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domingo, outubro 28, 2012

Vivo

Não mexe com esse índio.
Esse índio é meu -
(espelho).
Sou eu.
Esse índio não morreu.
Quem come tudo não comeu.
(Recebo o dia em canção).
E eu sou dele.
Um silêncio sem barulho.
Enquanto houver arara onça xamã lá fora também aqui
Eu preciso de noite e de línguas ocultas.
Não quero esquecer mais do que já esqueci.
Eu falava com a lua, eu ouvia o raio. Era vento.
Quero que ele fale e não seja nossa tela em branco.
E esse sucesso todo do nosso modo de ser
eu só quero para saber menos.
Que já tem pó demais.
Você tem toda a razão mas faz pouco tempo.
Falta outro caminho, é preciso.
Prever a caça ouvindo a terra. Ouvir contar o rei dos peixes. Ouvir o rádio, mas sob outra luz.
A mariposa azul que cruza as dimensões, não somos sozinhos.


E se chora no cubo, por ser um único.
Por querer ser único num mundo de liso.
Perder as emoções e comprar emoções.
Tirar do outro seu poder e fruto.
Quem vai criar o mundo sem Lorde Barba Branca?
Quem vai ter Escrituras no chão vermelho?
Quem vai pintar meu corpo quando eu me for?
Tudo era tão importante e não tinha importância nenhuma.
Eu preciso de raiz. Desquadrada.
Ser mais leve que o ar condicionado.
Chegar a um céu sem Matemática.
Habitar o meu corpo, a Mãe-Pai Terra e renascer na folha que se eleva.
Onde as coisas se comuniquem e nem são coisas.
Onde bicho é gente.
Onde eu sou gente, e diferente.

Não mexe com meu índio porque tenho que aprender.
Agora, aqui, vivo em quatro cantos.
Não mexe com eu índio. Nem tiro, nem biopirataria.
A civilização em colapso quer acumular
Eu preciso que me digam que o progresso é criar
Se a economia é ficção, me mostrem chão
Rio, floresta, cerrado que recebem o dia
É a porta ainda aberta.


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quarta-feira, outubro 24, 2012



Por que você faz o que faz?

Faço o que faço porque acontece. Eu busco e busco e o alimento gera filhos em mim. Faço o que faço porque recebi, e meu sangue ferve e quero mais e manhã.
Eu não quero nada. Eu não faço nada. Eu escuto.
Eu não.
Eu pertenço aos fantasmas. Faço o que faço porque como, durmo e tenho um corpo, que pergunta.
Eu ouço o som da fúria dos esquecidos, eu ouço a madeira quebrando, eu ouço metralhadora e cantos búlgaros na raiz das montanhas.
Sou da escuridão. Porque existe um tumulto, a nuvem de gás venenoso, uma criança em vermelho, um número.
Permaneço.
Minha alquimia negra. E um por cento de alemão não deprime o suficiente. Faço porque quero o como do sol, a cidade, o livro sem fim, que conecta com a vida e o significado.
Eu estive em Auschwitz, eu escrevi a Ilíada, eu construí o labirinto, eu sou o índio fazendo a água.
Estudo o metal, a luz e metafísica. E ponho a toalha branca. Eu duvido, eu pego na espada, eu faço o que faço porque não aceito.
Faço o que faço porque não sei. 


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terça-feira, outubro 23, 2012

Caccianimico

É o comum das coisas humanas ter dois lados - nada é como o disco de Odin, que, tendo caído virado nunca mais poderá ser visto, pois é apenas máscara.
Há mais de cem anos viveu Guilherme IX, duque de Aquitânia, a quem a Igreja persegue e odeia por seu amor às mulheres e por seu adultério: prometeu colocar a imagem da mulher de um visconde no seu escudo de cruzado. Esse homem fez as mais belas e vulgares canções sobre o amor, chamando as mulheres ora de "cavalos bons e nobres", ora de "anjos da alegria". "Tantas vezes as fodi como ouvireis: cento e oitenta e oito vezes! Meu couro está rompido."
Eu, notável em Bolonha, fui condenado pala história e pelos poetas por ter entregue minha irmã à luxúria do Marquês de Ferrara. Ele mesmo sangrou sob a espada de seu filho, roubo do ouro roubado. É verdade que cometi esse ato infame; é verdade ainda, que amava minha doce irmã.
Andreas Capellanus, escreveu um Livro final para sua Arte do amor cortês, condenado o prazer da carne, talvez por temer uma punição, sendo clérico.
Não foi por dinheiro que vendi a castidade da donzela; eu mesmo chorei caminhando sob o céu verde-dourado e não achei árvore para enforcar-me, como Judas. Não saberia ainda hoje a razão. Maldito o espelho dos espíritos da alma. Narciso é feito de sombra e substância; nosso inferno é ser eterna luta. 

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segunda-feira, outubro 15, 2012

Uma vitória para a comunidade paulistana! É a primeira vez que o poder público se manifesta reconhecendo o cinema um patrimônio da cidade. 

Infelizmente o tombamento não garante o uso como cinema e a comunidade pretende debater a compra do espaço, os apoios possíveis do poder público e buscar o compromisso dos candidatos a prefeito com a continuidade da programação de arte em Audiência Pública que ocorrerá dia 22 de outubro na Assembleia do Estado (sala Dom Pedro, à partir das 19h).

Foram convidados para  o promotor Washington Luis de Assis, responsável pelo caso no MP, os vereadores da CPI na Câmara, o Dep. Carlos Giannazi, criador do PL em favor da compra do espaço, cineastas e os candidatos a prefeito. 



Contra o fechamento do Cine Belas Artes!
A new note from the cause

Contra o fechamento do Cine Belas Artes!

BELAS ARTES É FINALMENTE TOMBADO!

Posted by Thiago Adorno Albejante (cause founder)

Parece sonho, mas é VERDADE! O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo (CONDEPHAAT) acaba de APROVAR o TOMBAMENTO do Cine Belas Artes!!!

Em votação realizada hoje (15/10), com placar de 16 votos favoráveis ao tombamento e 2 abstenções, os conselheiros reconheceram o valor do imóvel para a sociedade de SP e a importância de considerá-lo como parte integrante do patrimônio histórico paulista. De acordo com a decisão do CONDEPHAAT, o proprietário tem o dever de preservar a fachada do prédio, incluindo a visibilidade das vidraças, respeitando-se recuo de 4 metros.

Obrigado a todos os que ajudaram a promover o último abaixo-assinado, feito às pressas para a votação! Reunimos quase 1000 assinaturas em apenas 4 dias!
Obrigado, também, por terem participado até hoje dessa causa Contra o Fechamento do Cine Belas Artes! Sem cada um de vocês, essa vitória não teria sido alcançada!

Nós continuaremos lutando pela reabertura do cinema, certos de que a sociedade não pode se conformar com o fechamento desse patrimônio cultural!


Mais detalhes:

A deliberação segue estudo da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH), órgão técnico vinculado ao CONDEPHAAT, bem como o parecer do relator do processo. Ambos previam a possibilidade de se tombar o cinema, e podem ser acessados aqui:www.goo.gl/KN73L

O processo de tombamento do Cine Belas Artes havia sido anteriormente arquivado pelo órgão, com base na impossibilidade de se tombar o uso. O relator, então, recorreu da decisão de arquivamento, pedindo que houvesse reconsideração por parte dos demais conselheiros. A decisão de hoje dá provimento ao recurso do relator, determina o desarquivamento do processo e tomba a fachada do prédio, bem como promove o registro do Cine Belas Artes como bem cultural de natureza imaterial.

Continua assegurado ao dono o direito de fazer uso do interior do imóvel como bem entender. Em outras palavras, não necessariamente o lugar volta a ser cinema. No entanto, o instituto do tombamento traz consigo uma série de restrições, que podem favorecer a instalação de um cinema no local. Hipoteticamente, caso o imóvel venha a ser vendido, a União, o Estado e o Município, nessa ordem, terão direito de preferência para aquisição – e, nesse caso, qualquer desses entes poderia tomar a iniciativa de comprar o Belas Artes para montar um cinema público de programação de filmes de arte, por exemplo.

A decisão deve ser publicada amanhã (16/10) no Diário Oficial.

quarta-feira, outubro 10, 2012

Incorporal


[Nota do Editor - Poucos contos desse escritor - Trebreh Egroeg - sobreviveram. Este, que teve nobre descendência, tendo sido citado pelo proeminente John Burke, despertou minha curiosidade, mas levei anos para encontrá-lo. Como é comum, nos escritores desse período, certa ingenuidade e exagero que desafiam nossa identificação. O mais notável era que, de fato, Trebreh fora famoso matemático e cientista amador. Achei-o na Biblioteca Nacional, finalmente, em antiga coletânea de ficção científica. Ele prova de modo categórico que, ao contrário do que se diz, não suspendemos a descrença como leitores: sabemos todo o tempo que é algo novo e o queremos.]

Se até agora evitei contar minha história, é porque a calúnia e a ignorância sempre afetaram meu espírito doente.
Morávamos na planície, na vila ao lado do canal e próximo aos penhascos avermelhados de indescritível beleza do lado Norte da ilha. Eu dedicara meus dias à construção de lentes e ao estudo do papel da teoria na ciência. Buscava materiais inusitados, unia teorias, ouvia palestras de diversas áreas. Um amigo enviou-me fatias grossas de um tipo estranho de cristal, que afirmava ter propriedades inusitadas. Logo em seguida, ele faleceu e não pude averiguar detalhadamente sua origem e composição. Mergulhava no estudo da luz e, ao mesmo tempo devaneava sobre a matemática como estrutura das coisas, como faziam os antigos, que viam a relação entre proporções da alma e do cosmos.

Acabei criando um instrumento magistral, capaz de visualizar com perfeição as mais longínquas paisagens. A teoria comum diz que o céu sobre nós é infinito e que os astros que vemos brilhar são, na verdade, fogos imensos à distância inimaginável. O senso comum, entretanto, desaconselhava a especulação sobre a natureza: "Um dia perdido não volta", diz o provérbio. Certa vez, porém, apontando meu invento para ele, algo estranho ocorreu.

Eu vi como uma luz fraca que fosse refratada e não um espaço vazio. Nada conforme às precisas leis da óptica. Passei algumas noites sem dormir, em estado de pânico.
Algo na composição do material estaria gerando isso? Eu sabia tratar-se de algo assim, mas não tinha conhecimentos nem coragem de buscar ajuda. Lembrava-me de um professor na Universidade que dizia: "Se algo novo é descoberto e não se enquadra nas leis científicas existentes, modificamos as leis da ciência para acomodar o novo fenômeno".

Lembrei que os antigos falavam do lekton, a linguagem, o sentido, como um dos incorporais que estruturavam o universo. O lugar, o tempo e o vazio precisam da lógica como elemento fundante.
Escondia-me no mais escuro da madrugada para observar o fenômeno. Algo ainda mais assustador aconteceu: pareceu-me ver, desfocado, algo como - maldito seja eu – o que seria aquilo? Era como se o material mostrasse um pouco meu próprio rosto. Fui tomado de intensa agitação e fiquei dias entre a melancolia e a insônia. Minha esposa se preocupou. Por fim, sonhei com o terrível olhar - cansado, solitário, como os ansiosos olhos de um comerciante. Voltei ao céu. Esperei algumas noites. Finalmente, o fenômeno se repetiu.

Convencido estar passando por uma espécie de delírio, fruto do intenso trabalho científico, retirei-me para nossa casa no campo e deixei as aulas na Universidade. Minha filha foi morar comigo para dar-me o mínimo de conforto. Mesmo assim, sonhava com um homem triste, infernizado por uma mulher extravagante, com um enteado feroz e uma enteada rabugenta. Eu via uma loja com crânios de tigre, aquários vazios, peças de xadrez, armaduras e punhais.

Um antigo filósofo afirmou que "os átomos são fisicamente indivisíveis, e não há motivo para um átomo não ser tão grande como um universo". É preciso dizer que, dentre as filosofias conhecidas, existem as mais bizarras – uma teoria nunca é verdadeira ou falsa, e mesmo duas teorias opostas podem conviver. (Uma piada do meio diz que um físico natural nada mais é que um artista do método). Haviam aquelas teorias que falam do universo com uma estrutura semelhante a uma árvore de histórias paralelas e alternativas mutuamente excludentes e até mesmo como um conjunto complexo de "bolhas" com contato limitado. Já se propôs que múltiplos universos estariam em expansão alternada: haveria uma energia estática do cosmos que converteria constantemente energia em matéria (teoria dos buracos no queijo). Recentemente se têm falado sobre a interferência do observador como intrínseca e de como a "realidade", em determinado nível, seria apenas a soma de diferentes possibilidades excludentes calculáveis. Algumas propriedades poderiam mesmo ter origem em dimensões físicas invisíveis, que “vazariam” por uma “membrana” que ligaria universos.

Acabei contando meu segredo à minha filha. Ela ficou muito perturbada e chamou um médico.
Que deveria eu fazer? Destruí minhas anotações e meus inventos. Dediquei-me à literatura. Deixo esse manuscrito, na esperança de que alguém... Não, não tenho esperança.

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segunda-feira, outubro 08, 2012


Os competidores

Eu não estou no negócio de ser melhor que os outros.
Eu estou no negócio de parar, silenciar e esparramar-me pertencendo.
Aceitar. Perder. Duvidar.
Brotar. Esperar, ouvir.
Vencer - reconstruir.
Eu não fiz o que fiz por poder.
É que a vida é dobrada, cheia de vazios, ela cria

-Um poder ser semente e fruto e flor
num jardim de diferenças, no tempo da reverberação -

Eu não estou no negócio de saber para que outros não.
No negócio de crescer reto para roubar a luz.
De progredir para ser
- Raiz molhada, dentro, dentro, e folhas tortas e manchadas sem fim,
e terra cheia de fantasmas animados, que sabem voar -
Eu não estou à busca do livro certo, do dito certo, do brilho que a regra traz
- somente quando esqueço - e lembro no real do possível
no ser que basta e sabe e cura
o que corre e cresce sem palpável -
Eu faço as coisas com destruição, erro e medo, e sei o que é sombra e não.
Eu quero tudo, e quero mais o todo.

Afonso Lima

segunda-feira, outubro 01, 2012

O capeta 


Aqui meu irmão governo é contra o cidadão o plano urbano é pagar a campanha da grande construção então vão fazer um trilho pingado de merda e tudo vai ser valorizado e a gente pode ser mandado pro diabo revitalizar o capeta nossa casa no Jardim já foi pro beleléu senhor governador quer estrada nova faxina de gente meu avô veio do ceará judiado de roça passou fome por lá agora nós quer moto e carro senhor doutor são alto e saúde paga que a grátis não dá nem injeção senhor doutor vem criticar nossa ambição desmedida a gente quer ostentar o que nos ensinam toda a vida o poder da marca o poder que mata a escola tá falida senhor doutor ser alguém um grito entalado desde cabral e se meu desejo é mau e eu peco o plural é bom pensar quem alimenta o animal aqui mano governo é  plano de bota-fora bota-abaixo eu desisti de lutar agora é olho por olho e morrer ou matar.  

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O capeta de Afonso Jr. Ferreira de Lima é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
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segunda-feira, setembro 17, 2012


Depoimento na CPI do Belas Artes do promotor que conseguiu a liminar favorável à preservação do cinema






Dia 19/09/2012 – quarta-feira
Horário: das 12h às 14h
Local: Sala C - Luiz Tenório de Lima, 1º Subsolo da Câmara Municipal de São Paulo
Endereço: Viaduto Jacareí, 100 – Bairro Bela Vista Telefone: 3396-4000

CONVITE

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cine Belas Artes, vereador Eliseu Gabriel, convida todos os interessados na reabertura do cinema para a reunião ordinária que será realizada no próximo no dia 19 de setembro, quarta-feira, na Sala C - Luiz Tenório de Lima, 1º Subsolo, das 12h00 às 14h00.

Desta vez, a CPI ouvirá o importante depoimento do promotor Washington Luis Lincoln de Assis, do Ministério Público Estadual, autor da Ação Civil Pública que averigua os processos de tombamento do Belas Artes nos órgãos de defesa do patrimônio municipal (Conpresp) e estadual (Condephaat).   

      Compareça, prestigie! 

(Folha Press)

Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA)
Escrevam para vivabelasartes@yahoo.com.brpara solicitar Informações sobre a mobilização e participar das atividades do Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA). 

O MBA também precisa de doações para cobrir gastos de mobilização. Contribua com a causa acessando o link www.preservasp.org.br/pagseguro.htm



LISTA PRELIMINAR DE APOIOS AO MANIFESTO PELO CINE BELAS ARTES – 


http://www.facebook.com/notes/contra-o-fechamento-do-cine-belas-artes/manifesto-em-defesa-do-cine-belas-artes-patrim%C3%B4nio-cultural-art%C3%ADstico-e-afetivo-/320734764612877

terça-feira, setembro 11, 2012


Síntese do livro -

A batalha pelo Centro de São Paulo (Paulos, 2011)
por 
Felipe de Souza. 


A uma possível definição da concessão urbanística:
Concessão urbanística é um instrumento urbanístico aprovado pelo plano diretor de 2002 em São Paulo, que concede a promoção da desapropriação para o desenvolvimento urbano, prerrogativa essa do Estado, para concessionárias privadas. 



Durante a aplicação do instrumento, cabe ao poder publico licitar e coordenar o desenvolvimento de projeto de "caráter público", onde o caráter público pode ser questionado, vide os conflitos do Projeto Nova Luz; e, à concessionária privada, cabe a promoção da desapropriação e a execução do projeto, onde sua remuneração será advinda da exploração das áreas destinadas ao uso privado.

E, a uma possível crítica ao instrumento urbanístico, segundo as palavras de Harada:
"A concessão urbanística de que cuida a propositura legislativa sob exame é fruto de uma grande confusão conceitual. Confunde-se concessão de serviços públicos mediante licitação, hipótese em que pode ser conferida ao concessionário, por lei específica, a faculdade de desapropriar para expansão do serviço ou para melhorar o desempenho na execução do serviço concedido, com uma concessão para execução de obras urbanísticas conferindo ao “concessionário” o poder de desapropriar. 

Em outras palavras, a desapropriação não é para melhorar o desempenho na execução do serviço público concedido, mas para executar o plano de requalificação urbana apresentada pelo Executivo Municipal. 

Não há na legislação federal a faculdade de o Município conferir a particular o encargo de promover a reurbanização mediante desapropriação dos imóveis abrangidos pela operação urbana, às suas expensas, para ulterior revenda das novas unidades surgidas da requalificação urbana, a título de ressarcimento das despesas feitas e a realização de lucros."


Capítulo I

A entrada da concessão urbanística no Plano Diretor de São Paulo aconteceu por um esforço individual, num ideário de viabilizar agências de implementação de projetos, semelhantes a agências encontradas na França, de capital misto, com maior autonomia e sem a necessidade de contratar obras e serviços por meio de licitações, ou seja, atuando conforme o regime jurídico das empresas privadas para realizar ações capitaneadas pelo poder público.

A inserção de um instrumento urbanístico sem delimitar uma área de atuação e sem uma discussão ampliada, incluindo os potencialmente afetados por sua implantação, contrariou o “espírito geral” do plano diretor. Para a maioria dos demais instrumentos urbanísticos, houve delimitação de sua aplicação, especificando-se áreas da cidade em que seriam aplicados. 

Essa teria sido uma “artimanha” de seu proponente: aprovar o instrumento da concessão urbanística sem a delimitação de uma área específica graças à previsão do potencial conflito que ele pudesse causar. Portanto, a concessão urbanística na gestão Marta Suplicy (PT) foi resultado de um processo restrito, envolvendo um leque limitado de atores e pouca compreensão da comunidade técnica sobre a essência do instrumento urbanístico.

- A gestão PSDB-DEM chega, em seguida, com um ideário de “revitalização” para área socialmente problemática, no Centro de São Paulo, denominada “Cracolândia”. A Santa Ifigênia, locus do consumo da droga, apresenta um forte potencial econômico para o “desenvolvimento” graças sua localização em ponto nodal da cidade, com imóveis dilapidados e preços baixos, servida por infraestrutura e com boa acessibilidade. 

Desconsiderando a vida dos pobres presentes no bairro, a “revitalização” adotada seguiu o modelo conhecido por “arrasa quarteirão”, ou seja, desapropria, demole, constrói tudo novo. O fracasso em viabilizar a transformação por meio desse modelo, por inúmeras razões, entre elas o lento processo de desapropriação, levou o Prefeito de São Paulo a solicitar uma solução para representantes do capital imobiliário. 

O SECOVI apresentou um projeto elaborado pelo urbanista Jaime Lerner, um ideário parisiense de ocupação das quadras, e uma solução para o arrasa quarteirão: para concretizar o projeto Nova Luz, as desapropriações deveriam ser promovidas pelo privado, considerando “sua agilidade e sua capacidade de barganha maior” em relação ao poder público. Entre os instrumentos urbanísticos, a concessão urbanística “pareceu” ao SECOVI o mais indicado para “solucionar” o problema das desapropriações na Nova Luz. 

Assim, a concessão urbanística entrou na agenda pública governamental de maneira exógena ao processo técnico interno das Secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de São Paulo. Portanto, o projeto Nova Luz seria uma política pública disfarçada de solução para a Cracolândia, que consiste em uma maneira de criar um novo canteiro de obras para o capital imobiliário em busca de novos vetores de atuação.

Capítulo II
Após a publicação do projeto de Jaime Lerner, atores da sociedade civil começam a formar grupos de resistência por entender que as ações do Poder Público Municipal seriam restritivas a grupos ligados ao capital imobiliário. Em nenhum momento, comerciantes, proprietários e inquilinos do bairro da Santa Ifigênia são consultados, e esses passam a entender a concessão urbanística como uma ameaça ao ponto comercial e ao direito de propriedade. 

Durante as audiências públicas para sanção do projeto de lei sobre a concessão urbanística, a Associação dos Comerciantes da Santa Ifigênia ACSI organiza uma passeata e reivindica sua participação no processo de formulação da lei, propõe alterações e condena o processo democrático. O projeto de lei é aprovado, considerando um substitutivo que não foi alvo de nova audiência pública, uma semana depois da última audiência pública, em plenária fechada, durante a noite, na Câmara de Vereadores. 

As audiências públicas, portanto, foram insuficientes, realizadas de forma apressada, e conduzidas de modo a não abrir espaço “de fato” à revisão do projeto. Esses eventos, embora concebidos para garantir “voz” e debate a todos, não surtiram os efeitos desejos pela população afetada.

Por outro lado, o SECOVI, parte “interessadíssima” no projeto Nova Luz, não apareceu ou “representou-se” em nenhum momento nas audiências públicas, apesar de explicitamente, em entrevistas, “proclamar-se” como responsável pela entrada da concessão urbanística na agenda pública governamental e auxiliar a prefeitura nos estudos de viabilidade econômica do projeto. 

Será que o SECOVI possui outras formas de participação mais eficientes? Será que ele possui quem advogue por seus interesses nesses momentos? Portanto, questiona-se uma possível correlação entre vereadores, financiamento de campanha por meio da Associação das Imobiliárias Brasileiras (AIB, ligado ao SECOVI) e, por fim, possíveis votações de projetos de lei que favoreçam o capital imobiliário.

Capítulo III

- Aprovada a concessão urbanística, a Prefeitura iniciou a licitação do consórcio responsável pelo projeto Nova Luz. O secretário de planejamento anunciou que, não apenas a licitação para contratar um consórcio – e não um projeto –, mas também a participação popular durante todo o processo seriam um avanço proposto pela gestão DEM. 

A primeira audiência pública para discutir a Nova Luz foi cancelada e a segunda acabou em confusão: a exposição de um projeto sem primeiramente permitir as opiniões de comerciantes e moradores gerou manifestações durante todo o evento; que chegou ao fim quando um ex-morador desapropriado invadiu o palco, para pegar o microfone para pronunciar-se, e foi agredido pela Guarda Civil.

Apesar da divulgação do projeto, questões relacionadas à permanência e à participação da população nunca foram devidamente esclarecidas até hoje, e durante o processo de atualizações do projeto, as três associações criadas em torno do problema, duas de moradores e uma de comerciantes, divergiram em opiniões e ações. 

 Portanto, a participação da sociedade civil foi multifacetada com relação ao olhar sobre o processo de elaboração da Nova Luz. Apenas uma unanimidade foi verificada, o acordo em combater a concessão urbanística por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, protocolada no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Os comerciantes entraram com o processo, ganharam uma liminar, a Prefeitura agravou e o relator indeferiu a liminar. Segundo artigos publicados em jornal, Claudio Lembo, ex-governador e atual secretário municipal de negócios jurídicos de São Paulo, desde 2006, indica a lista dos novos desembargadores do Tribunal de Justiça e por essa razão as associações não acreditam que a ação terá efeito. 

Desacreditados pela falta de equilíbrio entre os poderes – o legislativo e o judiciário parecem completamente comprometidos com o poder executivo –, as associações conseguiram a elaboração de uma nova ADIN via partido PSOL, a ser encaminhada diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Enquanto a lei continua em vigor, com o anúncio do projeto Nova Luz, publicou-se também a “conta” para os cofres públicos: a prefeitura terá que investir quase R$ 400 milhões para viabilizar o projeto, contrapondo-se ao ideário inicial de utilidade do instrumento urbanístico.

Segundo Lomar (2001:51), “a concessão urbanística possui um enorme potencial para a reconstrução das cidades brasileiras, uma vez que o poder público não dispõe de recursos financeiros suficientes para a realização das intervenções urbanísticas reclamadas pelo interesse público”. 

Por fim, com a criação de uma política de abandono – a região da Santa Ifigênia tornou-se a líder no ranking de assaltos do município de São Paulo –, e com um processo político “viciado”, portanto, caso a lei e o projeto comecem a ser implementados em São Paulo, poderá tornar-se uma "moda" no Brasil utilizar a concessão urbanística para expulsar populações de lugares com potencial de valorização e colocar outras, a bel-prazer, que interessem aos grupos de relacionamento de prefeitos. E uma sociedade democrática não pode viver assim.

segunda-feira, agosto 27, 2012

Roosevelt - para quem?



Posso estar muuuito errado, mas o que eu vejo da obra da Praça Roosevelt é muito cimento e pouca participação. De cima, o que a gente observa é um enorme pátio de cimento, bem no estilo anos 70,
como se a cidade não tivesse mudado nesses 40 anos. (Por exemplo, o sol na moleira.)
Então, são os casais de namorados que vão ficar de mãos dadas na praça? Cantando "O barquinho"?
(Olha a bolsa, madame!)

Ainda não vi as mais de 200 árvores do projeto. Ok, pode ser que sejam pequenas e estejam sem copa. Parece que não se pode ter muita árvore por causa das raízes (bonsai, gente, bonsai vertical!)
O que vemos é uma enorme escadaria, pedra sobre pedra, três troncos de terror de cada lado, como nem o faraó imaginaria... Muita falta de criatividade... (Uma cachoeira com trutas?)

Mas, ainda assim, levando em conta o alto grau de participação desse governo (obrigado, Serra!) e o anúncio de que será feita uma nova licitação de 11 milhões para a garagem, fico pensando se não será aquela velha história: um arquiteto milionário planeja algo em seu escritório em Nova York e alguém ganha rios de dinheiro com isso. (Quanto mais cimento, mais caro? Espelho tem que chegue.)

Numa área tão adensada como essa (e que, antes dos Sátyros, era Cracolândia), não apenas árvores e água seriam importantes, como um planejamento de ocupação pela população - lojinhas, bares, shows, etc. (Ah, mas tem "cachorródromo"!) Quantas economias criativas podiam estar no local, como a HQ Mix, que teve de sair dali por causa do aluguel. Biblioteca delivery? As tendas do Festival Satyrianas, foram pensadas? Haverá feira-livre? Como é a pista para skate? Pista para correr? No domingo, como fazer atividades para as crianças? O que é uma praça hoje, quando o espaço público foi comido pelo medo e pelos desabrigados, abandonados?
A pergunta é: como as pessoas vão ocupar o espaço? Que propostas pensam os moradores de rua e dependentes do entorno e que novidades em termos de polícia comunitária vão garantir o ambiente para a praça?

É claro que numa cidade com tanto urbanismo-Minhocão (salve Monotrilho!) e num ambiente de Operações Urbanas à portas-fechadas e Nova Luz Eu-e-meus-amigos (rapa fora ACSI!), qualquer verdinho alegra. Ainda mais um verdinho que custa 66 milhões!!!!

(Na audiência pública sobre o PL 414/2011 - que "tem como alvo as atividades e os empreendimentos que, por seu porte ou natureza, possam causar impactos ambientais", na Câmara Municipal dia 29/8, um morador da Zona Leste relatou que "a meia dúzia" de "paus secos" colocados pela Prefeitura nas calçadas como "compensação" pela Marginal não viraram árvore, mesmo depois de 2 anos...)

Agora é esquizofrênico o fato de que com uma mão a Coronelândia aprova construções para classe média na Serra da Cantareira (Plano Municipal de Habitação) e, com outra, planta alguma graminha.

Serão as necessidades de hoje, com o entorno de hoje? Ainda: houve consulta à população?
Outra surpresa é a demolição do Kilt. Quem pediu? Será que mais de 100 mil como os que pediram o Belas Artes?
Um ponto positivo é o batalhão da PM (por favor, não fiquem apenas no seu cantinho, como na República), que não estava previsto no projeto. (Vamos comprar câmeras SProzac!) Alguém deve ter dito que uma vez ali houve usuários de drogas. Legal, ou estamos criando apenas mais uma obra faraônica. Da incorporadora Kassab.





A reforma deve durar dois anos e consumir R$ 37 milhões. Há quatro anos, o custo era avaliado em R$ 13 milhões --mais do que a reforma das praças da Sé e República juntas (R$ 7,2 milhões).
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/773201-praca-roosevelt-em-sao-paulo-tera-reforma-de-r-37-milhoes.shtml


Valor de reforma da praça, no centro de São Paulo, passará dos R$ 37 milhões previstos em 2010 para R$ 66 milhões
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/49915-obra-da-roosevelt-custara-quase-o-dobro.shtml



Nova York tem uma outra ONG, o Conselho de Design para Espaços Públicos, que dá bolsas a órgãos da prefeitura, a ONGs e a organizações de bairro para estudarem propostas inovadoras fora das amarras da burocracia. Os Amigos do High Line ganharam uma dessas bolsas, no início da década passada.
Em São Paulo, os dois raros casos de revitalização de áreas degradadas carecem desses ingredientes. Em 12 anos de teatros na praça, a praça Roosevelt ganhou um projeto de reforma genérico, como a República e a Sé antes. Não vai ficar para a história.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/serafina/sr2608201209.htm

PS: Vejo uma menininha agachada na Cimenteira - e sua mãe lhe chama. O skate está ocupando as escadarias: cria SP!

sexta-feira, agosto 03, 2012


Fw:
Conselho dá aval à revitalização da Luz

Após briga jurídica e quase um ano de espera, Kassab obtém licença ambiental para um dos principais projetos da gestão

Licitação vai escolher empresa que tocará o plano, que prevê demolir quase 30% da área da cracolândia

EVANDRO SPINELLI

DE SÃO PAULO

A Nova Luz, projeto de revitalização da região da cracolândia, já tem licenciamento ambiental, o que permite à Prefeitura de São Paulo abrir a licitação que irá definir quem vai fazer as obras.
A licença foi aprovada ontem pelo Cades (conselho municipal do meio ambiente), onde tramitava desde setembro do ano passado.

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) quer abrir a licitação rapidamente, assinar o contrato ainda este ano e "amarrar" o próximo prefeito, que assumirá em 1º de janeiro.
Com o contrato firmado, o futuro prefeito não poderá mudar ou revogar o projeto, pois o contrato prevê multas e prazos a serem cumpridos.

"É possível fazer neste ano [a licitação]. Mas vamos fazer com toda prioridade e com todo cuidado", disse o secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem.
A Nova Luz é o principal projeto de revitalização urbana da gestão Kassab, mas levará 15 anos para ser concluído, prazo que começará a ser contado a partir da escolha da empresa que fará as obras.

Cerca de 30% da área construída do bairro -44 quarteirões- será demolida para dar lugar a prédios novos. A prefeitura irá bancar até R$ 355 milhões para viabilizar economicamente as obras, segundo os estudos do consórcio que elaborou o projeto.
BRIGA JURÍDICA

A elaboração do plano de revitalização da região custou R$ 14,6 milhões. Ele foi apresentado em agosto de 2011 e patinava no Cades e na Justiça, que concedeu várias liminares a pedido de moradores, Defensoria Pública e associação de lojistas da rua Santa Ifigênia, polo de comércio de produtos eletrônicos.

A última liminar contra o projeto foi suspensa pelo Tribunal de Justiça em junho. Sem empecilho jurídico, o Cades finalmente deu o parecer.
Bucalem disse que esses 11 meses de tramitação foram de "árduo trabalho de ambas as partes". O Cades exigiu o detalhamento de alguns programas, como os que serão feitos nas áreas social, de saúde e de resíduos sólidos, mas não será necessário modificar nenhum item do projeto.



Caros amigos da Santa ifigênia, alguns mais desavisados podem estar surpresos com esta afirmação do secretário Miguel Bucalem "não será necessário modificar nenhum item do projeto.", mas, o que poucos sabem é que:

1- A mesma empresa responsável pelo projeto, CONCREMAT, elaborou o estudo de impacto ambiental.
2- A composição do conselho nunca permitirá a efetiva participação da sociedade civil. Não há paridade.
         3- A área analisada foi a adicional, portanto, se mudado o gabarito legal dentro do plano diretor para a região do "nova luz"  o empreeendedor terá o céu  como limite para explorar comercialmente o espaço urbano e  a população paulistana.

Observem abaixo a relação dos integrantes do conselho...
CADES
Conselheiros 2012-2014

Secretaria de Governo Municipal – SGM
 Titular – Nilza Maria Toledo Antenor
Suplente – Benedito Goes Neto
Secretaria de Serviços - SES
Titular – Aruntho Savastano Neto
Suplente – Marina Merussi Neiva
Secretaria Municipal da Habitação e Desenvolvimento Urbano - SEHAB
Titular – Marcia Maria Fartos Terlizzi
Suplente – Pedro Luiz Ferreira da Fonseca
Secretaria Municipal de Educação – SME
Titular – Marco Aurélio Chagas Martorelli
Suplente – Ana Helena Val Groth
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano – SMDU
Titular – André Luis Gonçalves Pina
Suplente – Olga Maria Soares e Gross
Secretaria Municipal de Transportes - SMT
Titular – Ivan Metran Whately
Suplente – José Carlos Andersen
Secretaria Municipal Infra-Estrutura Urbana e Obras - SIURB
Titular – Glaucio Attorre Penna
Suplente – Andréa Akissue de Barros
Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social - SMADS
 Titular: José Eduardo Rodrigues da Silva
Suplente: Milton Roberto Persoli
Secretaria Municipal da Saúde - SMS
Titular – Eunice Emiko Kishinami de Oliveira Pedro
Suplente – Eliana Sapucaia Rizzini
Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras - SMSP
Titular – Silmara Ribeiro Marques
Suplente – Marcelo Bruni
Secretaria Municipal de Cultura - SMC
Titular – Walter Pires
Suplente – Maria Letícia Maia Bandeira de Mello
Secretaria dos Negócios Jurídicos - SNJ
Titular – Helga M. da Conceição Miranda Antoniassi
Suplente – Marina Magro Beringhs Martinez
Ministério do Meio Ambiente - MMA
Titular – Murilo Reple Penteado Rocha
Suplente – Cinthia Masumoto
Secretaria de Estado do Meio Ambiente - SMA
 Titular – André Dias Menezes de Almeida
Suplente – Daniel Glaessel Ramalho
Câmara Municipal de São Paulo
Titular – Gilberto Tanos Natalini
Suplente – Francisco das Chagas Francilino
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Est. S.P. - CREA
Titular – Roberto Paulo Valeriani
Suplente – Ulysses Bottino Peres
Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/SP
Titular – Maria Cristina de Oliveira Reali Sposito
Suplente – Thais Maria Leonel do Carmo
Universidades
Titular – Eduardo Storopoli
Entidade – Universidade Uninove
Suplente – Adriano Monteiro de Castro
 Entidade - Universidade Presbiteriana Mackenzie
Setor Comercial
Titular – Jorge Jamal Ayad Badra
Entidade – Fecomercio SP
Suplente – Alessandro Luiz Oliveira Azzoni
Entidade – Associação Comercial de São Paulo
Setor Industrial
Titular – Marcio Esteves da Silva
Entidade – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP
Suplente – George Doi
Entidade – Sindicato da Micro e Pequena Indústria - SIMPI
Associações
Titular – Marta Amélia de Oliveira Campos
Entidade – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental - ABES
Suplente – Lucia Souza e Silva
Entidade – Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB
Centrais Sindicais
Titular – Ricardo Patah
 Entidade – União Geral dos Trabalhadores - UGT
Suplente – Heleno Benedito da Silva
Entidade – Força Sindical de São Paulo
Organizações Não Governamentais – ONGs com tradição na defesa do Meio Ambiente
Macro Região Norte 1
(Freguesia do Ó/Brasilância, Perus, Pirituba/Jaraguá)
Titular – Quintino José Viana
Entidade – Associação Beneficente Ousadia Popular
Macro Região Norte 2
(Casa Verde/Cachoeirinha, Santana/Tucuruvi, Jaçanã/Tremembé, Vila Maria/Vila Guilherme)
Titular – Octacílio de Oliveira Andrade Junior
Entidade – Associação Educacional Espaço Novo
Macro Região Sul 1
(Campo Limpo, M’Boi Mirim)
Titular – Beatriz Elvira Fabregues
Entidade – Espaço Múltiplo de Inclusão Social
Macro Região Sul 2
(Cidade Ademar, Jabaquara, Santo Amaro)
 Titular – Luiz Ferrua
Entidade – Sociedade Amigos dos Jardins Petrópolis e dos Estados – SAJAPE
Suplente – Cristina Antunes
Entidade - Ciranda
Macro Região Sul 3
(Capela do Socorro, Parelheiros)
Titular – Armelindo Passoni
Entidade – Instituto de Tecnologia Social - ITS
Macro Região Leste 1
(Cidade Tiradentes, São Mateus, Itaquera)
Titular – Ivo Carlos Valencio
Entidade – Câmara Regional das Sociedades Amigos de Bairros do Vale do Aricanduva
Suplente – Alexandre Falcão de Araujo
 Entidade – Associação Aliança Libertária Meio Ambiente
Macro Região Leste 2
(Aricanduva/Formosa/Carrão, Vila Prudente/Sapopemba, Emelino Matarazzo, Penha)
Titular – Antonio Abel Rocha da Silva
Entidade – Associação do Verde e Proteção do Meio Ambiente – AVEPEMA
Suplente – Dayana Bueno
Entidade – Associação Paulista das Empresas de Tratamento e Destinação Final de Resíduos Urbanos - APETRES
Macro Região Leste 3
(Guaianases, Itaim Paulista, São Miguel)
Titular – Ângelo Iervolino
Entidade – Sociedade Ambientalista Leste - SAL
Macro Região Centro-Oeste 1
(Butantã, Lapa, Pinheiros)
Titular – Ros Mari Zenha
Entidade – Associação Amigos do Jardim das Bandeiras – AAJB
Suplente – Maria Laura Fogaça Zei
Entidade – Associação Amigos e Moradores pela Preservação dos Bairros do Alto da Lapa e Bela Aliança - ASSAMPALBA
Macro Região Centro-Oeste 2
(Sé, Vila Mariana, Ipiranga, Móoca)
Titular – Heitor Margazão Tommasini
Entidade – Associação Moradores Jd. da Saúde
 Suplente – Iênidis Benfatti
Entidade – Viva Pacaembu por São Paulo
Guarda Civil Metropolitana - GCM
Titular – Vanderlei Bento Barbosa
Suplente – Richard Soares Mariano
Policia Militar Ambiental
Titular – Daniel Bassetto Jatobá
Suplente – Fernando Francisco Janez

Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente - SVMA
Departamento de Educação Ambiental e Cultura de Paz – UMAPAZ
Titular – Rose Marie Inojosa
Suplente – Cristina Pereira de Araújo
Departamento de Planejamento Ambiental e Ações Descentralizadas – DEPLAN
Titular – Rosélia Mikie Ikeda
Suplente – Hélia S. B. Pereira
Departamento de Parques e Áreas Verdes – DEPAVE
 Titular – Mário Roberto de Abreu
Suplente – Carlos Roberto Fortner
Departamento de Controle da Qualidade Ambiental – DECONT
Titular - Milton Tadeu Motta
Suplente – Maria Raquel Pacheco
Departamento de Participação e Fomento a Políticas Públicas / Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável CADES
Coordenadora Geral: Helena Maria de Campos Magozo
 
Secretária Executiva: Mary Lobas

sexta-feira, julho 27, 2012

Alterações, ironias e descalabros
com um Photoshop disponível :)

Divirtam-se!

Afonso Lima