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domingo, julho 23, 2006

Israel fere direitos humanos, diz enviado da ONU

Os bombardeios israelenses ao Líbano são "uma violação das leis humanitárias", disse neste domingo o coordenador de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland.

"É um uso excessivo de força em uma área com muitos civis", disse.

O enviado da ONU, que chegou no sábado à região do conflito, visitou o sul da capital libanesa, Beirute, área que Israel vem bombardeando pesadamente sob alegação de que ali funcionam instalações do Hezbollah.

Ele descreveu as operações israelenses como "terríveis". Os libaneses mortos desde que a crise começou já chegam a 368.

Egeland disse que quarteirões inteiros de Beirute foram destruídos pelos bombardeios.
O coordenador da ONU vem pedindo a Israel que abra um corredor de ajuda humanitária para que sua equipe possa ajudar as vítimas, a maioria civis, dos bombardeios.

Israel disse que pode relaxar seu bloqueio naval, e permitir que navios com suprimentos aportem em Beirute.

Mas a medida, segundo Egeland, é ineficaz. Com rodovias e pontes danificadas no Líbano, a ONU não pode sequer distribuir a ajuda que já chegou ao país.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/07/060723_libano_ddhh.shtml
A Guerra-Fria está de volta... de novo! Agora a NASA só serve como propaganda...


"Nasa decide não entender nem proteger a TerraEnviada por Assunção Barbosa22/07/2006 - 19:37A Nasa alterou sua "missão" e nela não consta mais que a agência espacial precisa "entender e proteger nosso planeta casa".

A frase foi capada da declaração oficial da estatal espacial americana. O corte aconteceu em fevereiro, conforme denúncia do jornal The New York Times na sua edição de sábado.A missão da agência agora ficou assim: "ser a pioneira na exploração do espaço, na descoberta científica e na pesquisa aeroespacial".


O porta-voz David E. Steitz declarou que a mudança foi feita para enquadrar os objetivos da Nasa com a meta do presidente George W. Bush de prosseguir com os vôos espaciais que pretendem levar o homem à Lua e Marte.A mudança pegou de surpresa cientistas da Nasa que disseram ao jornal que a frase "entender e proteger nosso planeta casa" não era mera retórica.

Com essa mudança, reclamam, haverá menos incentivos para prosseguir com projetos para entender problemas que afetam a Terra como, por exemplo, o da mudança climática causada pelo efeito estufa. "

http://minhanoticia.ig.com.br/materias/380001-380500/380319/380319_1.html

Quem precisa de atmosfera, afinal?
Adivinha que o candidato do PFL está fazendo propaganda da privatizaçãodo sistema prisional!

Por que o Estado não pode custear prisões humanitárias? Os ricos não pagam impostos, com isenções e desvios, e o imposto dos pobres vai para a dívida externa, afinal...

Parte-se do velho argumento que o que é público é ruim... sim, se for feito por uma ditadura tecnicista, ou por mauricinhos economicistas sabe-tudo, mas pode ser bom se a democracia nos der meios de ingerência, e cobrar dos especialistas, claro...

O chato disso é que o óbvio tem de ser dito! O privado, sabemos pela Enron, significa isso, corrupção na veia, tentar impor um lucro extra a custa do serviço, pois quando David e Golias brigam, a lei ama Golias, claro...

Se tudo corresse mal e o Estado -o que significa apenas, que a maioria do povo, aqueles que são afetados- pudesse intervir, mas o caso das telefonias e das rodovias mostra: depois de dada a concessão, um conjunto de interesses impede grandes reflexões...

Vê-se essa velha lógica no argumento de Edmundo OliveiraProfessor da Universidade Federal do Pará-Amazônia e da Universidade de Miami (EUA):

"o custo de uma prisão sob a responsabilidade de uma instituição privada é menor do que os gastos em estabelecimentos prisionais administrados pelo serviço público: nas prisões públicas, o preso custa em média US$ 48 ao dia; nas privadas, US$ 25 ao dia."

-se isso for em detrimento da qualidade de vida do preso, de que adianta? já não tá ruim o bastante?

"A segunda – embora o lucro faça parte da resposta –, é que a iniciativa privada tem mais interesse em otimizar os serviços, reduzindo despesas desnecessárias para não terem prejuízo. "

- O próprio autor apresenta sua antítese.

Outras opiniões:

Sérgio Mazina Martins
Vice-presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim):


"E, de fato, nos países em que a privatização vem sendo praticada, assistiu-se o nascimento de uma verdadeira indústria da prisão, fomentando, inclusive, veículos midiáticos e representações políticas que propagam, abertamente, a expansão da fórmula prisional. Como sabemos, é nesses países que nasceu e se agigantou o movimento da law and order, propondo a aplicação da intervenção prisional em cenas e espaços os mais corriqueiros da vida social."

http://www2.oabsp.org.br/asp/jornal/materias.asp?edicao=101&pagina=2664&tds=7&sub=0&sub2=0&pgNovo=67

‘‘O objetivo único do lucro é tão claro, que as empresas administradoras de presídios privados estão dando aos detentos comida de baixa qualidade e reduzindo os sistemas de atendimento de saúde. Nesse modelo, prevalece a lei de Wall Street, onde as companhias privadas têm suas ações negociadas’’, ressalta o sociólogo Benoni Belli, que trabalha junto à Organização das Nações Unidas (ONU).
http://www2.correioweb.com.br/cw/2001-05-13/mat_38088.htm

quinta-feira, julho 13, 2006

Rio perde parte de seu arquivo histórico - Folha de São Paulo - 22/06/2006O

Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro sofreu, durante o feriado de Corpus Christi, o maior ataque a acervos documentais do país. Depois de passar por sete portas trancadas a cadeado, sem arrombá-las, ladrões furtaram cerca de 2.000 fotografias, cartões-postais, gravuras, coleções inteiras de revistas, livros raros e mapas. A instituição foi criada em 1567 e detém todos os documentos oficiais sobre o Rio.

O crime foi descoberto na segunda-feira, quando um visitante solicitou uma foto de Augusto Malta (1864-1957) e ela não foi encontrada. Só de Malta, fotógrafo oficial da prefeitura entre 1903 e 1936, foram levados 19 álbuns e várias fotos avulsas. Os álbuns contêm entre 50 e cem fotos cada um. As avulsas foram retiradas das jaquetas (capas protetoras), pois os ladrões não quiseram levar as pastas inteiras.

Das 15 mil fotos de Malta que pertencem ao Arquivo, apenas 2.200 foram digitalizadas. Impedidos pelos peritos da Polícia Federal de entrar nos depósitos, funcionários temiam ontem que negativos em vidro também tivessem sido furtados, o que inviabilizaria a produção de novas cópias.Ainda foram levados cerca de 2.000 cartões-postais com imagens de várias épocas do Rio.

Eles ficavam no segundo andar, no depósito de iconografia, o mais dilapidado.Do setor ainda levaram fotos de Marc Ferrez (1843-1923); uma coleção de 87 gravuras de Debret (1768-1848); todas as 38 imagens feitas com estereoscópios -instrumentos semelhantes a binóculos; e mapas que registram as mudanças na fisionomia do Rio.

No terceiro andar, onde fica a biblioteca, os ladrões furtaram coleções da "Revista Ilustrada", editada entre 1876 e 1898, e da "Revista da Semana" (1900-1962). Entre outros livros, levaram um raro "Almanaque Laemmert", do século 19.Para a polícia, os criminosos sabiam o que queriam e fizeram o serviço com calma. Eles deverão revender as peças furtadas a colecionadores. Escolheram o feriado, quando o Arquivo ficou fechado por quatro dias. Como as chaves ficam na sala da diretoria, devem ter conseguido cópias.

http://www.cbl.org.br/news.php?recid=3880

sábado, julho 08, 2006

Vale a pena lembrar que o executivo aprovou aumento para os funcionários públicos e que o Senado estendeu aos aposentados, sabendo da impossibilidade, para transformar o ganho eleitoral em perda... e o povo...


PREVIDÊNCIA OS APOSENTADOS COMO MUNIÇÃO
Mino Carta
http://www.cartacapital.com.br/

O Senado aprova um aumento de 16% para os inativos. O ônus do veto caberá ao presidente Lula. O ano, sabe-se, é de eleições O Senado Federal aprovou, na terça-feira 4, um aumento de 16,67% para os aposentados e pensionistas que recebem acima de um salário mínimo.

O presidente Lula já comunicou que vetará o reajuste. Tal reposição, se sancionada, significaria 7 bilhões de reais adicionais no rombo da Previdência, que ultrapassaria 50 bilhões de reais neste ano. É a irresponsabilidade de sempre, acentuada pelo clima que já se respira em Brasília: os senadores da oposição vão explorar a valer o veto presidencial nas campanhas eleitorais.

O Executivo vai tentar obter o apoio da Câmara para aprovar a Medida Provisória 291, que fixa em 5% o reajuste dos inativos. É de bom-tom ressaltar ainda que, pela atual legislação, a reposição seria menor, de 3,14%, referente ao acumulado do INPC desde o último aumento. Estes são os fatos. Não deixa de ser curioso notar que os mesmos jornais que deram manchete para o provável veto de Lula abrigam editorialistas e articulistas que continuarão a martelar que é preciso dar um basta nos gastos do governo.

Que a Previdência é um poço sem fundo, uma conta que não fecha. Se não fecha, se é mesmo um suicídio fiscal, as primeiras páginas deveriam refletir os motivos do Executivo para o veto. Quanto aos políticos, poderiam apresentar propostas claras sobre o que fazer com o atual sistema previdenciário, como solucionar seu desequilíbrio. Como buscar um Estado, ainda que mínimo, de bem-estar social.
Trechos de um Dossiê Russia, de Mikhail Gorbachev...


Outubro como um marco na história contemporânea

Mas o que havia de vicioso no modelo bolchevique de socialismo? Em primeiro lugar, o fato de ele ser precisamente um modelo-esquema, com princípios e normas ideológicas rígidas que deviam ser impostas de cima para baixo. Em segundo, que o princípio capital e sintetizante desse esquema era a ditadura do proletariado.

Antes da revolução, Lênin escreveu que o proletariado não conseguiria conquistar o poder de outra forma que não fosse a democracia, e não conseguiria construir uma nova sociedade se não o fizesse democraticamente. Na prática, porém, desde o início, a ditadura do proletariado foi um rompimento completo com a democracia.

O que ocorreu não foi uma ditadura do proletariado, de uma camada massiva da sociedade, mas uma ditadura da cúpula dirigente e suas nomenklaturas hierárquicas. (...)


Tal esperança e tal crença eram fortalecidas por determinadas realidades. Seria futilidade pintar todos os guias e chefes soviéticos de demônios, de malfeitores e patifes acabados, de infames inescrupulosos e cúpidos, nem um pouco preocupados com os interesses e as necessidades da gente comum. Sim, houve pessoas desse tipo entre eles, e não poucas.

Mas, o que é mais provável, a maioria foi ao poder para servir honesta e até abnegadamente às massas trabalhadoras. O fato de que o sistema desvalorizava o seu afã e anulava os seus esforços é outra questão. Mas, é preciso que seja dito, se não na lógica objetiva do próprio sistema, então na sua concepção estavam inseridos os interesses do povo trabalhador, dos operários e dos camponeses.

Daí, a liquidação do analfabetismo, a acessibilidade do cinema e do teatro, as grandes tiragens dos livros, a construção de escolas em todas as regiões do país, o direito real à instrução e ao aprendizado de um ofício, o esporte de massa, a organização do descanso, a assistência médica e a previdência social – boas ou más, mas garantidas –, a moradia e os serviços comunitários por preços simbólicos.

Foi eliminado o desemprego, cuidou-se dos menores abandonados, e estabeleceu-se uma ordem social, que deu conta satisfatoriamente da criminalidade. Isso gerou confiança no dia de amanhã etc. – enfim, tudo o que agora constitui a fonte dos ânimos nostálgicos de milhões de cidadãos russos.

Tais direitos sociais, de que gozavam os cidadãos soviéticos e, hoje, por causa das reformas de choque dos anos 1992-1996 foram praticamente extintos ou arrochados até o mínimo, constituem parte inalienável dos direitos do homem. E eles devem ser e serão restabelecidos, se a Rússia pretende ser um Estado democrático moderno.
(...)

Eis a demonstração por absurdo: hoje, quando o exemplo social da Rússia se exauriu, em muitos países ocidentais entra em moda a política de arrrocho dos direitos sociais das pessoas, a tendência a resolver as questões da concorrência internacional no quadro da economia globalizada por meio de cortes na esfera social. No fim de contas, tal procedimento também pode se revelar perigoso. Mas, por ora, isso tem sido feito e com muita energia. Tal é, fundamentalmente, o lugar histórico da Revolução de Outubro e da União Soviética no contexto mundial. (...)

Em conseqüência, criou-se o problema global Norte-Sul, que paira como uma ameaça terrível sobre toda a comunidade mundial. A eficácia do mercado gerou uma crise ecológica global, que também representa ameaça à vida na Terra (...)

Estou convencido de que a nova civilização inevitavelmente assimilará alguns traços peculiares ao ideal socialista, pois esse ideal existe há séculos e reflete as recônditas aspirações e os sonhos do homem. (...)

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141998000100002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt
Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo
Ontem acabou a novela Belíssima. Inovadora sem ser desconexa (como América), baseada em idéia (e não sucessão de episódios cômicos, como Senhora do Destino).

Em 2002, Sílvio de Abreu teve uma novela encerrada por baixa audiência. Naquela época a Globo se propôs a fazer um workshop sobre “como aumentar a audiência sem apelar para a baixaria”. Silvio de Abreu disse que o público que é audiência, a classe D,não entendia nem o que era Oscar, Hollywood ou transexual.

Nesta novela ele soube fazer uma novela para cada público do Brasil: um humor mais simples para a classe D e um suspense intelectual para as classes A, B e C.

Apesar do personagem inacreditável de Tony ramos (dizem que a novela foi feita para ele contracenar com a Glória Pires), que foi sempre um personagem de sotaque insuportável e que só repetia o que já se havia dito, o elenco estava ótimo, principalmente porque não sabia, ao representar, se o personagem era bom ou mau. (Ficou apenas meio chato esse final com os dois, já que a personagem de Glória pires parecia estar se encaminhando para voltar a André).

Agora se verá o desfile das hiper-realidades, das fofoquinhas do leblon, da baixaria eu-te-amo-mas-te-espanco do Manuel carlos; ele preende o público por pura e simples apelação: no primeiro capítulo o paibate na filha, no segundo a filha bate no pai...
Não gosto das novelas de Manuel Carlos, nem mesmo dos seus títulos, “Páginas da Vida”, sempre banais.

Já as propagandas começam com: “eu não sou feliz tenho direito de ser”, “em nome dessa paixão”, etc. O que sempre me incomoda um pouco é a impressão de que o Leblon é o Brasil, todos são classe média que vão à praia de óculos Channel; o naturalismo da novela, faz parecer ainda que as coisas mais ambíguas são normais; se no folhetim de Silvio de Abreu os personagens são bons-e-maus, aparecem a ambição, o cinismo e a relatividade dos valores, mas o motor da trama é o vilão, em Manoel Carlos sempre ambos estão certos. Helena é traída pelo marido? A amante está correta, o marido está correto e Helena também.

Essa novela oferece algo novo, um passeio pela África, e um incentivo às artes, através de personagens que defendem a cultura. Espero que isso enriqueça o debate, e não seja mais uma forma de mostrar glamour e “filantropia”.
Ah, espero que um dia a maioria dos brasileiros saiba onde é Hollywood.

domingo, julho 02, 2006

Para variar, Carta Capital, matando a pau!


QUEM VIGIA OS VIGIAS?
Por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa

"Na sexta-feira 23 de junho, o jornal The New York Times publicou uma matéria sobre a violação do sigilo bancário por parte do governo dos EUA. Com o alegado objetivo de rastrear o financiamento do terrorismo, um programa do Departamento do Tesouro monitorava, desde 2001, transferências de dinheiro por todo o mundo.

A Casa Branca confirmou a informação, obtida junto a cerca de 20 fontes relacionadas ao governo, na maioria preocupadas com os aspectos legais e de privacidade dessa política. Já em dezembro, o mesmo jornal revelara que a Agência de Segurança Nacional (NSA) colocava sob escuta telefônica milhares de cidadãos dos EUA, também em nome da “guerra ao terror”.

Mistério.Por que interessa tanto bisbilhotar o Swift, se os terroristas usam outros meios?No caso em pauta, Washington recorreu a um mecanismo obscuro conhecido como “intimação administrativa”, livre de controle externo, para acompanhar os 12,7 milhões de mensagens da rede internacional Swift (iniciais da Sociedade para Telecomunicação Financeira Bancária Mundial, em inglês), que abrange 7.800 bancos em 200 países e movimenta 6 trilhões de dólares por dia.

Outros jornais – incluindo The Washington Post, The Wall Street Journal e Los Angeles Times – publicaram matérias semelhantes no mesmo dia. O editor deste último justificou a reportagem como de interesse público, relevante para que os leitores possam avaliar a condução da “guerra ao terror”. Mas todos se decidiram depois de saber que o diário nova-iorquino iria em frente. Talvez a notícia tenha sido vazada pelo próprio governo, para privá-lo do “furo”.
(...)
A ONG Privacy International, de Londres, reuniu queixas formais provenientes de 32 países – incluindo todos os membros da União Européia, Canadá, Hong Kong e Austrália – contra o Swift, por violar as leis européias e asiáticas de proteção do sigilo bancário, pois não houve aprovação por parte de autoridades desses países, que têm leis que proíbem suas empresas de transferir dados pessoais confidenciais a países sem uma proteção adequada à privacidade – o que hoje é o caso dos EUA.
(...)
Quando do atentado em Nova York, a própria Casa Branca anunciou de imediato que rastrearia as finanças do terrorismo. O Swift, bem conhecido do mundo financeiro, com site e revista, é um alvo óbvio. Só um amador o usaria: qualquer terrorista sério logo adotaria procedimentos mais seguros, como a chamada hawala (“transferência”, no jargão bancário árabe):

entrega-se uma quantia a um intermediário (hawaladar), que liga a um hawaladar em outro país para entregar, mediante um pequeno spread, o valor equivalente à pessoa que lhe apresentar certa senha, de maneira a contornar o sistema bancário formal e driblar qualquer controle estatal.
(...)
monitoramento do Swift parece um caso de “medida de emergência” transformada em rotina permanente, com objetivos muito mais amplos que os declarados, a saber a ampliação do poder de vigilância do governo estadunidense sobre nações, negócios e cidadãos de todo o mundo, sem controle internacional – ou nem sequer o do Congresso e do Judiciário do próprio país.

É parte da generalização do Estado de Exceção denunciado pelo jurista Giorgio Agamben no livro homônimo: desativação de determinações jurídicas, exclusão dos atos do governo do campo do direito e instauração de uma guerra civil legal. ""

http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirMateria&id_materia=4932

sábado, julho 01, 2006

Mudos.

Os Brasileiros estão mudos.
No primeiro e no segundo jogos a torcida estava muda de medo, sem saber o que estava acontecendo.

Depois, ganhamos, mas levamos uma meia hora até tocar businas, cantar e dizer “Brasil!”. Foi um gostinho de susto. Já nem me lembro quantos jogos a torcida ficou quieta... Não houve samba, nem batuque, houve alguma comemoração autumática, papai-mamãe.

Agora estamos mudos mesmo. Como compreender isso? Estavam escalando por “glórias do passado”, “recordes”, “carisma”? Deixar 15 minutos para as mudanças!

Nossos jogadores não pareciam animados. Treinaram pouco?
Estavam engessados numa tática artificial?

Não eram um time?
Jogo é assim: quem tem competência que se estabeleça.
(Ou quase)

Os franceses mereceram. São os melhores que os melhores do mundo, não?