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segunda-feira, setembro 26, 2016

O antigo poema

Juiz supremo, cuja lei é a faca
Lembra o poema sobre a folha recém caída
"Nada além de areia, metade afundado, face despedaçada"
Oh, grande inquisidor, profético e aguerrido
A lei em tuas mãos faz tremer o inimigo
"E lábio e sorriso de frio comando esculpida
Nada mais resta: em redor a decadência"
O medo é teu conselheiro, a vingança tua ironia
Mas vento anuncia geada, à noite segue o dia
"Daquele destroço colossal, sem limite e vazio"
Um dia um viajante de terra muito distante
Há de recitar a história, a queda do rei arrogante.

Afonso Lima


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