não, foi no Governo FHC.

. Os réus são: Luiz Carlos Mendonça de Barros, Jose Pio Borges, Andréa Calabi, Francisco Gros, e Eleazar de Carvalho Filho.

Paulo Henrique Amorim – E o mesmo padrão de irregularidades, ou seja, conceder empréstimos sem as respectivas garantias se reproduziu mais tarde, depois da compra original, pela Light?

Exatamente. Foi mantido o mesmo padrão de irregularidade. Nas renegociações, o BNDES poderia ter exigido novas garantias. E não exigiu: continuou com aquele padrão inicial. Por isso, várias diretorias do BNDES foram denunciadas, porque tiveram novas oportunidades para exigir novas garantias na renegociação das dividas e não fizeram isso.

Paulo Henrique Amorim – Foi possível calcular os prejuízos que o BNDES teve?

Na época que foi feito o relatório o prejuízo chegava a R$ 3 bilhões. Além disso, por um longo período houve inadimplência. E porque esse dinheiro não entrava, o BNDES ficava sem esse dinheiro para financiar outros projetos. "

Nenhum comentário: